quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Procure aproveitar as oportunidades


Neste dezembro tive a oportunidade de fazer um Cruzeiro. Viajei no Grand Mistral, um navio de bandeira italiana, com bares espanhóis e uma tripulação que mais parece uma torre de babel. Lá dentro há pessoas de quase todos os cantos do mundo.

A maioria dos garçons era hispânica. Vindos de Honduras, Colômbia e Peru, principalmente. Mas havia também alguns asiáticos e europeus do leste. Eram todos muito atenciosos e entendiam perfeitamente o português, embora respondessem em espanhol.

Mas uma situação me chamou a atenção: Num final de tarde eu estava sentado no Cafe Gijon, conversando com a Paula e, na mesa ao lado, um outro passageiro conversava com um dos garçons. Eu pude ouvir perfeitamente o trecho da conversa, onde o homem perguntava sobre a seqüência de temporada do navio depois de servir a costa brasileira. Ao saber que esta mesma tripulação trabalharia dali há alguns meses pelo Mediterrâneo, ele previu que aquele garçom teria dificuldades para se comunicar lá na Europa. Eis que a resposta do funcionário foi curta e grossa: “Além de minha língua, falo italiano, inglês e estou fazendo aulas de português”.

A cara de bobo que o hóspede (que provavelmente não fala nenhum outro idioma) exibiu não vem ao caso narrar aqui, pormenorizadamente. O fato que desejo frisar é que uma pessoa culta, como aquele garçom, vê como um grande negócio trabalhar por alguns meses servindo cafés, visando evoluir profissionalmente.

Aqui no Brasil, em terra, podemos ver muitas pessoas formadas, que preferem ficar desempregadas a aceitarem um trabalho cujo currículo pedido é inferior ao que este apresenta. Se o currículo de uma pessoa é bom, ela tem duas opções: buscar um emprego numa vaga concorrida, onde terá que disputar espaço com outros iguais ou aproveitar as oportunidades que tem de se destacar, preparado que é, num trabalho que o exige menos.

Ao desempregado, o que deve realmente interessar é entrar no mercado de trabalho. Na maioria das vezes, as oportunidades vêm disfarçadas de vagas menos chamativas. Já dizia meu avô: "Enquanto todos procuravam ouro com as próprias unhas, o célebre procurava as ferramentas para poder extraí-lo".

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