domingo, 11 de maio de 2008

As duas faces do coitadismo.


No meu artigo do dia 9 de maio, falei sobre o coitadismo. E com isso fresco em minha mente, hoje observei o comportamento de duas pessoas diferentes que tem um ponto em comum. Essas duas pessoas que eu conheço e, que eu não pretendo identificar quem elas são, tem em comum o fato de serem infestadas de problemas de saúde.

A maioria desses tais problemas são mais emocionais ou psicológicos do que físicos, mas depois de tantos anos sofrendo com eles, a cura pode não depender de uma simples mudança de postura. Mas, a parte mais curiosa dessa situação é que, embora tenham tal ponto em comum, elas têm modelos de coitadismos diferentes.

A primeira é coitada mesmo. Sempre pensa negativo e em todas as circunstâncias sempre prevê o pior cenário. Parece pensar que a vida é assim mesmo e que esse é seu karma. Chamo esse estilo de coitadismo reativo, pois tem uma reação impotente. A segunda é revoltada. Apresenta uma raiva muito grande por carregar essa carga de doenças e conhece tudo sobre remédios, seus efeitos colaterais etc. A esse estilo, dou o nome de coitadismo proativo, pois tem energia para manifestar sua guerra sem fim.

Hoje, dia das mães, visitei as duas e fiz a cada uma delas a mesma pergunta: Como está? A primeira respondeu com um lento e melancólico “mais ou menos”. Olhos fundos e com a testa franzida, reclamava de dores no estômago, além dos outros problemas que eu já sabia. Ao ouvir sua resposta, pedi que pensasse positivo. Ela levantou as sobrancelhas sinalizando concordar, mas continuou com a mesma expressão.

Fui para a segunda visita e ao cumprimentá-la, perguntei o mesmo “Como está?” A resposta veio imediatamente, dizendo em palavras duras e agressivas que estava com uma “baita falta de ar”. Respondi a mesma coisa e ouvi atravessadamente que, quando eu sentisse o que ela sente, eu entenderia que é impossível pensar positivo.

Assim posso exemplificar os dois tipos de coitadismos existentes. O primeiro se acha coitado e se entrega, entendendo que nada pode fazer. Atrai as coisas negativas com suas previsões catastróficas. O segundo tipo é agressivo e parece buscar as doenças para provar que é guerreiro e não desiste, pois está sempre lutando contra os males. O detalhe é que este segundo, embora seja guerreiro, não afasta os problemas, mas sim os atrai ainda mais, pois tem a necessidade de atrair os problemas para reclamar.

Qual é o pior? Os dois são iguais. Eles matam antes que as doenças alegadas. Nem o coitadismo reativo e nem o proativo é menos pior. Só há diferença na forma de demonstrar isso para a sociedade.

Para finalizar, quero deixar uma mensagem aos meus leitores: “QUEM ACOSTUMA-SE A RECLAMAR DA VIDA, CRIA INCONSCIENTEMENTE UMA NECESSIDADE DE TER PROBLEMAS PARA PODER RECLAMAR. E ESSA PESSOA, QUANDO NÃO TEM PROBLEMA, PASSA A ATRAÍ-LOS SEM PERCEBER”.

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