sábado, 22 de maio de 2010

A maioria faz o que todo mundo faz.

É impressionante como o cidadão é condicionado a fazer uma determinada coisa. A gente não percebe, mas faz aquilo que todo mundo faz.

Ontem eu fui tomar a vacina contra a gripe H1N1. Estavamos eu, um amigo e a irmã dele. Chegamos conversando, esperamos pelo amigo que estava estacionando o carro e entramos num posto de saúde do bairro do Taquaral, em Campinas. Da calçada já se via uma grande quantidade de pessoas e, como era o último dia, não pensamos na hipótese de voltar depois. Nos dirigimos ao final da fila e ficamos conversando por cerca de dez minutos até que chegou nossa vez.

Em questão de alguns instantes eu já estava indo embora com um algodãozinho no braço esquerdo. E foi exatamente aí que perguntei a uma das pessoas que estavam comigo se tinha perguntado que vacina era aquela. E óbvio que ela não perguntou e nem eu. Ou seja, ainda bem que entramos na fila certa (só aí eu vi uma plaquinha indicando).

O fato é que o ser humano age exatamente assim: entra num determinado local e faz aquilo que todo mundo faz. Não me lembro onde li um artigo que dizia que 80% da população não pensa, que 15% pensa que pensa mas não pensa e, finalmente, que somente os 5% restantes é que pensam. Se fosse tomar base pelo caso que contei acima eu estaria nos 80%, que não pensa e apenas segue a massa.

As pessoas vão pela maioria, pelo que é visto como normal, independente de ser bom ou ruim. O Silvio Santos, no seu antigo programa de TV chamado Tentação, mostrava isso claramente quando desafiava os participantes a mudarem de resposta e bastava um mudar que muitos vinham na sequência fazendo o mesmo. Ouvindo o Max Gehringer falar na CBN um dia desses sobre a minoria que cria e a maioria que executa, lembrei-me do caso dos 80% e entendo que isso pode ser bom e significar o equilíbrio. Mas ao mesmo tempo é importante incentivar a criatividade no cidadão.

Se temos 5% de pessoas que pensam, precisamos incentivar mais gente a pensar. Se o fizermos pode ser que esse número aumente ou ainda que continue igual. Mas se não nos preocuparmos com isso, certamente em alguns anos esta estatística já trará uma margem menor de pessoas que fazem diferente, cedendo lugar a mesmisse.

E se alguém ainda não tomou a vacina, sugiro que vá pois não dói e nem faz mal. Mas não custa perguntar antes qual vacina está tomando.

4 comentários:

  1. Apesar da seriedade e profundidade da análise da situação, não pude deixar de rir : até injeção a gente toma porque viu alguem tomando.rsrs Acaba sendo assim mesmo rsrs
    Mas é para pensar no assunto...

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  2. Agnaldo vai uma crítica, voce fica muito tempo sem escrever. precisa atualizar ao menos duas vezes por semana

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  3. Aguinaldo, suas opiniões são muito oportunas e muitas vezes nos pegamos fazendo 'mais do mesmo' sem nos dar conta da situação em que nos encontramos. Essa de tomar injeção pensei que se referisse apenas às coisas 'de graça'. Sofremos pressão de todos os lados quando tentamos fazer algo diferente (prefiro este termo à 'inovação', que, na minha opinião, nada mais é do que fazer as coisas certas). É sempre importante contestar, pensar outras formas, apreender, pois, como diria Lya Luft: Pensar é transgredir. Logo, pensar é fazer diferente (nem que este diferente seja o simples).
    Aliviando um pouco pra você, ao contrário do Apeob (desculpa, Apeob), um post por semana está bom.
    Em tempo: você está nos meu blogs recomendados!

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  4. rsrs esse negocio de seguir a massa é o que o zé ramamlho canta na musica dele vida de gado

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