quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Evite falar daquilo que você não conhece

Ontem eu conversava com uma pessoa sobre assuntos banais. Não vem ao caso aqui divulgar seu nome, ainda que, na maioria das vezes eu troque os nomes das pessoas a fim de não identificá-las. Mas ontem o assunto foi rodando e, em determinado momento, estávamos falando do livro “Código Da Vince”, do autor Dan Brown. Eu e meu interlocutor concordávamos com quase tudo, até que ele citou negativamente o livro, chamando-o de herege e afirmando que as tais sociedades secretas são coisas do diabo. Então eu perguntei a ele se conhecia de fato alguma dessas sociedades. E ele admitiu que não conhece... e, segundo ele, nem quer.

Pois bem, uma das lembranças mais negativas que eu guardo, é de algo que aconteceu no final dos anos 80. Naquela época, eu tinha cerca de 16 anos e meu ciclo de amizade estava entre o pessoal do Heavy Metal de Jundiaí. Eu era muito conhecido entre eles e também conhecia a quase todos.

Quase todos! E o problema aconteceu por isso. Havia um rapaz chamado Thomaz, que era vocalista de uma banda de “Power Metal” da cidade. Embora ninguém negasse seu talento com a voz, a verdade é que o cara não era uma unaminidade. Ele era muito querido por uns e odiado por outros, justamente por ser polêmico. Os meus amigos mais próximos eram os que o odiavam e falavam mal. E eu, pra variar, também falava, mesmo sem nunca ter visto o cidadão.

Num domingo à noite eu estava no ponto de ônibus, voltando para a minha casa, quando vi o Edson, um colega que, por acaso, estava acompanhado de um outro rapaz “cabeludo” e no “visual metal”. Começamos a conversar, mas não fomos apresentados pelos nomes, apenas estávamos conversando. Foi então que surgiu o assunto do tal Thomaz e, eu muito arrogante e besta, comecei a falar mal dele, o que não seria novidade entre a nossa galera. Alguns poucos minutos mais tarde estava eu, com a cara no chão, sem saber o que dizer ao descobrir que o “cabeludo” em minha frente era o próprio Thomaz, me indagando agora. Afinal, com qual autoridade eu estava falando de alguém que eu nem conhecia?

Com isso eu aprendi que não se fala daquilo que não se conhece. Essa mensagem vale para pessoas como eu, que naquele momento cometi um grave erro. Vale para o meu interlocutor de ontem, que falava de algo desconhecido para ele. E também para os ambientes profissionais. É conveniente que não falemos de pessoas que não conhecemos, assim como é importante não denegrirmos nem mesmo as empresas concorrentes simplesmente porque alguém nos disse que o produto deles é ruim. Pode ser que um dia, se precise trabalhar lá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para comentar este artigo, escreva seu comentário, assinale a opção "NOME/URL" e clique em "publicar comentário".

SUA OPINIÃO, FAVORÁVEL OU CONTRÁRIA, É FUNDAMENTAL PARA MOTIVAR O BLOGUEIRO. NÃO DEIXE DE ESCREVER!