quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mas, isso aí dá dinheiro?

Essa é a pergunta que mais ouvimos de amigos e colegas com intenção de partir para um negócio próprio. E o estilo da nossa resposta depende da liberdade que temos com o amigo. Desde dizer que só quem dá dinheiro mesmo é o Sílvio Santos no tal “Topa Tudo” até uma explicação educada sobre o quanto o negócio pode ser ou não lucrativo. Mas deixando de lado tais curiosidades, vamos nos ater ao que de importante tem esse assunto.

Muitas pessoas decidem se tornar empreendedores sem saber o que de fato é empreender. Às vezes pensam que ter uma empresa é o caminho mais curto (ou único) para enriquecer através do trabalho honesto ou concluem que estão cansadas de serem empregadas depois de anos de carteira assinada. Acreditam que tornando-se empresários poderão ter menos tarefas e consequentemente mais tempo para o lazer, assim como mais dinheiro disponível para aproveitar as supostas horas de folga.

Chegando a tais conclusões o cidadão começa a pensar qual é o ramo de atividade mais lucrativo ou que tipo de produto não existe no seu bairro ou cidade. A maioria define por alguma coisa, investe suas economias e fica esperando encontrar naquilo o tesouro de Salomão, o que invariavelmente acaba numa frustração. Menos de 2 anos depois 80% dos tais negócios estarão fechados e outros 15% estarão patinando, sem prejuízos, mas com pouquíssimos lucros que não compensarão o risco e o estresse.

E o que faz então os outros 5% dos empreendedores obterem sucesso? Porque muitas escolas de inglês fecharam depois da Crise Econômica enquanto outras só cresceram? O que faz de alguns empresários os modelos de sucesso e superação que as revistas tanto gostam de mostrar? Eu aprendi que é um conjunto de fatores, como planejamento, motivação, técnica, volume de trabalho, mas principalmente a primeira pergunta que o candidato faz quando escolhe um ramo de atividade.

Se a sua pergunta for se o determinado negócio dá dinheiro, muitas são as chances de você reforçar a estatística dos 95% que não darão certo. Se a sua pergunta for quanto a sua vontade e disponibilidade de fazer o negócio dar certo, já teremos os indícios primários de sucesso. É claro que não é só isso, pois também é importante fazer alguns cursos e saber escolher os sócios, os parceiros e, se for o caso, um franqueador sério.

O que faz uma empresa dar lucro, definitivamente não é o ramo de atividade que ela trabalha, mas sim o planejamento e execução do trabalho que o empreendedor decide ter. O empreendedor de futuro começa já com algumas regrinhas básicas, como: Dividir a empresa por áreas e decidir cuidar pessoalmente de uma (e apenas uma) delas, Ter em quem confiar para cuidar das outras áreas, Priorizar o seu empreendimento em relação as suas outras atividades e principalmente pensar positivo sem fechar os olhos para as dificuldades. Por fim, em vez de acreditar que o seu negócio vai torná-lo rico, pense que é você quem vai tornar o negócio bom.

3 comentários:

  1. Além de concordar como que foi escrito, resta-me encaminhar o texto para meus sobrinhos, que é o que faço agora.

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  2. O comentario anterior, não é anonimo, sou eu...

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  3. Dar dinheiro e dar lucro são coisas completamente diferentes. E mais, dar lucro e ter rentabilidade são ainda dois fatores que podem ser até antagonicos.
    Vejamos: Um produto tem custo de $ 5,00 e vendemo-lo por $ 15,00. O lucro bruto unitario é excepcional, 200%. Se vendemos 1000 unidades deste produto iremos faturar $ 15000,00 e ter lucro de $ 10000,00. Muito bom...
    Espera ai! e os custos fixos? Ah! com aluguel, empregados, despesas e impostos a tal empresa gasta $ 9999,00. Então o que realemnte importa, o lucro liquido sera de apenas $ 1,00.
    A rentabilidade é o fator que determina o RC (Retorno de Capital), sem tecnicismos, o volume de vendas deve gerar um montante que represente o lucro mais um fator percentual que amortize ou valorize o capital ingetado no negocio. Resumindo e concluindo: Custo, Preco de Venda, Custo Fixo, Capital e Lucro devem ser minuciosamente estudados, sob pena de uma morte empresarial, cedo ou tarde.

    Carlos Mai

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