segunda-feira, 2 de junho de 2008

Os pioneiros formadores de mão de obra.

Quando Pelé e Jairzinho encantaram o mundo com a conquista do tricampeonato mundial de futebol, em 1970, o Brasil vibrou ao ritmo de um Jingle que até hoje é lembrado pelos "quarentões". A letra cantava os "noventa milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção..." De lá pra cá, a população brasileira dobrou de 94 milhões de habitantes para 186 milhões, segundo o senso do IBGE de 2006. Além disso, quase quarenta anos depois, o mundo não é mais o mesmo. A tecnologia diminuiu as distâncias, transformou a TV em digital, o telefone em celular, a máquina de escrever em museu e o emprego em raridade. Quanto mais o mundo gira, mais temos dificuldades de resolver um dos maiores fantasmas da nossa geração: o desemprego.

Mas, o que, de fato acontece com o mundo? Será que o ser humano é tão perverso a ponto de desenvolver uma máquina que vai eliminá-lo no futuro? Será que a tecnologia é realmente a exterminadora de emprego que todos pensam que é? O computador, de fato, está substituindo o homem? A nossa experiência “day by day” mostra que não é bem assim.

A automatização substitui determinadas funções antes feitas pelo trabalho humano. Mas a mesma tecnologia que substitui, também cria outras fontes de trabalho em outros lugares, pois gera mais produtividade e, quando tem aumento de produtividade, tem crescimento e geração de empregos e serviços. Se antes dez pessoas eram responsáveis por uma linha de produção e hoje a máquina substituiu nove delas, há de se pensar que gerou também trabalho para quem inventou a máquina, para quem a fabrica, para quem a vende, para quem a entrega, para quem a instala e para quem faz sua manutenção.

O setor de serviços é, já há alguns anos, um dos que mais cresce no mundo. Empresas como as de informática, telecomunicações, jornalismo, transportes, turismo, educação e idiomas, lideram a maior parte da nossa receita operacional líquida, conseqüentemente gerando novos postos de trabalho. Não raramente, estas empresas tem vagas em aberto e, contraditoriamente, dificuldade de contratar.

Mas então, o que ainda acontece com o mercado? O grande problema é que o trabalhador que foi demitido ontem pode não se encaixar no novo trabalho que surgiu hoje. Então concluímos que o verdadeiro vilão do emprego não é a tecnologia, mas sim outros dois monstros: o baixo grau de educação, que impede que o desempregado consiga um novo trabalho, e o preconceito, que impede que ele o aceite.

A verdade é que o trabalhador ainda não vê o setor de serviços como uma grande oportunidade profissional. A menina dos olhos, tanto do experiente quanto do recém formado ainda é a indústria multinacional. Porém a quantidade de empregos que existe lá é insuficiente para todo mundo. Em contrapartida, empresas prestadoras de serviços crescem territorialmente, se organizam politicamente com filiais em todas as regiões do país, proporcionando com isso uma linha de oportunidades, ascensão e salários extremamente interessantes para a realidade em que vivemos.

E existe uma outra vantagem: é um setor que forma. Como se tratam de trabalhos muito singulares, essas empresas se dedicam a ensinar seus profissionais, dando a eles a chance de crescerem num terreno ainda muito pouco explorado. Seguramente, aí está a solução. Aqueles que enxergaram essa tendência têm sido os pioneiros daquilo que formará muitos grandes executivos do futuro. Ao trabalhador, sobretudo o mais jovem, vale aproveitar com fé esse momento, enquanto as prestadoras ainda estão se propondo a contratar pessoas sem experiência e formá-las. No futuro, pode ser tarde demais.

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