quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ecologia para preservar também a empresa.

 
Hoje a ecologia (antes tarde do que nunca) virou moda. Preservar é a palavra de órdem e principalmente a população mais jovem está envolvida nesta causa. Descobriu-se que o mundo tem fim, que a natureza não dá conta de se renovar na mesma velocidade que as pessoas exploram os recursos naturais. Também percebemos que isso acontece não é de hoje, pois os nômades eram nômades justamente porque exploravam a terra até que os recursos chegassem ao fim e depois se mudavam.

Milhares de anos se passaram com o planeta sendo sugado por seus habitantes que, se sabiam que um dia chegaríamos à situação atual, não se preocupavam, pois entendiam que não viveriam para ver tal tragédia. Hoje uma parte da população começou a fazer barulho e a bandeira ambientalista avisa que se não começarmos a preservar imediatamente, em pouco tempo nosso mundo vai "falir".

Enfim, no parágrafo acima eu usei o verbo "falir", que vem de "falência" ou "falecimento" porque eu acredito que é isso mesmo que está acontecendo com o mundo. Explora-se e explora-se até que vai acabar. Mas e o que o mesmo cidadão ambientalista faz com a empresa onde ele trabalha? Em muitos casos, seja ele dono da empresa ou empregado, o cara explora a empresa até acabar. São donos que retiram dinheiro para seu uso pessoal sem preocupar-se com os investimentos necessários para o amanhã. São funcionários que estragam ferramentas de trabalho e matéria prima, sindicatos que brigam para baixar a carga horária semanal e aumentar salários sem se preocuparem em manter as empresas vivas e saudáveis. Enfim, exploração de todos os lados até que um dia... a empresa morre.

O nosso cidadão não está preparado para entender isso. Ele não é educado a preservar os recursos da empresa. Com a empresa mal capitalizada, menos empregos são gerados e menos produtividade existe. E aí o que adianta ter um monte de direitos conquistados se o cidadão não encontra trabalho? O que te adianta ter um salário alto se o patrão não aguenta te pagar?

Nesta semana eu fiz um processo seletivo e escolhi um rapaz aparentemente ótimo. Eu combinei tarefas, obrigações, salários e outros benefícios. Tudo ficou acertado, mas quando pedi sua carteira profissional o mesmo me pediu para não ser registrado, pois estava recebendo o seguro-desemprego e segundo ele, não gostaria de abrir mão de um dinheiro que "era dele". Ficou sem o emprego... Mas isso mostra que vivemos em um país de espertos e que no fim das contas, reclamam dos seus governantes mas fazem o mesmo, apenas em menor proporção.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mas, isso aí dá dinheiro?

Essa é a pergunta que mais ouvimos de amigos e colegas com intenção de partir para um negócio próprio. E o estilo da nossa resposta depende da liberdade que temos com o amigo. Desde dizer que só quem dá dinheiro mesmo é o Sílvio Santos no tal “Topa Tudo” até uma explicação educada sobre o quanto o negócio pode ser ou não lucrativo. Mas deixando de lado tais curiosidades, vamos nos ater ao que de importante tem esse assunto.

Muitas pessoas decidem se tornar empreendedores sem saber o que de fato é empreender. Às vezes pensam que ter uma empresa é o caminho mais curto (ou único) para enriquecer através do trabalho honesto ou concluem que estão cansadas de serem empregadas depois de anos de carteira assinada. Acreditam que tornando-se empresários poderão ter menos tarefas e consequentemente mais tempo para o lazer, assim como mais dinheiro disponível para aproveitar as supostas horas de folga.

Chegando a tais conclusões o cidadão começa a pensar qual é o ramo de atividade mais lucrativo ou que tipo de produto não existe no seu bairro ou cidade. A maioria define por alguma coisa, investe suas economias e fica esperando encontrar naquilo o tesouro de Salomão, o que invariavelmente acaba numa frustração. Menos de 2 anos depois 80% dos tais negócios estarão fechados e outros 15% estarão patinando, sem prejuízos, mas com pouquíssimos lucros que não compensarão o risco e o estresse.

E o que faz então os outros 5% dos empreendedores obterem sucesso? Porque muitas escolas de inglês fecharam depois da Crise Econômica enquanto outras só cresceram? O que faz de alguns empresários os modelos de sucesso e superação que as revistas tanto gostam de mostrar? Eu aprendi que é um conjunto de fatores, como planejamento, motivação, técnica, volume de trabalho, mas principalmente a primeira pergunta que o candidato faz quando escolhe um ramo de atividade.

Se a sua pergunta for se o determinado negócio dá dinheiro, muitas são as chances de você reforçar a estatística dos 95% que não darão certo. Se a sua pergunta for quanto a sua vontade e disponibilidade de fazer o negócio dar certo, já teremos os indícios primários de sucesso. É claro que não é só isso, pois também é importante fazer alguns cursos e saber escolher os sócios, os parceiros e, se for o caso, um franqueador sério.

O que faz uma empresa dar lucro, definitivamente não é o ramo de atividade que ela trabalha, mas sim o planejamento e execução do trabalho que o empreendedor decide ter. O empreendedor de futuro começa já com algumas regrinhas básicas, como: Dividir a empresa por áreas e decidir cuidar pessoalmente de uma (e apenas uma) delas, Ter em quem confiar para cuidar das outras áreas, Priorizar o seu empreendimento em relação as suas outras atividades e principalmente pensar positivo sem fechar os olhos para as dificuldades. Por fim, em vez de acreditar que o seu negócio vai torná-lo rico, pense que é você quem vai tornar o negócio bom.