segunda-feira, 14 de junho de 2010

Confusão de pensamento

Não demorou muito e já aconteceu o primeiro frango da Copa. Isso aconteceu no sábado, no jogo entre Inglaterra e Estados Unidos, quando o goleiro Green deixou passar uma inofensiva bola por entre os dedos. Também já aconteceram as espulsões, outro frango, erros de arbitragem e, hoje pela manhã, um gol contra da Dinamarca em favor da sua vizinha Holanda. A imprensa adora isso, pois significa mais assuntos para a pauta do jornal. O torcedor festeja ou chora, dependendo de que lado ele esteja. Mas e o que acontece com quem errou?

O que passa nesse momento pela cabeça dos goleiros Robert Green e Faousi Chaouchi? Qual o comportamento do Uruguaio Nicolas Loudeiro que foi expulso no jogo contra a França? Como se sente então o zagueiro Poulsen, da Dinamarca, em ter feito o gol para o adversário? Sentem-se certamente da mesma maneira que qualquer um de nós se sentiria ao perceber que gerou um prejuízo em sua empresa por uma falha cometida.

Um goleiro que leva um frango fica numa confusão de pensamento. Não sabe se torce para que o jogo acabe logo, que a bola não venha mais pra o seu lado, que a defesa dê conta de combater o adversário ou, se numa atitude até um pouco egoísta, passe a torcer para que venham outras bolas, agora difíceis, para que ele possa mostrar ao time, ao técnico e a torcida que ele dá conta do recado. Na empresa, quando cometemos uma falha, o melhor que temos a fazer é querer acertar e para acertar temos que novamente nos lançar a fazer.

Se todo goleiro que cometeu uma falha pedisse para sair do time, se todo jogador expulso de campo nunca mais voltasse a jogar, se todo funcionário que se engana abandonasse o trabalho, não haveria chances para o acerto. Todo bom profissional, seja na empresa ou no futebol tem várias histórias para contar, tanto de sucesso quanto de fracasso. Eu aprendi isso há pelo menos uns 17 anos, quando numa festa da empresa no Rio de Janeiro eu cometi uma gafe e fui alvo do descrédito da minha equipe por um tempo. Porém tive o apoio de minha gerente da época e em função desse apoio consegui dar a volta por cima e mostrar a todos que poderiam confiar em mim, apesar da falha cometida.

O que eu acredito que farão os profissionais Green, Chaouchi, Loudeiro, Poulsen e os outros avermelhados da Copa 2010 é pedirem apenas mais um pouquinho de crédito e se lançarem a fazer, daqui pra frente, os melhores jogos de suas vidas, independente de qual seja o desenrolar de resultados que suas equipes terão. E nós, profissionais do mundo corporativo, devemos fazer o mesmo.

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