segunda-feira, 1 de junho de 2009

Eu não fui selecionado? Por qual motivo?

Essa é a pergunta mais comum depois de um dia de seleção. Enquanto alguns saem felizes por terem sido convidados a participar de um processo seletivo, outros saem frustados e sem entender o motivo da dispensa.

Depois de uma entrevista, as empresas não tem o hábito de expor os motivos que a levaram a não selecionar alguém, pois é algo muito complicado de se fazer. Primeiro porque se fosse dar essa explicação a todos, o trabalho seria muito mais prolongado. Segundo porque as pessoas não gostam de ouvir críticas e tem a tendência de se defender. Na maioria das vezes, quando o selecionador explica o motivo da dispensa ele precisa lidar com argumentos de pessoas que juram terem sido mal interpretadas.

Mas o principal motivo pelo qual não se explica o motivo de uma "não contratação", é que realmente, na maioria dos casos, não há explicação. O entrevistador age muito mais pelo seu "feeling" do que pela razão. Ele precisa escolher e como qualquer escolha, alguns tem que ficar de fora. É como se alguém te pedisse em namoro ou em casamento. Ou você diz sim ou diz não. Se disser sim é sim. Se disser não, então não há explicação.

Na primeira triagem, o entrevistador conversa alguns minutos com o candidato e o "sente". Ele avalia se o candidato tem ou não o "jeitão" daquele cara que ele quer contratar. Corre o risco de errar? Até corre sim. Mas normalmente, depois de alguns anos, ele erra muito pouco.

Então, o meu conselho para quem está procurando emprego é: quando participar de uma entrevista e não for selecionado, não se preocupe em perguntar o motivo. Preocupe-se em aperfeiçoar-se como pessoa e desenvolver habilidades pessoais e qualificações técnicas.

Ainda é importante comentar que o entrevistado deve sim se aperfeiçoar nas técnicas de comunicação que o ajudarão a encontrar um emprego. Mas algumas pessoas se preparam tanto para dar "respostas certas" que acabam se esquecendo de terem sinceridade. Responder aquilo que o outro quer ouvir pode até lhe render um emprego. Mas a felicidade profissional está em conquistar um trabalho que realmente tem a ver com você e o papel do entrevistador também é impredir que um candidato entre na vaga errada, pois seria ruim para todos os envolvidos.

Para ajudar, veja este meu post antigo:
http://cronicascorporativas.blogspot.com/2008/05/dicas-para-entrevista-de-emprego.html

E uma última dica: Leia o livro "O sucesso não ocorre por acaso", do Lair Ribeiro.