sábado, 23 de outubro de 2010

Gerenciamento de Crises

Quando tudo anda bem, é fácil ser líder. A complicação vem quando por algum motivo sua equipe não deslancha. E aí, como é que se lidera?

A falta de uma resposta lógica para essa pergunta é o grande trauma do mercado de relações humanas, pois há muitos profissionais competentes que, acostumados a lidarem com papeis, máquinas ou dados, tem dificuldades quando passam a tratar com pessoas. Outros profissionais, como por exemplo, os de vendas, que trabalham com gente o dia todo, complicam-se quando passam a se relacionar com pessoas comandadas por ele.

Na maioria das vezes a área financeira quer implantar um sistema de redução de custos, cortando alguns luxos que os funcionários têm, quando então a área de TH (talentos humanos) argumenta que isso poderia abalar o desenvolvimento do grupo e seus resultados. O financeiro é um cara lógico, que usa a razão, enquanto o TH trabalha baseado na emoção. O diretor financeiro, em determinado momento perguntará: “será que o funcionário não pode apenas vir para a empresa e trabalhar, do jeito que foi combinado na contratação? Por qual motivo ele resolve complicar?

Se fizermos um estudo mais completo, vamos concluir que não é que ele resolve complicar as coisas, apenas não tem a habilidade de descomplicar. Um recado mal dado, uma situação mal explicada, uma fofoca qualquer, pode ser responsável por revoltar um grupo inteiro – às vezes sem nenhuma razão.

A melhor maneira de se gerenciar uma crise é com jogo aberto. Bater um papo com todos, frente a frente, fazer sua equipe notar que ali se joga às claras é um remédio normalmente eficaz e pode ser usado quando há um clima diferente. Para prevenir, a política do “jogo aberto” pode ser usada continuamente. Estimular o companheirismo e parceria também tem efeitos positivos desde que não vire corporativismo. Se a crise já está instalada, vale observar se existe um mal intencionado na equipe incendiando o problema.

Áreas industriais, ainda é possível que tenham alguma facilidade de trabalhar baseado nos preceitos de Taylor e Faiol, onde o que importa é a tarefa. Mas quando o produto é o ser humano, fica quase impossível ser assim. O profissional desmotivado é pior do que burro quando empaca, pois ele não anda e (pior ainda) esburaca a estrada para que ninguém ande também. Não se deve dar mole para os preguiçosos armarem suas redes, mas também não se pode ter o hábito de liderar visando apenas o benefício próprio. O crescimento profissional e humano da equipe é um elixir que ressuscita qualquer empresa.

3 comentários:

  1. Muito bom Agnaldo, gostei da comparação entre o TH e o financeiro.
    Abraços

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  2. Linguagem clara e objetiva...é disso que nós, comerciantes, precisamos para melhor entender nossos colaboradores e explanar nossas idéias!
    Parabéns

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  3. Aguinaldo. Parabéns pelo blog e por este artigo inspirador. Situações como a descrita são constantes no cenário corporativo atual....

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