domingo, 5 de setembro de 2010

Um caminho para os Baby Boomers


Não sei exatamente porque as coisas acontecem de maneira tão rápida, mas o fato é que elas acontecem. Seja devido aos efeitos estudados pela teoria de Schumann sobre a mudança da freqüência do planeta ou simplesmente pela quantidade de avanços e conseqüentemente o aumento da capacidade do ser humano de mudar e inovar, mas o certo é que quando aprendemos a fazer alguma coisa nova, aquilo já é superado por algo mais novo ainda que acaba de ser inventado.

Quanto mais jovens somos, menos sofremos com isso. Por outro lado, a experiência e a idade fazem com que acumulemos muitos valores, o que nos gera um sentimento de perda quando notamos que aquilo já não é mais importante. Uma frase de indignação que expressa muito bem esse raciocínio é “quando aprendemos quais são as respostas, eles mudam as perguntas”. E essa é a grande diferença entre os “Baby Boomers”, a geração X e a tal geração Y.

Os primeiros (nascidos da explosão populacional depois do término da segunda grande guerra diante da sensação de segurança) brigavam por aprender a fazer bem uma única tarefa e tornavam-se especialistas naquilo. Já os demais têm uma necessidade diferente de conhecer várias coisas e profissões ao longo da carreira, talvez até devido às mudanças tecnológicas naturais da modernidade. E a convivência de tantas gerações trouxe às empresas uma grande e enorme confusão seguida de uma mesma pergunta: “A quem devo contratar?”

Enquanto a geração Y parece muito mais atualizada e capaz de gerar resultados, ela também é ansiosa e tem dificuldade de permanecer por longo tempo em um mesmo projeto. As grandes empresas não sofrem com isso, tendo se adaptado rapidamente com competentes processos de reposição de profissionais, mas as pequenas e médias empresas dependem mais de uma continuidade e não lidam bem com o “turn-over”. E isso vinha trazendo muitos problemas, pois elas tinham dificuldades para contratar enquanto os “cinqüentões” não encontravam emprego.

Todo mundo queria a geração Y e, com tanta oferta de trabalho, eles podiam escolher. Mas me parece que agora as PMEs perceberam que dar valor aos “Baby Boomers” e a uma parte esquecida da geração X pode ser interessante para todos. Perceberam que ao invés de tentarem manter um passarinho arisco na gaiola, deveriam dar abrigo aos renegados, mas cheios de potencial, que por sua vez podem valorizar muito mais a oportunidade.

Considerando que a dificuldade de se modernizar (por acreditar que está com o burro na sombra) e o sentimento de não largar os troféus conquistados no passado foram sempre os vilões para estes profissionais, podemos vacinar e evitar esse erro. Eles tem mania de achar que já viram de tudo em suas longas carreiras e isso não se adéqua as empresas modernas. Quais são então as regras para que os profissionais mais velhos possam manter-se competitivos no mercado? Pelo raciocínio acima, são duas regras: Estudar sempre se atualizando constantemente e apaixonar-se pelos novos projetos, não tendo preconceitos em fazerem coisas novas e de maneiras diferentes daquilo que aprenderam no passado.

4 comentários:

  1. Acho que esse finalzinho, as duas regras para as pessoas mais experientes no mercado foram sabias palavras...

    "Estudar sempre se atualizando constantemente e apaixonar-se pelos novos projetos, não tendo preconceitos em fazerem coisas novas e de maneiras diferentes daquilo que aprenderam no passado."

    Sei lá de onde vem essas suas inspirações, mas achei muito boas.

    É isso Guina... parabéns pelo sucesso deste blog!

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  2. Olá, querido Agnaldo

    Gostei, sinto que esta bem conciente e atento diante das expectativa disponiveis e abrangentes da evolução humana, para enfrentar os grandes desafios em diversas areas.

    Continue e creça na FÉ e graça
    Abraços NM.'.

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  3. Como diz um ditado latino: "Mais sabe o Diabo por velho que por diabo"

    Carlos Mai

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  4. Caro, Aguinaldo, seus artigos parecem que tem um quê de adivinhação, para sermos mais místicos que constatadores. Explico: semana passada estava conversando sobre retenção de talentos com um diretor de uma empresa que se lamentava por não poder contar com os estagiários que contrata, que são sempre afeitos à oportunidades que a simples propostas de emprego. Adiciono: muitos integrantes da Geração Y percebem que estão sendo desviados de sua função e de seu foco e, tal esclarecimento e por que não dizer virtude, estes não pensam duas vezes ao abandonar o emprego atual e buscarem outro emprego.
    O que falta no mercado, na minha opinião de homem de marketing, é uma falta de preparo por parte de empresários que não reconhecem o talento, antes mesmo de tentar retê-lo. Isto traz consequências como: os baby boomers se sentem desvalorizados e os Ys se se sentem aptos a voar mais alto.
    O que (não) ocorre é a verdadeira integração entre estas gerações que tem resultados e objetivos diferentes. Confesso que tenho aprendido muito com os mais jovens, pois como também leciono, percebo que estes estão mais voltados a aprender com o 'erro' dos mais velhos e, quando oportunizamos a eles este tipo de vivência, crescemos juntos sem nos desconectar daquilo que aprendemos e, outrossim, nos aprimoramos.
    Meio confuso, explicando teoricamente, mas, muito fácil colocarmos isso em prática: basta tentarmos chegar até as nuvens (geração Y) com os pés no chão (Baby Boomers). Desculpe parafrasear a Legião Urbana.
    Voltando ao mundo marketing, notemos o nosso papa Kotler, que continua tão atual como há muito tempo: sempre de olho no futuro sem se esquecer de contemporaneizar tudo o que aprendeu e viveu.
    É isso.

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