segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O poder da PNL


Programação Neuro Lingüística (ou PNL) é um estudo que se baseia nas mensagens que o ser humano passa a si mesmo, programando o seu próprio cérebro para que este trabalhe inconscientemente em busca de resultados que se objetiva conscientemente. Perece complicado, mas não é tanto. Nas próximas linhas eu tentarei expor o que conheço disso.

Imaginemos que nosso cérebro é um computador que comanda todo o nosso corpo. Ele é responsável por nos fazer andar, respirar, comer, rir, chorar, etc. Ele também é responsável pelos nossos sentimentos, que geram todo o nosso comportamento e, conseqüentemente nossos resultados. Como todo computador, é um hardwere e sai da fábrica com sua capacidade de executar comandos, mas não funciona se não tiver um softwere que dê os tais comandos. Nosso cérebro nasce sem nenhuma crença, verdade ou paradigma previamente instalado.

Ao longo do tempo, principalmente em nossa infância, o cérebro vai sendo programado linguisticamente, através de tudo aquilo que a gente escuta, vê, sente ou testemunha. Então quando somos criança, presenciamos coisas que nos geram sentimentos, alguns positivos e outros negativos. Esses sentimentos nos causam uma programação (trauma), que pode ser um estímulo a diversos comportamentos diferentes que levaremos por toda a nossa vida, ou ao menos por parte dela. Esses comportamentos são seguidos por nosso cérebro simplesmente porque ele entende que todas as vezes que se deparar com situações parecidas com aquela deve agir daquela forma (sistema 0 e 1).

Sair desse paradigma é importante para poder traçar os rumos que verdadeiramente quer na sua vida. Se quando você era criança, a sua mãe dizia que não era pra você conversar com estranhos, isso pode ter sido a causa de sua timidez, porque o comportamento de criança ordenado pela mãe permanece como verdade até hoje na idade adulta. Mas a boa notícia é que se o cérebro foi programado linguisticamente, ele pode ser RE-programado linguisticamente. Então ao invés de enviar a ti mesmo mensagens negativas e desanimadores, você pode escolher enviar mensagens positivas e animadoras.

A comunicação de você pra você mesmo, programa teu cérebro. Tudo que você ordenar ao cérebro ele vai transmitir ao resto do seu corpo. Então se você disser que vai tentar passar no vestibular, o cérebro (obediente que é) vai realmente TENTAR e mesmo que você não passar no vestibular, terá a sensação de missão cumprida, pois tentou. Por outro lado, se você disser que vai fazer alguma coisa, terá muito mais chances de fazer, pois trabalhará internamente pelo seu objetivo. Se acorda de manhã e já solta um palavrão por ter que ir trabalhar, o seu dia de trabalho será parecido com aquele palavrão. Se acorda e pensa que hoje vai fazer tudo dar certo, provavelmente conseguirá produzir bastante e isso te deixará feliz.

Não precisa acordar cantando e nem recitando um poema de Cora Coralina, apenas precisa mandar uma mensagem verdadeira dizendo que o seu dia será bom. Afinal, resolver suas pendências e conquistar seus objetivos farão com que você se sinta bem, não é? Então se reprograme, neurolinguisticamente.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Será que a Bruxa está à solta?


Não sei se é coincidência, mas de uns meses pra cá, alguns amigos meus têm vivido situações complicadas e com um ponto em comum: de uma hora para outra perderam renda. Um deles, hoje, me perguntou o que fazer depois de viver um terremoto em sua vida. Sinceramente, não acredito que haja de verdade um terremoto na vida de nenhum deles e mesmo que houvesse, também não sei se eu saberia a resposta, embora eu considere que muitos terremotos já me aconteceram, mas lembrei de uma situação que me foi contada num destes momentos difíceis.

Corre uma história que em 1775 a cidade de Lisboa sofreu com um grande terremoto. O rei, Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: “Enterrar os mortos, Cuidar dos vivos e Fechar os portos”. Baseado nesta narrativa, eu acredito que possa dar alguma luz aos “lisboetas daqui”. Creio que devem começar por “Enterrar os mortos, Cuidar dos vivos e Fechar os portos”.

Imaginem que “os mortos” sejam as perdas acontecidas, que cuidar dos vivos seja manter a mesma motivação para fazer as outras e fechar os portos, as suas atitudes posteriores visando não gerar os mesmos problemas. Uma crise profissional trás preocupação e pode ser um efeito a desencadear uma série de outras conseqüências. Se juntarmos a isso um pouquinho de ansiedade e a mania que a maioria das pessoas têm de prever tudo na pior das possibilidades, aí poderemos contar várias noites em claro, alguns problemas de saúde e, em decorrência disso, atitudes defensivas, a perda da pegada e o abatimento.

Com o tempo o cidadão abaixa a guarda e passa a ter resultados piores a cada dia. A maioria das pessoas com problemas perdem mais tempo lamentando-se pelas perdas do que cuidando de fortalecerem-se para poderem recuperar o prejuízo. Frases como “a bruxa está à solta” são comuns. Precisamos então, enterrar o passado ruim, cuidar do presente para dar conta do recado e fechar os portos para não permitir que pensamentos negativos atraquem novamente.

Se tiver aliados com quem contar, valorizar a parceria é muito importante, pois ser orgulhoso nesta hora de nada resolve. Ser decididamente honesto, preservar sua honra, abrir a cabeça e saber aproveitar as oportunidades também é fundamental. Em momentos de crise, agir como sempre agimos tem menores chances de dar resultado do que agir de forma surpreendente. Como ouvi uma vez, "em momentos de crise, quando todos estão chorando, alguém sempre resolve vender lenços".

E você, vai continuar dando ibope para a bruxa?

domingo, 21 de novembro de 2010

Como aprender inglês

Publicado inicialmente em 04/04/2006 em http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/2006/04/04/como-aprender-ingles/

Como todos sabem a cada dia mais pessoas se conscientizam da necessidade de aprender um segundo idioma. Evidentemente o idioma inglês é o mais procurado, considerando ser uma linguagem universal. Em qualquer lugar do mundo podemos encontrar alguém que se comunica em inglês, por isso este passa a ser o idioma mais importante. No Brasil, percebemos que de alguns anos pra cá essa procura aumentou. Talvez seja por uma necessidade mais evidente, já que hoje há mais empresas multinacionais no país do que há 20 anos. Além disso, na década de 80 e também no início da década de 90, havia poucas pessoas trabalhando com o uso do inglês.

Naquela época o alvo das poucas escolas (comparando com o número de escolas que temos hoje no mercado) eram os adolescentes, de classe média alta, que se tornavam alunos de um curso por influência dos pais. Muitas vezes o faziam buscando status, já que estudar inglês era algo que poucos praticavam. Havia também aqueles que buscavam um curso para os filhos com a finalidade de ajudá-los na escola, viajar futuramente para o exterior ou ainda dar atividades ao mesmo. Com a globalização da economia, cada vez mais o trabalhador brasileiro precisa se comunicar com as suas matrizes ou com seus parceiros no exterior.

Além disso, com a abertura das importações no início dos anos 90 o idioma inglês foi se tornando fundamental na bagagem de qualquer pessoa mais ambiciosa profissionalmente. Tivemos a invasão dos eletrônicos, da informática, que foram mais alguns fatores a incentivar o uso da língua e com isso o perfil do interessado em aprender inglês foi mudando. Hoje, dominar o idioma inglês é muito mais urgente para alguém que já está no mercado de trabalho do que para a garotada que ainda tem tempo pela frente. Este, se não aprender corre o risco de ficar estagnado na profissão, quando não de perder seu emprego. Então além do adolescente, o adulto também se tornou um estudante.

Acontece que a maioria dos cursos de inglês existentes no mercado mantém as mesmas metodologias de antigamente. Longas, cansativas e voltadas para o interesse dos adolescentes, que tem tempo disponível para isso. Por mais que se anuncie cursos para adultos, isso no máximo significa que são turmas só de adultos. Mas na realidade, o método, o livro, o assunto continuam os mesmos. As poucas instituições que perceberam isso estão à frente do mercado.

Hoje o que um profissional realmente precisa é algo além da matéria. Ele precisa ganhar tempo. Quanto mais rápido desenvolver uma língua, mais rápido vai poder usá-la e fazer seu investimento no curso ter retorno. Precisa de assuntos interessantes, já que se um adulto faz um curso que foi desenhado para as crianças, as histórias do material usado não vão atrair sua atenção. Esses e outros fatores geram a desistência e consequentemente a frustração que é um dos principais fatores que inibem uma pessoa de procurar uma instituição de ensino de inglês.

Então, algumas pessoas que falam que não gostam do inglês, na verdade não é do inglês que elas não gostam. Acontece que toda vez que se pensa em "estudar inglês", nem sempre entende "aprender inglês". Essas pessoas já estão frustradas com as tentativas em métodos não adequados. Elas passam a desenvolver então varias teorias, como aquela de que “não se aprende inglês no Brasil”, que “o inglês daqui é diferente do inglês de lá”, ou de que um cidadão tem “dificuldade em aprender um idioma”. Nada disso procede. Essas pessoas desenvolveram bloqueios, mas que podem ser vencidos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Qual o momento de pedir demissão?


Recebi de um amigo, por e-mail, essa indagação. E certamente ela é comum a muitas pessoas, que vivem pensando qual seria o melhor momento para pedirem demissão. Os motivos são os mais variados, desde estar com o saco cheio e não agüentar mais o chefe até ter encontrado outro trabalho melhor, com melhores salários, oportunidades, etc.

Diferentemente do que acontecia na geração passada, mudar de emprego hoje é algo comum. As pessoas passam dois ou três anos apenas na mesma empresa e criaram uma capacidade maior de adaptarem-se as diferenças culturais de cada ambiente. Com isso, muitos passaram a pedir as contas no primeiro indício de indisposição. Uma briga com a secretária do terceiro andar já é motivo para mandar curriculuns para todos os amigos. Cadastro no CATHO, no “Emprega Campinas”, inscrição em tudo quanto é concurso público e “vamos mudar de ares”... é o que pensamos.

Então, motivos para ir embora nós sempre teremos. O momento de fazê-lo, aí depende de cada um... eu digo: quando brigou feio com o chefe, quando está cansado da mesmice, quando acha que é mal remunerado, quando está deprimido ou magoado com algum acontecimento... Também é hora de pedir demissão quando percebe que não é tão bem quisto no grupo.

Mas... se a pergunta for “qual é o MELHOR momento de pedir demissão?” aí eu digo que é quando encontrar um outro trabalho melhor do que o atual. Se ainda não tem um trabalho MELHOR, precisa ter ao menos um igual. Se não tem nada, então talvez devesse manter-se empregado e já começar a “costurar um novo planejamento” para o futuro.

Enfim, pelas estatísticas, sempre que as pessoas pedem demissão, elas sentem-se imediatamente mais felizes e aliviadas. Mas quando elas fazem isso tendo outra oportunidade de trabalho encaminhada, a felicidade geralmente é mais duradoura.

Link similar, neste blog: http://cronicascorporativas.blogspot.com/2010/08/que-talento-eu-tenho.html

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quer trabalhar para mim?



Ao longo de "todos esses anos nessa indústria vital"... (perdoem-me meus leitores, mas não resisti a chance de escrever uma célebre frase de um dos episódios mais conhecidos do Pica-Pau) ...tive a chance de ouvir muitos jargões que se perpetuaram anos após anos pela boca de milhares de profissionais. Nesse artigo, eu gostaria de citar um deles que, na minha modesta visão, não faz o menor sentido. Pior do que não fazer sentido, é que baseado na ciência da neurolingüística, ele desmotiva o profissional.

Muitas ofertas de emprego são feitas com essa frase. Lembro-me de uma vez, quando eu era gerente comercial de uma unidade da empresa no bairro do Brooklin, em São Paulo, que recebi uma ligação telefônica de um concorrente ao qual eu havia conhecido em uma feira algumas semanas antes. A conversa fluía nas tradicionais cordialidades quando surgiu o já esperado flerte, porém com a seguinte expressão: - Aguinaldo, quer trabalhar pra mim???

Aquilo que poderia ser um estímulo ou uma oportunidade, pelas palavras do meu interlocutor soou como uma ofensa. Afinal, profissionalmente eu só trabalho para mim... Eu acordo de manhã e o que me motiva a trabalhar são os meus objetivos e não os do meu patrão. O que me faz buscar um resultado a mais é o meu bem estar e não o do dono da empresa. É claro que meu instinto de equipe me faz trabalhar por todos, mas racionalmente o que me fez sair de casa num determinado dia para procurar emprego foi o meu futuro profissional e não o de mais ninguém.

É importante dizer que quem trabalha pelo coletivo está mais próximo do sucesso do que aquele que é interesseiro ou individualista. Mas trabalhar para os outros é diferente de trabalhar pelos outros. Um escravo trabalha para o outro, um voluntário trabalha pelo outro. Portanto, se quer motivar seu funcionário, dê a ele motivos que possam ser dele também, como a boa evolução da empresa e a oportunidade ou estabilidade que isso vai gerar.

Quando há 9 anos eu resolvi empreender e virei dono do meu próprio negócio, vim com essa mesma certeza: “Ninguém vai trabalhar para mim”. Ou seja, as pessoas podem trabalhar na minha empresa, mas jamais para mim. As pessoas fazem as tarefas que eu oriento, se envolvem pelas minhas emoções, seguem minhas coordenadas por diversos motivos (interesses de ascensão, carreira, remuneração, estabilidade, reconhecimento, etc.), desde que esses motivos sejam de interesse comum. A mim cabe conscientizá-los, cobrá-los e motivá-los.

Em outras palavras, cada profissional trabalha para si mesmo, ainda que na empresa do outro. Nunca vi ninguém (a não ser o personagem Waylon Smithers, de Os Simpsons) acordar de manhã e pensar: - hoje eu vou fazer o meu patrão feliz!!! É mais razoável que alguém pense: - Vou fazer meu patrão ficar feliz com meu trabalho para que eu possa ser, de alguma maneira, reconhecido.

Enfim, faça sempre de uma maneira que a sua equipe sempre tenha vantagens nos processos. Assim eles se sentirão donos e trabalharão como donos. E essa é a maior motivação.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Evite dar o silêncio como resposta


Certamente escrever neste blog só é possível por eu estar diariamente dentro de um ambiente corporativo. Nenhum livro nos faria aprender mais do que a empresa, o que não diminui a importância dos livros. Mas o fato é que não adianta sabermos as teorias da administração e de pessoal se nunca tivermos vivido situações onde possamos aplicá-las.

Um caso interessante que vivi na prática foi quando fiz parte de um comitê deliberativo que cuidava de uma determinada competição entre os funcionários da empresa. Esta competição acontecia semestralmente e dava prêmios valiosos, inclusive chegou a dar mais de uma vez um automóvel para o primeiro lugar. Desta maneira, ininterruptamente recebíamos e-mails onde participantes reclamavam da pontuação, outros questionavam as regras, mais alguns pediam que fossem abertas considerações para seus casos que eram diferentes e por aí vai.

Muitos questionamentos faziam sentido e o comitê deliberava. Porém, de vez em quando aparecia alguma pergunta boba, uma reivindicação sem sentido ou mesmo aquelas perguntinhas capiciosas que tinham como única intenção desbancar quem tem que responder. Para essas casos, não era incomum alguém do comitê levantar a hipótese de simplesmente não responder. Num desses casos me lembrei da seguinte fábula, que sinceramente não sei mais onde lí.

“Conta-se que certa feita um jovem maldoso e inconseqüente resolveu pregar uma peça em um idoso e experiente mestre, famoso por sua sabedoria.
- Quero ver se esse velho é realmente sábio, como dizem - pensou - Vou esconder um passarinho em minhas mãos. Depois, em presença de seus discípulos, vou perguntar-lhe se está vivo ou morto. Se ele disser que está vivo, eu o esmagarei e o apresentarei morto. Se ele falar que está morto eu abrirei a mão e o pássaro voará.
Realmente, uma armadilha infalível, como só a maldade pode conceber. Aos olhos de quem presenciasse o encontro, qualquer que fosse a sua resposta, o sábio estaria incorrendo em erro. E lá se foi o jovem mal-intencionado com sua armadilha perfeita. Diante do ancião acompanhado dos aprendizes, fez a pergunta fatal:
-Mestre, este passarinho que tenho preso em minhas mãos, está vivo ou morto?
O sábio olhou bem fundo em seus olhos, como se examinasse os recônditos de sua alma, e respondeu:
-Meu filho, o destino desse pássaro está em suas mãos."

Essa situação é um bom exemplo de união entre prática e teoria. A partir daí nenhuma pergunta ficou sem resposta, por mais boba que fosse. Quando recebíamos como consultas as "pegadinhas" ou colocações mal intencionadas, as respostas eram feitas conforme bula de remédio, ou seja, explicando tim tim por tim tim cada situação. Depois de um tempo, somente recebíamos questionamentos plausíveis.

Enfim, o silêncio nunca é uma boa resposta, porque permite ao outro lado interpretar da forma com que quiser, o que sempre gera polêmicas.