terça-feira, 2 de março de 2010

Como se fazer presente estando distante


Em 1994 eu trabalhava em uma empresa em Jundiaí. Foi lá meu primeiro cargo de gerente. A empresa tinha outras 16 sedes, muitas delas fora do Estado. Aliás, fora do Estado estavamos nós, já que em São Paulo operavamos em 3 cidades e a matriz era do Rio Grande do Sul, onde moravam os donos. Havia uma moça de Belo Horizonte que era a gerente regional e, além de responder pela sede de sua cidade, ela também assumia Brasília, Goiânia e as unidades paulistas. Um dos donos cuidava dos Estados do Sul e o outro do viajava quase que o tempo todo.

Uma investida comum na empresa era dizer que todo profissional se desenha ao longo da vida e que, a cada dia, plantávamos o que iriamos colher mais tarde. Visto isso, os donos eram pessoas que exerciam tarefas dentro da empresa e mantinham contato com as unidades em horários marcados. Nas reuniões semestrais, sabiam de cabeça dados de cada uma das sedes. Outra coisa que faziam premeditadamente é que sabiam o nome da grande maioria dos funcionários e de alguns, sabiam até nomes dos filhos.

Uma coisa que o dono viajante fazia questão é de enviar, naquela época por fax, semanalmente, a sua agenda de viagens. Todos os profissionais da empresa sabiam onde ele estava trabalhando e que dia. Quando ele vinha para a nossa unidade, era o primeiro a chegar e o último a sair, ficando muitas vezes até bem depois do horário de fechar em reunião com os responsáveis de cada departamento.

Uma vez, quando eu já era gerente, perguntei pra ele se não era mais interessante ele esconder a agenda e chegar de surpresa nas unidades da empresa. Ele disse que se fizesse isso certamente pegaria gente desprevinida e isso geraria stress. Como ele passava ao menos periodicamente em cada uma das empresas, ele sabia que qualquer coisa mal feita seria acertada rápido, antes de sua próxima viagem. Ele também dizia que a melhor maneira de fazer uma equipe trabalhar forte era dando, ele mesmo, o exemplo.

Mais tarde vim a saber que no dia anterior as suas viagens o diretor pedia por fax a relação dos nomes dos funcionários e perguntava se havia tido alguma mudança ou nova contratação. Pois é: melhor prevenir do que remediar, não é mesmo?

Um comentário:

  1. AS vezes, em atitudes simples estão as melhores soluções. Achei isso ótimo. Estou errada?

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