quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A capacidade de planejar


Eu li algo interessante, acho que foi no livro do Golleman - Inteligência Emocional, sobre uma experiência que foi feita em uma Universidade nos Estados Unidos. Nessa experiência, os pesquisadores colocaram para uma determinada quantidade de crianças, um doce a disposição de cada um. As crianças tinham duas opções: a primeira seria comer o doce naquele mesmo momento e a outra opção seria deixar para trinta minutos depois. Antes disso, porém, foram avisados que se optassem por deixar para depois, ganhariam outro doce igualzinho no final da tarde.

O que eles queriam saber era quantas daquelas crianças tinham, já naquela idade, capacidade de planejar o futuro e se possuíam visão de planejamento. Mais interessante do que o resultado percentual de quantos comeram o doce imediatamente ou quantos deixaram para depois, foi saber que depois de 25 anos, a Universidade se interessou por saber o que faziam aquelas crianças que haviam sido pesquisadas. E perceberam que a maioria das crianças que haviam comido o doce na hora, depois de adultos, tiveram dificuldade de ascender em suas carreiras profissionais enquanto, a maioria dos que souberam esperar para ter direito ao outro doce, já se desenvolviam como pessoas bem sucedidas.

Ficou nítido que há uma relação entre a capacidade de escolher por fazer alguma coisa imediatamente ou por esperar para fazer mais tarde, com a probabilidade de uma carreira de sucesso. Num outro livro, encontrei a afirmação de que as únicas duas coisas que não podemos nos livrar é morrer e fazer escolhas. São duas coisas inevitáveis, afinal todos morreremos um dia e fazer escolhas, até quando nos negamos a fazê-las, estamos escolhendo não escolher.

Acontece que, na vida profissional, as pessoas que conseguem abrir mão de um conforto momentâneo em prol de um benefício maior no futuro, têm a tendência de atingir maior grau de satisfação. Essas pessoas têm mais capacidade de poupar, portanto maior possibilidade de estrategiar. Os mais ansiosos são mais propensos a tomarem decisões impulsivas e irracionais.

Enfim, para concluir, basta lembrar a fábula da Cigarra e da Formiga. É o caso do adolescente que quer trabalhar cedo e daquele outro que protela ao máximo assumir essa tarefa, preocupado apenas com o conforto momentâneo e querendo evitar uma mudança, pensando apenas no que lhe custaria a tarefa e nunca no quanto poderia lhe custar fugir dela.

Às vezes achamos que nossa vida está boa, mas na verdade nosso aparente conforto não passa de comodismo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para comentar este artigo, escreva seu comentário, assinale a opção "NOME/URL" e clique em "publicar comentário".

SUA OPINIÃO, FAVORÁVEL OU CONTRÁRIA, É FUNDAMENTAL PARA MOTIVAR O BLOGUEIRO. NÃO DEIXE DE ESCREVER!