sexta-feira, 9 de maio de 2008

O coitadismo mata!


Existem pessoas que tentam parecer mais do que são na realidade, mas também existem outros que tentam parecer mais coitados do que são na realidade. E tanto o primeiro perfil quanto o segundo, leva uma pessoa ao fracasso.

Muitos escritores de livros de auto-ajuda dizem que uma pessoa que busca o sucesso precisa ser motivado, sonhar alto, mirar as estrelas. Mas aí o cidadão leva ao pé da letra e começa a viver uma vida de ilusões. Se transforma naquilo que minha mãe dizia ser "o papudo".

O papudo é aquele cara que é o melhor em tudo. Tudo que ele tem é o melhor. O carro velho dele é o melhor que tem e, inclusive, ele não trocou ainda porque jamais largaria algo tão bom. A casa dele tam algo que nenhuma outra tem. Os filhos fazem algo na escola que é característica única.

E na verdade, o papudo vive de um sonho que nunca vai se tornar realidade. Porque ele sabe onde quer chegar, mas não sabe onde está. Para se chegar a algum lugar, além de saber o destino, é fundamental ter consciência do ponto de partida. Portanto se você se acha mais do que de fato é, terá dificuldade de sair do lugar.

Outro personagem negativo é aquele que tem um excesso de coitadismo. O "Coitadista" é o coitado sem motivos. Ele sempre diz que sua dor é maior que a do outro, que sua casa é mais velha, que sua família é mais problemática e faz com que você acredite que a quantidade de azar que ele tem na vida é maior do que qualquer outro da vizinhança.

É como se ele quisesse uma carícia, então se faz de coitado para que os outros tenham dó. O que o cara não percebe é que, quando alguém mente negativamente para si mesmo, a mentira toma características de verdade. E o Coitadista que age como coitado, torna-se coitado de verdade e as coisas passam a sempre darem erradas.

Segundo o escritor Augusto Cury, "todas as doenças emocionais amam o coitadismo e florescem na alma de pessoas passivas". Portanto nunca se sinta coitado diante de seus problemas, caso contrário eles se tornarão um monstro.

E, por fim, há o guerreiro decepcionado. Esse não se acha coitado, mas é. Mas ele acha que está lutando incansavelmente contra as coisas negativas que existe na vida dele, mas que não se entrega. O que ele não percebe é quem cultiva as coisas negativas é ele próprio com o seu pensamento de coitado.
E tenho só mais uma informação a dar. Seja o coitadismo nu e cru, seja ele disfarçado de guerreiro, esse é um sentimento que mata.

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