segunda-feira, 30 de junho de 2008

Solidariedade sem fins lucrativos

Em tempos onde todos estão preocupados em fazer ações sociais e divulgar seus atos de Responsabilidade com os pobres ou com o meio ambiente, apenas visando o marketing que isso pode trazer, algumas pessoas anônimas tem atos de solidariedade sem se preocupar se aparecerão amanhã no Jornal Nacional.
A história a seguir deve ter acontecido recentemente em Santos, litoral do estado de São Paulo. Provavelmente no dia 17 de junho ou alguns dias antes. E somente veio a público porque alguém fotografou e espalhou pela internet, mas sem identificar as personagens.

Dois garotos passam ao lado de um córrego e avistam um cãozinho tentando sair da água. Eles, que também não conseguiriam descer a parede de concreto, tiveram uma boa ideia.


Uma sacola térmica nas mãos...


Um pouquinho mais de esforço...

...consegui, agora me puxa!


E pelo jeito, o cachorro o cachorro nem era deles, a deduzir pela forma que continuam andando sem terem a menor expectativa de que as imagens desse ato heróico viessem a correr o mundo.


Eles fizeram algo arriscado? Sim! Um adulto o faria? Não! Se tivesse um adulto sensato junto, deixaria que as crianças fizessem isso? Provavelmente não! Mas, nos últimos anos, quando temos visto muitos "vira-latas" virarem heróis ao salvarem crianças de ataques de pit-bulls, creio que seja válido vermos dois garotos virarem heróis ao salvarem um "vira-latas".

E esse mesmo adulto sensato que não arrisca a sua vida para resgatar um animalzinho do córrego, arrisca de muitas outras maneiras muito mais banais.

Por isso resolvi publicar essas fotos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Brasileiro, profissão: re-pagador de Impostos.

Ouvimos todos os dias, através dos noticiários, que o Brasil é o campeão do pagamento de Impostos, no mundo. Mas na verdade, nós não somos os campeões; somos quase. Recentemente o IBPT comparou a carga tributária de 25 países. Dentre eles, a carga tributária do Brasil (37,82% do PIB) só fica atrás daquela registrada pela Suécia (50,7%), Noruega (44,9%), França (43,7%) e Itália (42,2%). Nossa carga tributária também é superior à dos EUA (25,4%) e da média dos países da OCED (36,1%). Na comparação com os latino-americanos também estamos na dianteira, já que na Argentina (21,9%), no Chile (19,2%) e no México (18,5%) o peso dos impostos no PIB é bem menor.

Mas, como se isso não bastasse, o dinheiro do imposto é mal gasto. O estado cobra os impostos com o mesmo objetivo que o seu prédio cobra o condomínio. É isso aí, o Brasil é um grande condominiozão. Nós moramos aqui e precisamos pagar uma determinada quantia por mês para pagarmos tudo aquilo que se gasta para o bem comum dos moradores, como saúde, segurança, educação, limpeza pública, etc. Até aí, tudo bem.

Porém eu pergunto ao leitor: como ele se sentiria se pagasse o boleto do condomínio, certinho, no dia do vencimento, mas ao avaliar o local onde mora, percebesse que a água da piscina estivesse sem tratamento, o elevador quebrado, a campainha queimada e o porteiro, que saiu de férias, não tivesse sido substituído por ninguém? Se tivesse que contratar particularmente um limpador de piscinas ou um porteiro? É assim que eu vejo o Brasil.

Nós pagamos para que o governo construa e mantenha as escolas públicas, mas se queremos uma boa escola temos que matricular nossos filhos nas particulares. Pagamos para que a polícia nos proteja, mas precisamos contratar o Guarda Noturno para as nossas casas e os seguranças para as nossas empresas. Pagamos para ter hospitais, mas precisamos contratar nossos planos de saúde particulares, pois se dependermos do sistema público poderemos morrer na fila de espera.

Enquanto isso, o Governo joga a responsabilidade para o cidadão. E o cidadão, sem outra opção, aceita. Ontem ouvi uma reportagem pelo rádio, onde um secretário de saúde de um município do interior de São Paulo reclamava que gastava muito dinheiro com remédios para a população. Que mesmo aqueles que tinham planos de saúde particulares recorrem à rede pública para retirar gratuitamente os remédios. Segundo este senhor, tal município pretende entrar com ação para obrigar os planos de saúde particulares a fornecerem também os remédios para os seus segurados e com isso aliviar o Governo. Ou seja, temos que nos conformar que nós pagamos os impostos e depois “re-pagamos” os mesmos Impostos?

Aí eu pergunto: Este senhor tem consciência da besteira que ele falou? Afinal, o governo deveria atender a 100% da população com remédios e também com os médicos, exames e tratamento, afinal quem tem plano de saúde também contribui com a Previdência. Os planos de saúde nem deveriam precisar existir, mas ao invés de entender que estes aliviam o custo do Estado, o tal Secretário acha que eles deveriam fazer mais. Se as operadoras de planos de saúde fossem obrigadas a fornecer remédios para os segurados, os valores das mensalidades seriam bem maiores, o que inviabilizaria o cidadão de pagá-las. Neste caso ele voltaria a, não só buscar o remédio na rede pública, como também se tratar lá.

O que você acha disso?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

As Nóias e os Siameses do Caos.


Ontem recebi um e-mail da Coordenadora de um dos Departamentos da minha empresa. Nesse e-mail ela informava que Fulano de Tal passava a ter direito a usar um endereço eletrônico profissional. Segundo a colega, ele havia desenvolvido com sucesso algumas tarefas que ela pedira e por isso mereceu esse “agrado”. Nessa hora respondi dizendo que eu havia ficado muito feliz pela informação e que o Fulano foi um cara que sempre fez questão de estar presente.

Na minha resposta, continuei escrevendo e contei que anteontem eu estava pensando sobre o caso de algumas outras pessoas que temos na empresa, que são complicadas, que não trabalham com a mesma motivação do amigo Fulano e vivem dando desculpas com seus problemas pessoais. Minha conclusão dizia que o mundo é composto por pessoas normais, pessoas que sofrem e pessoas que fazem os outros sofrerem.

Os normais são aqueles que saem de casa todos os dias em direção ao trabalho pensando exclusivamente em trabalhar. Os que sofrem são os que saem de casa reclamando da vida, dos problemas e de tudo mais. E os que fazem os outros sofrerem são os que saem de casa já revoltados com tudo e com todos. O resultado disso é que os que fazem sofrer não se contentam em apenas infernizar a vida dos que já sofrem, mas parece que têm metas de encontrar novos sofredores, portanto infernizam a vida dos normais também, tentando rebanhá-los entre os sofredores.

Com isso, entendi que o maior desafio em liderar equipes não é fazê-los executar seus trabalhos ou tarefas. O verdadeiro desafio que temos está no fato de a maioria das pessoas viverem em constante conflito interno. Essas pessoas não descansam, devem deitar na cama e continuarem sofrendo. Vivem procurando problemas para sofrer. Adoram problemas... E como elas têm muitos conflitos internos, acabam por gerar conflitos externos sem motivos reais. Transformam-se todas em "Patos Donalds", que façam o que for, sempre se darão mal. E assim como o personagem de Walt Disney, nunca percebe que seu sofrimento é fruto de sua expressão negativa ou de suas atitudes.

Se as pessoas se concentrassem em fazer os seus trabalhos, motivados, sem se preocupar com nóias, com divergências familiares ou com os colegas negativos, elas evoluiriam. A maioria dos problemas que uma pessoa tem poderia ser resolvida com o realizar de um bom trabalho. E se o cara não faz um bom trabalho, além de permanecer com aquele monte de problemas que ele já tem, ainda terá um novo problema que será a cobrança do chefe e, em alguns casos, até a perda do trabalho. Resumindo: O MUNDO GOSTA DE SOFRER!

Um outro colega me contava do programa que ele assistiu onde este assunto estava em pauta, de como o ser humano passa a vida murmurando, se lamentando. Está na bíblia, que desde de que o mundo é mundo o homem murmura e se lamenta... E quando o sofrenildo se afasta, as pessoas normais sentem a diferença.

E problemas... quem não os tem? A questão está em como lidamos com eles. Se os colocarmos no centro de nossas vidas, nossas vidas virarão um problema. Se colocarmos as bênçãos em primeiro lugar, teremos uma vida recheada de coisas boas e os problemas parecendo pequenos. Isso nos faria agradecer a Deus pelos poucos motivos que temos para reclamar... Visite um hospital e verá pessoas com o que realmente podemos chamar de problema... pessoas que não sabem se estarão vivas no dia seguinte. Problema não é ter que trabalhar, mas sim não ter emprego ou saúde para poder trabalhar.

Inicie, na sua vida, a OPERAÇÃO LIMPEZA. Isso consiste em se aproximar de pessoas de bem com a vida e se distanciar daqueles que chamamos de siameses ao caos (que vivem grudadas ao problema). Dê uma oportunidade a você de ser feliz.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Os pioneiros formadores de mão de obra.

Quando Pelé e Jairzinho encantaram o mundo com a conquista do tricampeonato mundial de futebol, em 1970, o Brasil vibrou ao ritmo de um Jingle que até hoje é lembrado pelos "quarentões". A letra cantava os "noventa milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção..." De lá pra cá, a população brasileira dobrou de 94 milhões de habitantes para 186 milhões, segundo o senso do IBGE de 2006. Além disso, quase quarenta anos depois, o mundo não é mais o mesmo. A tecnologia diminuiu as distâncias, transformou a TV em digital, o telefone em celular, a máquina de escrever em museu e o emprego em raridade. Quanto mais o mundo gira, mais temos dificuldades de resolver um dos maiores fantasmas da nossa geração: o desemprego.

Mas, o que, de fato acontece com o mundo? Será que o ser humano é tão perverso a ponto de desenvolver uma máquina que vai eliminá-lo no futuro? Será que a tecnologia é realmente a exterminadora de emprego que todos pensam que é? O computador, de fato, está substituindo o homem? A nossa experiência “day by day” mostra que não é bem assim.

A automatização substitui determinadas funções antes feitas pelo trabalho humano. Mas a mesma tecnologia que substitui, também cria outras fontes de trabalho em outros lugares, pois gera mais produtividade e, quando tem aumento de produtividade, tem crescimento e geração de empregos e serviços. Se antes dez pessoas eram responsáveis por uma linha de produção e hoje a máquina substituiu nove delas, há de se pensar que gerou também trabalho para quem inventou a máquina, para quem a fabrica, para quem a vende, para quem a entrega, para quem a instala e para quem faz sua manutenção.

O setor de serviços é, já há alguns anos, um dos que mais cresce no mundo. Empresas como as de informática, telecomunicações, jornalismo, transportes, turismo, educação e idiomas, lideram a maior parte da nossa receita operacional líquida, conseqüentemente gerando novos postos de trabalho. Não raramente, estas empresas tem vagas em aberto e, contraditoriamente, dificuldade de contratar.

Mas então, o que ainda acontece com o mercado? O grande problema é que o trabalhador que foi demitido ontem pode não se encaixar no novo trabalho que surgiu hoje. Então concluímos que o verdadeiro vilão do emprego não é a tecnologia, mas sim outros dois monstros: o baixo grau de educação, que impede que o desempregado consiga um novo trabalho, e o preconceito, que impede que ele o aceite.

A verdade é que o trabalhador ainda não vê o setor de serviços como uma grande oportunidade profissional. A menina dos olhos, tanto do experiente quanto do recém formado ainda é a indústria multinacional. Porém a quantidade de empregos que existe lá é insuficiente para todo mundo. Em contrapartida, empresas prestadoras de serviços crescem territorialmente, se organizam politicamente com filiais em todas as regiões do país, proporcionando com isso uma linha de oportunidades, ascensão e salários extremamente interessantes para a realidade em que vivemos.

E existe uma outra vantagem: é um setor que forma. Como se tratam de trabalhos muito singulares, essas empresas se dedicam a ensinar seus profissionais, dando a eles a chance de crescerem num terreno ainda muito pouco explorado. Seguramente, aí está a solução. Aqueles que enxergaram essa tendência têm sido os pioneiros daquilo que formará muitos grandes executivos do futuro. Ao trabalhador, sobretudo o mais jovem, vale aproveitar com fé esse momento, enquanto as prestadoras ainda estão se propondo a contratar pessoas sem experiência e formá-las. No futuro, pode ser tarde demais.