terça-feira, 4 de março de 2008

Eu machuquei o Seu Vizinho da direita

E foi isso mesmo que aconteceu. O fato ocorreu no sábado pela manhã, quando eu jogava futebol na Academia Clube da Bola, em Campinas. Como alguns sabem, eu sou goleiro (dos bons).

Jogo num time formado por uma garotada mais jovem. Eles são quase todos funcionários de uma empresa que distribui parafusos. Trabalham de segunda a sexta-feira e no sábado se reúnem para o “Grande Clássico Semanal”.

E foi um prazer quando eu fui convidado a participar. Na época eu estava sem praticar esportes, apenas me mantendo fazendo exercícios na academia, coisa que eu, sinceramente, não gosto. Quando o Roberto me convidou para jogar, mudei completamente minha agenda e me adaptei ao horário deles, sábado pela manhã.

E tive a oportunidade de conhecer uma galera jóia. Todos são muito animados, motivados e ao participar percebi que isso ajuda inclusive no próprio trabalho deles. Onde há gente motivada, há também produtividade e nada melhor do que um jogo de futebol para manter o clima de amizade e competição em equilíbrio.

Na década passada, trabalhei durante dois anos em São Paulo. Naquela época nós jogavamos semanalmente, numa quadra no Brooklin, cujo proprietário era o Rivelino. Na época a empresa se reunia na terça às 22h para jogar até às 23:30h. Eram pessoas de todos os departamentos, do diretor aos motoboys. Lá nós nos livravamos da tensão da semana anterior e carregavamos as baterias para a semana seguinte.

Então isso fica como sugestão às empresas que quiserem criar um mecanismo de equilíbrio aos funcionários, visando diminuir o stress causado pelo trabalho. Não precisa se prender ao futebol, existem outras alternativas, mas desse exemplo podem surgir outras ideias.

Mas voltando ao fato, no último sábado estava eu, lá, debaixo das traves, quando já no finalzinho do tempo regulamentar alguém, que eu não vi quem foi, chutou uma bola em direção ao gol. É claro que não foi gol, pois eu estava lá. Mas ao defender, percebi uma forte dor no meu dedo anelar da mão direita. Tirei a luva, vi que o dedo ficou roxo e pedi para ser substituído. Ao analisar melhor a contusão, percebi que ela foi idêntica a uma outra que tive há uns 4 anos também no anelar, mas da mão esquerda. Demorou uns 10 dias para sarar e sarou.

Quando eu era criança, minha mãe ensinou-me o nome dos dedos e seus apelidos. Os nomes, todos sabem, mas dos apelidos, creio que vale lembrar. Ela dizia que eram “mindinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho. Eu machuquei o “Seu Vizinho”... da mão direita.

2 comentários:

  1. Sobre esse fato relatado... eu estava lá no momento e infelizmente não puder atrapalhar o avanço do jogador que causou essa ''pequena luxacão em nosso grande arqueiro'', afinal muitas e muitas vezes já o salvei dos furiosos atacantes de nosso futebol de sábado.
    Mas fica aqui meu recado..'' pega muito esse vizinho com os demais familiares dele''
    abraço do melhor zagueiro ...
    Romério

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  2. Neusa Antonino Silva12 de março de 2008 13:02

    Aguinaldo, a forma como se expressa é muito interessante. eu li o texto e quando tava no meio dele nem mais me lembrava da estoria do dedo, pois tava concentrada na mensagem principal. Aí você finalizou maravilhosamente relembrando o assunto inicial e fechando com muito bom humor. Parabéns pelo blog.

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