quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Festa à Fantasia

Para que todos possam ver as fotos da Festa à Fantasia realizada pela Loja Maçonica Estrela de Jundiaí, na última sexta-feira, no Condomínio Terras de São Carlos, em Jundiaí.

Segue aqui um breve filme. Basta AUMENTAR O SOM, clicar no "play" e curtir.

NÃO DEIXE DE LIGAR O SOM.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

De vinte em vinte anos



A frase a seguir é do Edgard Scandurra, da banda Ira. Ele disse uma vez que "não se sabe por que, mas de vinte em vinte anos as pessoas descobrem que há vinte anos atrás se fazia uma coisa super legal e tem saudades". Pois então vamos a análise.

Um dia desses, uma fantástica leitora desse blog me enviou um email perguntando o que, na minha opinião, ficaria para a posteridade? O que, no mundo atual se tornaria tradicional e o que se tornaria um clássico? E eu tive alguma dificuldade para responder imediatamente, fiquei pensando uns dias. Acho que hoje conseguirei dar a minha opinião.

Clássico pra mim é o que fica. E como diz o Scandurra, clássico hoje é o que se fazia de legal há vinte anos atrás. Eu, na época, ouvia Ira! Eu curtia o Djalma Jorge Show na rádio Joven Pam, assistia a novela "Que Rei Sou Eu?", ia nos shows de heavy metal no Projeto SP e no Preojeto Leste 1, em São Paulo e, principalmente, tinha o sonho de comprar um Escort conversível equipado com um Rod Star.

E se o Scandurra estiver certo, também serão clássicas algumas coisas de hoje, como o time do Santos de Elano, Diego e Robinho; a sequência de livros do Paulo Coelho, o Honda Civic (um dos carros mais adorados dos brasileiros), o Dan Brown, os Simpsons, os filmes Nacionais (Tropa de Elite, Carandiru, Cidade de Deus); o MSN e Orkut (que praga!); o governo do PT com os 40 ladrões, a febre Evangélica (que converte cada dia mais pessoas usando uma estratégia 100% comercial); etc.

Um outro exemplo de algo clássico nos dias de hoje é a história dos "3 porquinhos", que minha mãe sempre contava. Eu creio que daqui há vinte anos estaremos falando da "Gripe do Porco" e que o Lobo Mau dos anos 2000 tinha medo dos espirros.

Quando o primeiro Ford fizer 100 anos, em 2029, lembraremos desses assuntos ao contarmos histórias aos nossos filhos e netos. Se a banda Ira vai voltar a existir, não sabemos. Mas o certo é que ela continuará um clássico mesmo depois de quase 50 anos, pois marcou uma geração. É só lembrar do que acontecia há 50 anos atrás: Elvis, Creedence, Rolling Stones faziam o tradicional que depois virou clássico. Roberto Carlos era tradicional, hoje é clássico.

E porque as coisas somente viram Clássicas depois de 20 anos, como pergunta o Edgard? Porque clássico é tudo aquilo que resiste ao tempo, no mínimo 20 anos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Como La Cigarra


Eu gostaria de dividir com todos a letra de uma canção de Mercedes Sosa, que recentemente subiu aos céus. Essa música tem Idioma original o espanhol
Tantas vezes me mataram
Tantas vezes morri
Entretanto estou aqui
Ressuscitando
Graças dou à desgraça
E à mão com punhal
Porque me matou tão mal
E segui cantando
Cantando ao solComo a cigarra
Depois de um ano
Debaixo da terra
Igual sobrevivente
Que volta da guerra
Tantas vezes me apagaram
Tantas desapareci
A meu próprio enterro fui
Sozinho e chorando
Fiz um nó do lenço
Mas esqueci depois
Que não era a única vez
E segui cantando
Cantando ao sol
Como a cigarra
Depois de um ano
Debaixo da terra
Igual sobrevivente
Que volta da guerra
Tantas vezes te mataram
Tantas ressuscitará
Quantas noites passará
Desesperando
E à hora do naufrágio
E à da escuridão
Alguém te resgatará
Para ir cantando

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Que horas são?

Faz uns 15 dias, minha esposa encontrou alguns textos antigos datilografados em laudas de papel jornal. A maioria deles é de 1990 e eu os escrevi na época em que eu e ela começavamos a namorar. Este que segue aqui foi escrito por mim numa noite de domingo em que ela resolveu não sair e eu protestei por ficar sozinho em casa. Na época eu tinha 18 anos e escrevia usando uma máquina manual Olivetti, daquelas portáteis.

Observem o texto:



Que Horas São?

Hoje é domingo e já é noite. Eu estou com o saco cheio de ficar em casa mas não tenho onde ir. Fui assistir televisão e só encontrei porcarias, como o Fantástico e Silvio Santos. Fui pro meu quarto, liguei a luz e o ventilador, depois coloquei um som, fiquei ouvindo o disco dos Rolling Stones, mas ainda não estava satisfeito.

Tentei pentelhar a minha mãe, mas ela foi dormir. Meu pai chegou e me deu uma puta bronca por eu deixar a luz e o ventilador ligados sem eu estar usando. Resolvi então ler. Só não achei nada interessante. Fui fazer a barba, mas desisti, pois além de estar meio escuro, a lâmina já estava gasta. Pensei em ir brincar com meu cachorro mas ele preferiu ir latir no portão do que ficar comigo.

Depois dessa eu fui olhar a lua, mas havia nuvens no céu e eu fiquei olhando as nuvens mesmo, até que um monte de formigas vieram me rodear. Então fui até a geladeira pegar coca-cola, mas meu irmão tinha bebido tudo. - DROGA!!!

Peguei uma folha de papel e minha máquina de escrever e comecei a bolar um texto. Só que no finalzinho a fita preta parou de rodar e eu fui obrigado a terminar em vermelho. Daí por diante eu fiquei com um sono danado que fui dormir e nem me lembrei de desligar a luz e o ventilador.

domingo, 11 de outubro de 2009

Por que se demite alguém?


Dizem que o que os olhos não vêem o coração não sente. Talvez essa frase tenha lá sua razão, pois o coração realmente não sente, mas paga as conseqüências. Quero dizer que o coração não sabe que sente, mas sente. É o caso daquele homem que vive por toda a sua vida no Pólo Norte. É claro que sente frio, mas ele não sabe o que é “não sentir frio”. Isso então se torna normal.

Há algum tempo conversei com um tio, já aposentado. Mas daqueles aposentados que ainda trabalham. Diga-se de passagem, que tem uma vitalidade invejável para um homem de sua idade. Ele na vida já foi tudo: lavrador, operário, pedreiro, garapeiro a recentemente trabalhava como auxiliar de expedição numa tecelagem. Em nossa conversa meu tio se mostrava indignado com a tal da tecelagem que havia dispensado-o, já que, segundo ele, “nunca havia faltado um só dia”.

Como diria um famoso palestrante, “não era pra faltar mesmo não”. Pois sim, era isso que eu imagino que estava escrito no contrato de trabalho do meu tio. Que ele iria trabalhar todos os dias. Afinal isso é o mínimo que se pode esperar.

É como aquele que expõe seu valor: “sou honesto, nunca matei nem roubei...”. Estranho! Minha mãe sempre me dizia que isso era básico – ser honesto – portanto não é uma virtude a ser considerada. É como tomar banho todos os dias: é básico.

Mas voltando ao meu tio, ele estava indignado quanto a ser dispensado pela empresa. Pois quantos outros amigos nós temos que não se conformam em serem dispensados ou advertidos pelas suas empresas alegando que trabalham bem. –Eu cumpro minhas obrigações todas corretamente!”

Se fosse formalizada uma pesquisa, com as empresas que demitiram empregados perceberíamos que a grande maioria teve como motivo da dispensa fatores alheios à técnica. Imagino que grande parte fora dispensada por problemas de relacionamento com o grupo de trabalho, por revolta pessoal com o chefe ou colega de setor, por trabalhar com “cara de saco cheio”, além de outras inúmeras atitudes extra técnicas. Mas também imagino que quase que 100% dos empregados acham que foram dispensados porque houve “corte”, reformulação ou mesmo falha no trabalho.

Você, leitor, já imaginou o diretor de RH dispensando um funcionário e justificando: “-você é mal educado e cheira mal...”? É claro que não! É muito mais confortável para o diretor dizer que são contenções de despesas. É também muito mais confortável para o ex-empregado acreditar nisso, pois não fere sua auto-estima.

Eu, numa oportunidade como chefe, demiti uma professora. A moça era muito boa tecnicamente, mas cometia gafes incríveis, como levar sacolas de malhas para vender antes das aulas ou comentar problemas pessoais com os alunos. No dia de comunicá-la da dispensa, depois de vários avisos anteriores, eu expliquei os motivos, como normalmente o faço. Inesperadamente ela me respondeu agressivamente: “-pode falar, pode falar... fale que não gosta das minhas aulas, não precisa dar desculpas...”.

O que falta para o meu tio, para essa ex-professora e para a maioria das pessoas no mercado de trabalho é querer ver a realidade, para que o coração possa sentir. Também já dizia outro ditado: “o pior cego é...”

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ecologia para preservar também a empresa.

 
Hoje a ecologia (antes tarde do que nunca) virou moda. Preservar é a palavra de órdem e principalmente a população mais jovem está envolvida nesta causa. Descobriu-se que o mundo tem fim, que a natureza não dá conta de se renovar na mesma velocidade que as pessoas exploram os recursos naturais. Também percebemos que isso acontece não é de hoje, pois os nômades eram nômades justamente porque exploravam a terra até que os recursos chegassem ao fim e depois se mudavam.

Milhares de anos se passaram com o planeta sendo sugado por seus habitantes que, se sabiam que um dia chegaríamos à situação atual, não se preocupavam, pois entendiam que não viveriam para ver tal tragédia. Hoje uma parte da população começou a fazer barulho e a bandeira ambientalista avisa que se não começarmos a preservar imediatamente, em pouco tempo nosso mundo vai "falir".

Enfim, no parágrafo acima eu usei o verbo "falir", que vem de "falência" ou "falecimento" porque eu acredito que é isso mesmo que está acontecendo com o mundo. Explora-se e explora-se até que vai acabar. Mas e o que o mesmo cidadão ambientalista faz com a empresa onde ele trabalha? Em muitos casos, seja ele dono da empresa ou empregado, o cara explora a empresa até acabar. São donos que retiram dinheiro para seu uso pessoal sem preocupar-se com os investimentos necessários para o amanhã. São funcionários que estragam ferramentas de trabalho e matéria prima, sindicatos que brigam para baixar a carga horária semanal e aumentar salários sem se preocuparem em manter as empresas vivas e saudáveis. Enfim, exploração de todos os lados até que um dia... a empresa morre.

O nosso cidadão não está preparado para entender isso. Ele não é educado a preservar os recursos da empresa. Com a empresa mal capitalizada, menos empregos são gerados e menos produtividade existe. E aí o que adianta ter um monte de direitos conquistados se o cidadão não encontra trabalho? O que te adianta ter um salário alto se o patrão não aguenta te pagar?

Nesta semana eu fiz um processo seletivo e escolhi um rapaz aparentemente ótimo. Eu combinei tarefas, obrigações, salários e outros benefícios. Tudo ficou acertado, mas quando pedi sua carteira profissional o mesmo me pediu para não ser registrado, pois estava recebendo o seguro-desemprego e segundo ele, não gostaria de abrir mão de um dinheiro que "era dele". Ficou sem o emprego... Mas isso mostra que vivemos em um país de espertos e que no fim das contas, reclamam dos seus governantes mas fazem o mesmo, apenas em menor proporção.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mas, isso aí dá dinheiro?

Essa é a pergunta que mais ouvimos de amigos e colegas com intenção de partir para um negócio próprio. E o estilo da nossa resposta depende da liberdade que temos com o amigo. Desde dizer que só quem dá dinheiro mesmo é o Sílvio Santos no tal “Topa Tudo” até uma explicação educada sobre o quanto o negócio pode ser ou não lucrativo. Mas deixando de lado tais curiosidades, vamos nos ater ao que de importante tem esse assunto.

Muitas pessoas decidem se tornar empreendedores sem saber o que de fato é empreender. Às vezes pensam que ter uma empresa é o caminho mais curto (ou único) para enriquecer através do trabalho honesto ou concluem que estão cansadas de serem empregadas depois de anos de carteira assinada. Acreditam que tornando-se empresários poderão ter menos tarefas e consequentemente mais tempo para o lazer, assim como mais dinheiro disponível para aproveitar as supostas horas de folga.

Chegando a tais conclusões o cidadão começa a pensar qual é o ramo de atividade mais lucrativo ou que tipo de produto não existe no seu bairro ou cidade. A maioria define por alguma coisa, investe suas economias e fica esperando encontrar naquilo o tesouro de Salomão, o que invariavelmente acaba numa frustração. Menos de 2 anos depois 80% dos tais negócios estarão fechados e outros 15% estarão patinando, sem prejuízos, mas com pouquíssimos lucros que não compensarão o risco e o estresse.

E o que faz então os outros 5% dos empreendedores obterem sucesso? Porque muitas escolas de inglês fecharam depois da Crise Econômica enquanto outras só cresceram? O que faz de alguns empresários os modelos de sucesso e superação que as revistas tanto gostam de mostrar? Eu aprendi que é um conjunto de fatores, como planejamento, motivação, técnica, volume de trabalho, mas principalmente a primeira pergunta que o candidato faz quando escolhe um ramo de atividade.

Se a sua pergunta for se o determinado negócio dá dinheiro, muitas são as chances de você reforçar a estatística dos 95% que não darão certo. Se a sua pergunta for quanto a sua vontade e disponibilidade de fazer o negócio dar certo, já teremos os indícios primários de sucesso. É claro que não é só isso, pois também é importante fazer alguns cursos e saber escolher os sócios, os parceiros e, se for o caso, um franqueador sério.

O que faz uma empresa dar lucro, definitivamente não é o ramo de atividade que ela trabalha, mas sim o planejamento e execução do trabalho que o empreendedor decide ter. O empreendedor de futuro começa já com algumas regrinhas básicas, como: Dividir a empresa por áreas e decidir cuidar pessoalmente de uma (e apenas uma) delas, Ter em quem confiar para cuidar das outras áreas, Priorizar o seu empreendimento em relação as suas outras atividades e principalmente pensar positivo sem fechar os olhos para as dificuldades. Por fim, em vez de acreditar que o seu negócio vai torná-lo rico, pense que é você quem vai tornar o negócio bom.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cansei, mas não só por um minuto!


Esse video em anexo mostra uma coisa que está na cabeça de todos nós. O Brasil não funciona e todos nós nos sentimeos incomodados com isso, mas nada fazemos. Todos nós reclamamos da corrupção, da bandidagem, do descaso com as pessoas, com o meio ambiente, mas nada fazemos.

Um dia desses eu fui convidado para assistir a uma aula de história para o primeiro grau ministrada por uma amiga. Ela ensinava que "a sociedade se adapta as novas situações e cuida de resolver o que a atrapalha". Mas não é bem assim que acontece, pois a sociedade realmente se adapta, mas não resolve. Estamos num verdadeiro caos e não percebemos. É mais ou menos o caso da Lagosta viva em água quente, que não percebe que a água vai sendo fervida porque se adapta a temperatura gradativamente... até morrer.

Então meus caros amigos, não adianta fazermos 1 minuto de silencio e nem um milhão de minutos. Temos que agir imediatamente. Nós derrubamos um presidente em 1992 (eu e minha esposa estavamos lá, com as caras pintadas) e hoje permitimos que um senador declaradamente corrupto permaneça na presidencia da Câmara. Pior: permitimos que o mesmo presidente outrora cassado agora seja senador da República. Quando falamos isso, alguém sempre diz que é culpa do "Bolsa Família" que sustenta o governo atual, mas esses governantes que aí estão foram eleitos com mais votos que somente os do "Bolsa Família".

Estamos numa situação propícia para mudar. O Senado é um órgão público e quem trabalha lá, concursado, eleito ou biônico, é funcionário público. Significa que o patrão é o POVO, ou seja, eu e você. Se um funcionário seu te rouba, o que você faz com ele? Pois é isso que eu acho que tem que ser feito.

E como? Cobrem de seus políticos mandando emails, acionem veículos de comunicação, cobrem de seus sindicatos para se movimentarem (pra que serve um sindicato??? Não serve pra isso também?), organizem-se com suas comunidades da igreja (afinal sabemos que roubar não é de Deus), com a sociedade amigos de bairro, com sua banda de rock na garagem, com sua família, com seus amigos de buteco, mas faça alguma coisa. Sozinhos nós não temos voz, mas juntos temos sim.

Se não conseguirem nada disso, ao menos ao votar em 2010, não votem em ninguém que já esteja no cargo. Renove! Os mais corruptos geralmente são os mais antigos de casa, que viram "Coronéis".

A maioria dos outros problemas sociais que nós temos são frutos da corrupção.

Atenciosamente

Aguinaldo Oliveira
http://cronicascorporativas.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eu não fui selecionado? Por qual motivo?

Essa é a pergunta mais comum depois de um dia de seleção. Enquanto alguns saem felizes por terem sido convidados a participar de um processo seletivo, outros saem frustados e sem entender o motivo da dispensa.

Depois de uma entrevista, as empresas não tem o hábito de expor os motivos que a levaram a não selecionar alguém, pois é algo muito complicado de se fazer. Primeiro porque se fosse dar essa explicação a todos, o trabalho seria muito mais prolongado. Segundo porque as pessoas não gostam de ouvir críticas e tem a tendência de se defender. Na maioria das vezes, quando o selecionador explica o motivo da dispensa ele precisa lidar com argumentos de pessoas que juram terem sido mal interpretadas.

Mas o principal motivo pelo qual não se explica o motivo de uma "não contratação", é que realmente, na maioria dos casos, não há explicação. O entrevistador age muito mais pelo seu "feeling" do que pela razão. Ele precisa escolher e como qualquer escolha, alguns tem que ficar de fora. É como se alguém te pedisse em namoro ou em casamento. Ou você diz sim ou diz não. Se disser sim é sim. Se disser não, então não há explicação.

Na primeira triagem, o entrevistador conversa alguns minutos com o candidato e o "sente". Ele avalia se o candidato tem ou não o "jeitão" daquele cara que ele quer contratar. Corre o risco de errar? Até corre sim. Mas normalmente, depois de alguns anos, ele erra muito pouco.

Então, o meu conselho para quem está procurando emprego é: quando participar de uma entrevista e não for selecionado, não se preocupe em perguntar o motivo. Preocupe-se em aperfeiçoar-se como pessoa e desenvolver habilidades pessoais e qualificações técnicas.

Ainda é importante comentar que o entrevistado deve sim se aperfeiçoar nas técnicas de comunicação que o ajudarão a encontrar um emprego. Mas algumas pessoas se preparam tanto para dar "respostas certas" que acabam se esquecendo de terem sinceridade. Responder aquilo que o outro quer ouvir pode até lhe render um emprego. Mas a felicidade profissional está em conquistar um trabalho que realmente tem a ver com você e o papel do entrevistador também é impredir que um candidato entre na vaga errada, pois seria ruim para todos os envolvidos.

Para ajudar, veja este meu post antigo:
http://cronicascorporativas.blogspot.com/2008/05/dicas-para-entrevista-de-emprego.html

E uma última dica: Leia o livro "O sucesso não ocorre por acaso", do Lair Ribeiro.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Posso bloquear as ligações vindas do presídio?


Na semana passada me ligaram de um número desconhecido. Me disseram que estavam com o meu filho que era pra eu depositar um dinheiro aí, não sei pra quem. Eu respondi que não vou depositar nada, que não tenho filho e que a partir de maio ele não poderá mais me ligar porque eu vou me cadastrar no PROCON. O José Serra fez uma lei que impede as empresas de fazerem telemarketing para vender produtos a consumidores do Estado de São Paulo que se cadastrarem numa determinada lista.

Depois do caso passado eu fiquei pensando que esse cara que me ligou poderia ter argumentado mais. Ele poderia ter me explicado que a lei do Serra impede que os cadastrados recebam telefonemas vendendo produtos ou serviços, mas não impede que sejam pedidos donativos, que sejam passados trotes ou que as pessoas sejam amedrontadas por bandidos. Além do mais esse meu interlocutor estava provavelmente dentro de um presídio, portanto não poderia ser punido porque já está preso.

Então concluímos que o tal Decreto do Governador não impede que um bandido me ligue para passar trote, apenas impede que uma empresa faça um trabalho honesto e correto, que é oferecer e vender. Hoje, o serviço de telemarketing é responsável por cerca de 60% das vendas de alguns produtos no Brasil. Em nota, a Associação Brasileira de Telesserviços declarou que, no momento em que milhares de brasileiros já foram afastados de suas funções devido aos efeitos da crise econômica mundial, esse cenário pode se agravar ainda mais com um número imprevisível de demissões nas empresas de call center. Mas o Governador pensa diferente: ele acha que é só não ligar pra quem já não quer mesmo receber ligações e, portanto, que não iria comprar nada.

Dá pra ver que o Serra nunca trabalhou em comércio. Ele não sabe que as pessoas não consomem somente aquilo que precisam, mas sim aquilo que sonham (e isso é bom para o mercado). Muitas moças, clientes de uma determinada academia de ginástica que eu conheço não estariam treinando se, um dia, não houvessem recebido uma ligação convidando-as para tal. Se perguntassem a elas antes, se queriam ou não receber ligações de alguma coisa, certamente algumas delas diriam que não. Mas receberam, gostaram da idéia, começaram a treinar e, hoje, não ficam sem a academia.

Eu concordo que o Telemarketing, às vezes, enche o saco. Mas é só falar “não” para o vendedor e pronto. Agora, em nome da suposta PAZ do consumidor, vamos abalar um mercado que emprega tanta gente, em plena Crise Mundial e no momento que as indústrias já estão desempregando? Qual será o efeito em cascata que isso poderá produzir? Afinal, se a central de vendas funcionar menos, a fábrica diminuirá a produção e gerará um efeito em cadeia. Falando em cadeia, tomara que nenhum dos profissionais atingidos pelo novo decreto resolva migrar para o ramo do cara que me ligou na semana passada.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

E alguns ainda falam em ditadura...

Ontem, assistindo à reprise do programa com a Sandra Carnio na TVE de Jundiaí, novamente pude ouvir sobre o período da ditadura militar no Brasil. A Sandra, que atualmente é assessora do pintor Inos Corradin, foi somente mais uma das tantas e tantas vítimas da repressão naquele período. Recentemente tive a oportunidade de conversar também com o Leopoldo Paulino, músico e ex vereador em Ribeirão Preto. Leopoldo viveu exilado durante alguns anos, principalmente no Chile e conta os absurdos de um sistema com ausência de democracia.

Isso me fez lembrar que, em algumas oportunidades conversei com gente que diz que o Brasil está tão desorganizado que somente a volta da ditadura militar para resolver os problemas de violência e corrupção que vemos hoje. Pois é... percebam que o povo, de vinte em vinte anos, descobre que o que acontecia há vinte anos atrás era melhor do que o que acontece naquele momento. Afinal, as pessoas assistem os noticiários e passam a acreditar que antes as coisas eram melhores. Mas a gente sempre pensa que os problemas de antes eram mais simples de se resolver porque eles já aconteceram e acabaram. Ao ver a corrupção e a violência que existe hoje é natural que algumas pessoas digam que somente uma ditadura para resolver.

Vale lembrar que a corrupção que acontecia no período de ditadura não era apenas uma corrupção financeira, mas também de comportamento. As manias que o brasileiro tem hoje de dar carteirada em tudo ainda é herança daquele período. Notem que os policiais de hoje ainda tem a sensação de que podem mais do que o restante da população. Quanto a corrupção financeira então, esta é incalculável. Afinal, hoje ainda a gente fica indignado, mas naquela época, ainda que soubessemos, nem falar poderíamos.

E quanto a violência? Eu pergunto se a violência do tráfico ou de qualquer criminalidade atual é pior do que a violência da polícia e da ditadura dos anos 60, 70 e 80? Um amigo um dia disse que a democracia pouco adianta. Poder se manifestar, na opinião dele, de nada adianta, não muda nada. Eu penso bem o contrário, pois haver democracia é o princípio de qualquer regime justo e decente. Para se combater as injustiças é necessário, antes de tudo, sabermos delas.

Prezados Leopoldo e Sandra: é extremamente importante que pessoas como vocês contribuam para o crescimento da democracia. Quanto mais vocês contarem o que viveram, mais os jovens vão entender o que foram aqueles anos e o quanto o Brasil perdeu com isso.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Contradições!!!


Reforma ortográfica e lei seca.

O Brasil é o único país do mundo governado por um analfabeto, acusado de ser alcoólatra, que assinou uma reforma ortográfica e instituiu uma lei seca.

...

Ó, Pai, Ó.

Inesquecível aquela cena do filme “Ó, Pai, Ó” em que a personagem de Dirá Paes, ao voltar do exterior, desembesta a falar que “brasileira que vai pra Suíça é pra servir de empregada pros gringos, pois cuida dos filhos deles, abre as pernas pra eles e, quando eles se cansam, mandam-nas de volta ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás”. A Baiana que está ao lado então pergunta: “E por que é que você voltou, minha filha?”

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Dois amigos conversando...

- Sabe aquele carro que você vendeu? Vi ele ontem, está igualzinho. O novo dono só tirou aquele adesivo evangélico que você tinha e colou uma Ave Maria. Ele deve ser católico!
- Ihhh! Já deve ter batido o carro 5 vezes depois disso!
- É mesmo? Aquela vez que você bateu o carro estava sem o adesivo?

...
Madalena.
A música do Martinho da Vila, Madalena do Jucú, tem em sua letra um trecho que diz: "O meu pai não quer que eu case, mas me quer namorador, eu vou perguntar a ele... porque ele se casou?
...

Não alugo pra Judeus!

Um homem tinha várias casas de aluguel, mas sempre fazia questão de não alugar para Judeus. Um dia, um viajante, em busca de uma casa foi procurá-lo e o homem disse:
- Tenho várias casas, mas não alugo pra Judeus. Qual a sua religião?
- Sou cristão, Senhor!
- Então vamos ver: Quem é o filho de Deus?
- É Jesus!
- E o que ele fazia?
- Era carpinteiro...
- E onde ele nasceu?
- Em uma manjedoura...
- E por que ele nasceu em uma manjedoura?
- Porque naquele tempo já existiam pessoas ignorantes que não alugavam casas para Judeus!



O MACACO FALA MAL DO RABO DO OUTRO ENQUANTO SENTA EM CIMA DO PRÓPRIO RABO. É PRECISO TER MUITO CUIDADO!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A vontade do velho é igual a vontade do novo

Foi a frase que o Cícero me disse ontem, voltando da serra. Mas deixem-me explicar melhor: nesses dias de festas, fiquei alguns dias em casa. Antes disso, o futebol de terça e sábado já havia entrado em recesso e eu estava me sentindo novamente sedentário. Daí me lembrei do Cícero.

Ele é um “irmãozão” meu, de 66 anos, que todos os dias caminha na Serra do Japi. O Cícero mora no condomínio vizinho ao que eu moro e várias vezes já havia me convidado a caminhar com ele. São 5 km, entre ida e volta, até o posto da guarda, num caminho asfaltado, mas no meio do mato. Só que eu nunca tinha ido. Num dia desses, tomei coragem e fomos algumas vezes.

O velho irmão é um pernambucano que morava em São Paulo e acabou indo pro Japão, onde, se não estou enganado, ficou por 10 anos. Depois voltou pro Brasil e foi parar lá pertinho de casa. Imaginem a cultura dele, que conhece vários países, principalmente na Ásia. Num desses dias, na volta da Serra, quando faltam uns mil metros para chegar ao trevinho final, eu caí na besteira de falar que o tempo estava bom pra correr. Ele então disse: Vamos!!!

Fomos... e o cara correu e correu bem. Imaginem só se eu cansasse e ele não! Na chegada ele me disse o seguinte: “Aguinaldo, a vontade do velho é igualzinho a vontade do novo... não muda nada”. E é isso aí mesmo, os jovens não percebem isso. Eles acham que tem que curtir a juventude e, até aí tudo bem. Porém eles pensam que é só a juventude que é possível de ser curtida e, aí é que está o erro.

Na velhice, também se pode amar, se pode fazer carinho, criar, ser inteligente, ter ambições, planejar e sonhar. É possível contruir. E quando o cara curte a juventude com inteligência, ele certamente curtirá as idades posteriores com a mesma intensidade. Porém quando o cara faz muita loucura na adolescência, acaba por comprometer a saúde futura e aí a idade chega com muito peso. Ser velho com boa cabeça e boa saúde é melhor do que ser jovem, mas ser velho pagando o preço do que fez no passado, pode ser muito dolorido.

Então é preciso entender que nossa previsão de vida é de mais de 70 anos. Então, quem sabe a juventude não é o momento ideal para prepararmos nossa vida futura?

Um abraço ao Cícero!