segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Alguém me explica???


Definitivamente, o Brasil não é um país sério. E assim como qualquer coisa que não é séria, não vai para frente. Uma empresa mal administrada vai falir. Um clube mal administrado vai para a segunda divisão. Um país mal administrado coleciona seus miseráveis.

Não sou desses que adoram falar mal do Brasil. Muito pelo contrário, eu até reclamo com quem o faz. Mas hoje quero manifestar minha opinião comparando um país com aquilo que eu tenho experiência, que é uma empresa.

Uma empresa não pode gastar mais do que arrecada, tem que produzir, tem que inovar, tem que dar condições de trabalho aos seus funcionários e ter boa relação com as outras empresas, pois elas podem tornar-se parceiras comerciais. O país também precisa dar boas condições de vida ao seu povo e este, por sua vez, deve produzir para sustentar o país.

Acontece que o brasileiro vive em meio a muitas contradições. A mesma pessoa que reclama da cidade suja é a que joga uma lata de refrigerante pela janela do ônibus. O mesmo cidadão que reclamou da falta de liberdade nos anos 70, hoje reclama de ter que ir votar. A mesma senhora que se lamenta por não ter emprego, quando consegue um, reclama por ter que acordar cedo.

Ao andar pelas ruas, antes que você mude de calçada, encontrará um ônibus ou caminhão soltando fumaça preta. A contradição está no fato de fazermos anualmente o licenciamento dos nossos veículos sem que estes passem por uma inspeção. Ou seja, o licenciamento é apenas mais um imposto.

Outra contradição está ligada às drogas. Eu creio que usuário de droga deveria ser preso, assim como o traficante. Se não houvesse usuários, não haveria traficante. Isso acontece em relação ao receptador de materiais roubados, que é criminoso tanto quanto o ladrão. Então por que o “receptador” de drogas é considerado vítima?

O brasileiro, infelizmente, está habituado a se atrasar. Marca uma reunião às 9 horas e, quando tudo dá certo chega às 9 horas. Deveria chegar antes, se acomodar na sala, enfim para que às 9 horas em ponto a reunião pudesse começar. Mas não é isso que acontece. Ele usa toda a margem de erro que puder, como se uma vantagem isso fosse.

Mudar os hábitos é algo difícil, mas na minha opinião é o único caminho possível em direção a modernidade e eficiência.

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