quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A liderança é situacional


Quem falou isso com muita propriedade foi Paul Hersey. Ele quis dizer que há diferentes maneiras de liderar uma equipe e que não se determina de forma generalizada qual dessas formas é a melhor. O estilo de liderança que um líder utiliza pode variar conforme o momento e a composição de sua equipe.

Imagine um gerente de vendas que precisa fazer diariamente reuniões matutinas com sua equipe, visando com isso interferir diretamente no resultado da mesma. Seu papel de líder será transmitir nessas reuniões o sentimento que está faltando na equipe. Se perceber que seus vendedores estão displicentes, precisa criar estratégias para gerar mais responsabilidade; se perceber que estão descrentes, precisa motivá-los; se perceber que estão com dificuldades, precisa melhorar fatores operacionais e técnicos; se perceber que estão nervosos precisará transmitir calma e assim por diante.

Lembro-me de situações que vivi onde a equipe não melhorava seus resultados por falta de cobrança e ao detectar isso o líder encontrou uma maneira de cobrá-los sem que estes se sentissem explorados pela empresa. Nesta ocasião, uma aposta com a filial da cidade vizinha (valendo um churrasco) fez com que todos trabalhassem por um resultado melhor afim apenas de ganhar de seus adversários, tendo aumentado mais de 50% em faturamento. Em outra situação, ao perceber que os vendedores estavam tensos pela cobrança demasiada, passou simplesmente a ignorar os números e trabalhar habilidades, premiando com brindes os que demonstrassem técnica perfeita. Isso também gerou a recuperação da auto-estima.

Quando uma equipe está “muito isso” ou “muito aquilo”, é sinal de que ela está desequilibrada. Para equilibrar, o líder precisa desenvolver ações (às vezes de forma velada) que reconduzam as pessoas ao eixo. Digo isso, porque até a auto-confiança que é um sentimento fundamental em qualquer profissional pode ser nociva se exagerada. Uma pessoa com excesso de auto-confiança não presta atenção em detalhes e quando percebe o erro já aconteceu. Nesse caso o líder precisa encontrar maneiras de gerar um certo “medo positivo” no liderado para que este faça as coisas da forma correta.

O gerente deve ser orientador, influenciador, amigo ou mandão dependendo do que está acontecendo. Se este tem muitos estagiários inexperientes, provavelmente será orientador; mas se tem técnicos altamente capacitados e responsáveis por suas decisões, então apenas precisa delegar funções a serem exercidas por cada um. Enfim, o próprio Hersey diz: “Não há a maneira mais correta de liderança, há sim aquela que precisa ser exercida em cada momento”. Conheça a sua equipe e dê a ela aquilo que ela precisa... e não aquilo que ela quer.

3 comentários:

  1. qualquer dia você diz aonde vc arruma essas fotos??? rsrsrs

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  2. KCT Aguinaldo!
    Quando eu penso "Esse Aguinaldo é F!@$#@$%"... Vem você e se supera...

    Parabéns meu querido.
    Algumas pessoas que indiquei gostaram muito deste blog e elas percebem, assim como eu, esse seu talento...

    Novamente, meus parabéns.

    Agradeço a Deus pela sua humildade e consideração conosco, a ponto de compartilhar sua sabedoria...

    Um forte abraço!

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  3. Reforçando o comentário do Danilo, já pus o novo post no facebook!

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