quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ninguém fica rico sem correr risco.


Não é a toa que as palavras são parecidas. Mas também não estou dizendo que todo mundo que corre risco terá o sucesso garantido. Para explicar melhor, quero falar sobre os dois fatores que nos fazem agir: São eles a vontade de ganhar e o medo de perder.

Para entenderem melhor, comparem uma corrida de cães com uma corrida de cavalos. Quais os motivos que fazem esses animais correrem? Certamente nenhum deles aposta corrida por vontade própria, por competitividade. Muito pelo contrário, eu diria que eles nem tem consciência de que estão competindo. Na verdade o cavalo corre estimulado pelo chicote e o cachorro corre estimulado pelo coelho mecânico.

Numa corrida de cães, o artifício é usar um coelho mecânico que dispara preso a um mecanismo móvel na grade interior e os cães correm buscando simplesmente pegar o coelho. Isso significa que o cachorro corre pela farra, buscando o prazer. Já numa corrida de cavalos, o jóquei dá algumas chicotadas no traseiro do cavalo, que simplesmente corre para fugir da dor que está sentindo, já que nem imagina que o autor das chicotadas é o ser que o monta.

Os seres humanos, às vezes são como os cavalos, outras vezes são como os cães. Há casos onde age na defensiva, sempre para preservar o que já tem, não arrisca, não muda de emprego, tem medo de investir num negócio novo e é altamente conservador (preocupa-se em conservar o que possui). Outros vivem em busca de uma melhor qualidade de vida, querem crescer, ganhar mais, desejam adquirir bens e formarem seus patrimônios.

E não dá pra crescer na vida sem correr riscos? A resposta é NÃO!!! Afinal, quem não arrisca não petisca. O prazer da vida é proporcional ao risco que se corre. Assim como o ratinho, que precisa arriscar a vida para sair da toca e buscar comida, o homem também precisa arriscar alguma coisa para conquistar outra. Para entendermos melhor, vamos comparar os personagens a seguir.

Maria trabalha no caixa de uma loja de móveis, ganha salário fixo e vai ao trabalho de ônibus. Jorge é vendedor desta mesma loja, ganha salário fixo e comissão sobre as vendas e vai ao trabalho com seu carro popular. Lucia é a dona do comércio, recebe pelo lucro que a loja dá e vai ao trabalho diariamente com seu automóvel de luxo. Se perguntarmos a um jovem qual dos três personagens ele quer ser, certamente quer ser o dono da Loja e andar no carro luxuoso. É claro, pois se tudo andar bem e a loja vender muito, Maria receberá no final do mês um salário fixo, José receberá um pequeno fixo e uma comissão bem gorda por conta das vendas e Lucia arcará com seus compromissos de empresária, pagando os salários de Maria, a comissão de José e ainda sobrará bastante dinheiro, o que aumentará seu patrimônio, tendo em vista o crescimento de sua empresa.

Mas se o mês seguinte for ruim, Maria continuará com o seu mesmo salário fixo; José receberá mal e quase não terá comissão; e Lucia terá um leve prejuízo, pois independente do mês ruim ela precisará manter sua estrutura, pagar os fornecedores e os salários de Maria e José. Caso a empresa continue vendendo mal e venha a falir, Maria e José deixam de ganhar, pois ficarão desempregados. Lucia, além de desempregada, precisará arcar com o prejuízo do negócio, incluindo as rescisões dos funcionários Maria e José.

E agora, quem deles você quer ser? Dei os exemplos acima para mostrar que Lucia assume riscos todos os dias para poder ter uma melhor qualidade de vida e quem quer ficar rico precisa assumir riscos. José assume riscos menores, pois seu fixo é pequeno e se não vender pode se complicar um pouco, mas não gravemente. Já Maria pouco se preocupa com isso, exceto com o fato de ficar desempregada.

Se José tivesse a chance de abrir sua própria loja de móveis, ele o faria? Se pensar em procurar prazer, em vencer, ficar rico e melhorar de vida, ele arriscaria suas economias e seu emprego e tentaria a vida de empresário. Se pensar que pode ficar sem o emprego, sem suas economias e ainda com algumas dívidas, certamente fugiria desta possibilidade de dor e se manteria como funcionário com sonhos limitados. Então quanto mais risco corre, maiores são as chances de enriquecer.

No entanto é importante dizer que esses riscos devem ser dentro da sua capacidade. Um jovem de classe média não deve assumir todo o patrimônio de sua família num negócio sem planejamento, pois se der errado não haverá plano B. Assuma riscos calculados, dentro de sua capacidade de arcar com as conseqüências. Trabalhe sempre procurando prazer e nunca fugindo da dor. Não seja inconseqüente, mas não vá viver uma “Vida Maria”. Na escada da vida, o que importa é subir os degraus, pois se trata uma escada sem fim. Mais importante do que chegar é continuar subindo. Se é assim, apenas procure caminhar sempre e em direção ao que pode melhorar a sociedade.

3 comentários:

  1. Quem quer vencer precisa arriscar mesmo. É assim sempre.

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  2. "Quem não arrisca, não petisca". Este velho ditado enseja que, para ter a possibilidade de se ter algo tem-se que arriscar. Entretanto, nem todos que arriscam logram o objetivo. O risco deve ser calculado e, ainda assim, ter uma margem de flexibilidade para as eventualidades.
    Eh isso ai Aguinaldo. Siga dando-nos mais momentos de reflexão. TFA.

    Carlos Mai

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