quinta-feira, 17 de junho de 2010

Morumbi, você está demitido!!!


Muitas vezes o chefe avisa, avisa... mas o profissional não acredita. Continua fazendo as coisas do seu próprio jeito. Depois de um tempo ouve a frase que ficou famosa pela boca de Roberto Justus: - Você está demitido!!!

Independente dos e-mails que eu possa receber me dizendo que “foi politicagem”, que “tudo faz parte de um esquema da FIFA, da CBF”, que "envolve dinheiro" ou outras mais (e eu não desacredito), certamente o São Paulo Futebol Clube foi surpreendido com uma cartinha de demissão para o seu projeto para 2014. Foi isso que aconteceu ontem, quando durante o jogo entre África do Sul e Uruguai pela abertura da segunda rodada da primeira fase da Copa do Mundo, a CBF lançou uma nota dizendo que o Morumbi estava definitivamente descartado como sede para a Brazilian Cup.

Na verdade, o que este cronista desinformado sabe sobre o Morumbi ter sido descartado é o que ouviu na TV ou leu na internet, portanto não é intenção fazer nenhum relato sobre o fato em si, do qual não tenho conhecimento. Desejo apenas comparar a situação com o que acontece no dia a dia, dentro das empresas, quando muitas pessoas são avisadas incansavelmente sobre a negativa de suas condutas, são aconselhadas e orientadas a fazerem diferente e não fazem.

Assim como os dirigentes do São Paulo supostamente apostaram na falta de alternativa viável para a capital Paulista, acreditando ainda que a maior metrópole do país jamais ficaria de fora do evento, muitos profissionais apostam na falta de outra alternativa viável para fazer o que eles fazem. Acontece que às vezes, é melhor não ter nada do que ter algo que não é bom. E por isso, muitos são surpreendidos com cartas de demissão para serem substituídos por pessoas menos experientes ou mesmo por ninguém, mas que de uma forma ou de outra, a mudança fará com que haja resultados maiores ou menos piores.

Nem sempre o pouco é melhor do que o nada. Num ambiente corporativo, ter um colega com mentalidade ruim é pior do que não ter ninguém, porque aquele que faz pela metade vira referência e gera no grupo uma cultura negativa, que impede a mudança e consolida o comodismo. Demiti-lo não é a primeira, mas com o tempo pode ser a única atitude viável quando se quer crescer. Para tanto a palavra de ordem é adaptação e o funcionário meia boca nem sempre quer se adaptar. Ele não quer crescer, quer apenas que os outros não cresçam para não oferecerem concorrência.

À cidade de São Paulo fica apenas a minha torcida que outro estádio seja oferecido ao Comitê Organizador e que seja aceito. Eu, que não sou palmeirense, posso sugerir sem ser suspeito que se observe o projeto de reforma do Parque Antártica, que está sendo transformado numa Arena Multiuso. Quem sabe não serão lá os jogos?

4 comentários:

  1. É isso mesmo! Como próprio James Hunter cita em o Monge e o Executivo: na primeira você orienta, na segunda você alerta, na terceira você diz ao profissional "você não fará mais parte de nossa equipe". Porém o grande dilema dos Diretores e Gerentes é: "Quem eu coloco no lugar?" Melhor você treinar uma nova pessoa, com novas possibilidades, do que ficar acomodado com uma pessoa que só traz dor de cabeça.

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  2. É isso mesmo! Como próprio James Hunter cita em o Monge e o Executivo: na primeira você orienta, na segunda você alerta, na terceira você diz ao profissional "você não fará mais parte de nossa equipe". Porém o grande dilema dos Diretores e Gerentes é: "Quem eu coloco no lugar?" Melhor você treinar uma nova pessoa, com novas possibilidades, do que ficar acomodado com uma pessoa que só traz dor de cabeça.

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  3. Gostei da comparação, isso acontece mesmo.
    Bom final de semana!

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  4. Os comentários sobre a parte profissional estão exatos, mas quanto ao Morumbi, fico imaginando "os caras" pegando verba para construir correndo um novo estadio, dizendo que não haverá tempo de licitação essas coisas...e vai rolar a fe$$ta

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