segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Será que a Bruxa está à solta?


Não sei se é coincidência, mas de uns meses pra cá, alguns amigos meus têm vivido situações complicadas e com um ponto em comum: de uma hora para outra perderam renda. Um deles, hoje, me perguntou o que fazer depois de viver um terremoto em sua vida. Sinceramente, não acredito que haja de verdade um terremoto na vida de nenhum deles e mesmo que houvesse, também não sei se eu saberia a resposta, embora eu considere que muitos terremotos já me aconteceram, mas lembrei de uma situação que me foi contada num destes momentos difíceis.

Corre uma história que em 1775 a cidade de Lisboa sofreu com um grande terremoto. O rei, Dom José perguntou ao General Pedro D’Almeida, Marquês de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: “Enterrar os mortos, Cuidar dos vivos e Fechar os portos”. Baseado nesta narrativa, eu acredito que possa dar alguma luz aos “lisboetas daqui”. Creio que devem começar por “Enterrar os mortos, Cuidar dos vivos e Fechar os portos”.

Imaginem que “os mortos” sejam as perdas acontecidas, que cuidar dos vivos seja manter a mesma motivação para fazer as outras e fechar os portos, as suas atitudes posteriores visando não gerar os mesmos problemas. Uma crise profissional trás preocupação e pode ser um efeito a desencadear uma série de outras conseqüências. Se juntarmos a isso um pouquinho de ansiedade e a mania que a maioria das pessoas têm de prever tudo na pior das possibilidades, aí poderemos contar várias noites em claro, alguns problemas de saúde e, em decorrência disso, atitudes defensivas, a perda da pegada e o abatimento.

Com o tempo o cidadão abaixa a guarda e passa a ter resultados piores a cada dia. A maioria das pessoas com problemas perdem mais tempo lamentando-se pelas perdas do que cuidando de fortalecerem-se para poderem recuperar o prejuízo. Frases como “a bruxa está à solta” são comuns. Precisamos então, enterrar o passado ruim, cuidar do presente para dar conta do recado e fechar os portos para não permitir que pensamentos negativos atraquem novamente.

Se tiver aliados com quem contar, valorizar a parceria é muito importante, pois ser orgulhoso nesta hora de nada resolve. Ser decididamente honesto, preservar sua honra, abrir a cabeça e saber aproveitar as oportunidades também é fundamental. Em momentos de crise, agir como sempre agimos tem menores chances de dar resultado do que agir de forma surpreendente. Como ouvi uma vez, "em momentos de crise, quando todos estão chorando, alguém sempre resolve vender lenços".

E você, vai continuar dando ibope para a bruxa?

2 comentários:

  1. NOSSA AGUINALDO, QUE PAULADA. EU PRECISAVA LER ISSO MESMO. A GENTE FICA MUITO NEGATIVO, MAS AINDA DÁ TEMPO DE REVERTER. OBRIGADO

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  2. Perfeito! A motivação de querer superar as barreiras é que nos torna melhores naquilo que fazemos!
    Como você disse: a vida é feita de oportunidades, enquanto uns choram, outros vendem lenços! O momento da crise deve dar espaço para a "venda de lenços"!
    Vendamos nossos lenços!

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