segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quando o stress começa a atrapalhar sua vida

Chega um momento em que você tem a sensação de que está correndo um risco iminente. Não dorme à noite, está sempre com medo de alguma coisa ruim acontecer, fica por minutos calado pensando na vida e começa a ter sintomas físicos. Uns sentem uma batedeira no peito, gastrites, enxaqueca; outros desenvolvem alergias, espinhas, inflamações na gengiva; há ainda os que se envolvem em crises de pânico, têm medo de morrer e entram em depressão. Tudo isso, na maioria dos casos, está ligado diretamente ao stress.

E de onde isso surge? Segundo Raymond Cattell, o perfeccionismo é um dos vilões do stress. Para entender melhor, considera-se perfeccionista aquela pessoa que procura fazer qualquer atividade de modo exato e sem nenhum defeito. Até aí, não há nada de mal, a menos que vire compulsivo e se torna um distúrbio neurótico. E quando isso acontece, a pessoa nunca acredita que está bom. Aliás há uma grande chance de o perfeccionista se tornar obsessivo, pois ninguém é perfeito e algumas pessoas se preocupam com as críticas antes mesmo delas acontecerem. Frases como “eu me sinto um incompetente” são facilmente ouvidas dentro das organizações.

Outro culpado pode ser o chefe que exagera na cobrança. Também é muito comum, pois se o cidadão se tornou chefe, provavelmente é porque fazia bem uma determinada função. Daí ele tem a tendência de exigir de sua equipe que faça da mesma maneira, comparando-a sempre consigo em tempos anteriores. “No meu tempo jamais aceitaríamos um resultado como esse”. Acontece que nem todos são iguais e as pessoas tem maneiras diferentes de agir, de pensar e de se motivar. O chefe precisa conhecer sua equipe e descobrir como motivá-la para poder extrair o melhor resultado, pois se estressá-la, somente conseguirá uns atestados.

Algumas pessoas sabem lidar bem com isso. Quando acontece algo que lhes tira do sério elas saem da mesa, vão tomar um café, contam uma piada ou entram na internet para ler a página de esportes. Outras coisas que ajudam muito são Ioga, Pilates, academia, natação e esportes em geral. Para quem não tem esta disposição, a culinária, o artesanato e a música também podem auxiliar. Por outro lado, xingar e mandar tudo para aquele lugar nem sempre será a melhor solução, pois pode te custar caro. Então comece cobrando-se menos, pedindo ajuda para que outras pessoas te auxiliem em tarefas mais complicadas e, principalmente, se policiando na reação.

Por fim, uma opinião pessoal minha é que nem sempre diminuir atividades dá resultado. Tem gente que ao sentir-se estressado com o trabalho, interrompe a faculdade, deixa de ir a ginástica, etc; acreditando que assim terá menos peso para carregar. Na verdade o ser humano não precisa carregar menos peso, ele precisa apenas balancear a carga. Tente diminuir as horas de trabalho e ocupá-las com coisas que você gosta de fazer, pois dessa maneira não estará colocando todos os seus ovos numa mesma cesta.

5 comentários:

  1. Mais uma vez muito boa a materia Aguinaldo. coincidencia ou não esta noite fiquei a madrugada quase toda acordado pensando nos meus comprimissos de trabalho.
    vamos com calma!!!

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  2. eu acho que tenho que fazer ioga, pilatos, ginastica, futebol, judo, bolinha de gude etc

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  3. Agnaldo, parece que vc me descreveu, acertou na veia! rs...

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  4. Coloquei seu texto no facebook. Muito bom

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  5. Muito boa essa matéria... =D

    Marina =D

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