sexta-feira, 23 de maio de 2008

Respeitar o espaço dos outros é importante.

O Sandoval é colega de trabalho de uma amiga minha. Eu não o conheço pessoalmente, por isso tomei o cuidado de trocar seu nome. Também não sei se o relato que ouvi é exatamente como entendi, por isso quero deixar claro que a partir desse momento, ele se torna simplesmente uma personagem desta crônica, onde qualquer semelhança com o mundo real é apenas coincidência. Mas o fato é que existem alguns Sandovais por aí.

Segundo minha amiga, ele é exageradamente mal organizado e, devido a isso, atrapalha também outras pessoas. Tem uma quantidade enorme de trabalho para fazer justamente porque não consegue terminar nenhum. O acumulo é tão grande que as pastas ficam num canto, em cima da mesa, em pilha, com anotações em “post-its” que ninguém mais entende. Em poucos dias forma-se outra pilha de pastas no outro canto da mesa.

O grande problema é que, segundo ela, o seu vizinho invade a mesa dos colegas, com papéis desnecessários ou materiais que já deveriam ter ido para os arquivos, sem ao menos pedir licença. Isso, atualmente é mais comum do que se imagina, mas é um problema novo. Não acontecia antigamente, pois as salas eram bem divididas e as mesas individuais. Porém, com a arquitetura moderna de ambientes, muitas empresas se dispõem em Estações de Trabalho, onde as mesas se emendam nas outras e a divisão de espaço não é exatamente bem definida. Nesse caso, o que fazer para delimitar o seu espaço? Como impedir que os Sandovais invadam o seu território e espalhem a sua bagunça por todos os cantos?

A única solução é delimitar fisicamente. Usar seus instrumentos de trabalho ou enfeites para marcar a fronteira é a única solução que vejo. Conversar com o colega invasor (até em tom de brincadeira, dependendo do caso) e explicar que aquele espaço é seu pode ser bem válido. Em casos mais difíceis, use a criatividade, como o Heitor, amigo meu que levou seus soldadinhos de brinquedo para a empresa e ganhou a simpatia do invasor quando disse que eles vigiariam o limite e que qualquer coisa que passasse por ali estaria sujeito a fiscalização alfandegária. Segundo ele, daquele dia pra frente, ninguém nunca mais teve coragem de invadir sua mesa com bagunças.

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