quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Celular, uma praga do mundo moderno


A tecnologia nos ajudou a resolver inúmeros problemas, como a falta de espaço físico para armazenamento de documentos e que hoje são guardados em CDs ou o tempo que se perdia em consultas às bibliotecas e que atualmente são facilmente feitas pelos mecanismos de buscas na internet. Por outro lado, trouxe também diversas doenças corporativas, ou seja, as dependências e vícios dos quais o ser humano é vítima.

Enquanto as crianças deixaram de jogar botão para disputar partidas eletrizantes no Winning Eleven, os profissionais abandonaram os arquivos e livros de ata para operar através dos computadores. O telefone fixo raramente é usado e o rádio ou celular chega quase a substituir o ramal. Mais simples, mais prático e mais rápido, este tem a vantagem de encontrar a pessoa diretamente, sem ter a perda de tempo de passar por uma telefonista que transferiria a ligação, correndo ainda o risco do sujeito não estar na sala.

Acontece que o telefone celular gera alguns efeitos colaterais, como a falta de concentração e privacidade. Atualmente as salas de aula de todos os níveis de instrução mais parecem um Call Center do que um local de estudos. Celulares tocam indiscriminadamente e infeliz do professor que tenta tomar uma atitude contra eles. Outro problema é a inconveniência das câmeras embutidas que fotografam as pessoas em qualquer lugar, inclusive indiscretos. Além disso, a conta do telefone celular para muitos é um grande problema financeiro. As pessoas têm problemas, ficam deprimidas e usam o celular para contarem suas dores aos amigos mais próximos e confidentes, com isso a conta vai crescendo e a depressão também.

Há alguns dias, conversando com um colega de trabalha viciado em celular, fizemos as contas de quanto seria sua economia durante os 5 anos em que trabalhamos juntos se, em vez de gastar cerca de R$ 350,00 de telefone móvel, gastasse apenas os R$ 50,00 normais de um cidadão comum. Chegamos à conclusão que tal economia daria para comprar um Corsa ano 2008. Sabemos que atualmente é impossível para a maioria dos profissionais de ponta não carregarem um telefone a tiracolo, mas a tecno-dependência nos causa mais transtornos do que vantagens.

Sendo assim, precisamos assumir o papel de DONOS dos nossos equipamentos e não o de DOMINADOS por eles. Devemos usar a tecnologia para nos ajudar sem termos que pagar o preço da dependência obsessiva. Caso contrário, em mais alguns anos, faremos vir à realidade a previsão do antigo escritor tcheco, Karel Capek, que escreveu na década de 20 a peça "Rossum´s Universal Robots", onde cientistas criavam robôs escravos que no final da estória se voltavam contra seus criadores e dominavam o mundo.

5 comentários:

  1. Há pouco tempo falei dessa dependência tecnológica, especificamente do celular, em meu blog, comentando o absurdo das pessoas não estarem mais "presentes de fato" em lugar algum.
    Amigos estão na mesma mesa, mas cada um troca mensagem com outros e não prestam mais atenção no papo "local", pessoas em restaurantes que ficam ao celular, nas salas de aula (como você mesmo citou), já tive alunos que não paravam de sair e entrar e quando eu reclamei ela ainda falou "estou indo atender o celular", no que eu a convidei a ficar lá fora, só no celular; enfim, exemplos não faltam...
    E, o pior, é que 80% de toda essa "conversa" e troca de mensagens pelo equipamento é dispensável (bobeirinhas com amigos, namorados(as), etc).
    Acho que temos que fazer as nossas escolhas, até da hora em que escolhemos sair com os amigos e, então, desligar o celular.
    Ah propósito, numa conversa com uma amiga, que qdo saia comigo ficava só no SMS, falei que achava isso falta de educação, ela achou um absurdo eu querer "exclusividade", a conversa "descambou" e, por mais incrível que pareça, ela rompeu uma amizade que tínhamos há 15 anos. Tudo porque ela depende das letrinhas trocadas por SMS.
    Perdemos todos os valores...

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  2. Concordo com você. Devemos usar o celular somente em caso de necessidade, para resolver questões urgentes, ou para combinar alguma coisa, para "jogar conversa fora" o melhor é pessoalmente.

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  3. As tecnologias existem para que o nosso tempo possa ser aproveitado com aquilo que realmente nos dá prazer. No entanto, a cada dia que passa ficamos mais escravos destas benesses tecnológicas e, ass...
    esperaí que meu celular está tocando...

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  4. Eu até concordo com os "efeitos colaterais" causados pela dependência tecnológica que temos hoje, aliás eu mesmo sou uma das vítimas, ainda que não de forma tão brutal como se vê por aí.
    O fato é que desde os primórdios a humanidade vem sofrendo sucessivas transformações decorrentes de eventos de grande impacto que mudam o modo de as pessoas viverem. Foi assim quando o homem inventou a roda, quando surgiu a televisão, internet, etc. E logo algo irá surgir e nos fará lembrar de como era "bom" quando tínhamos apenas que receber emails e SMS no telefone celular.
    Enfim, eu acho que a evolução tecnológica sempre trará benefícios e malefícios, é inevitável. O homem apenas deve estar no comando da tecnologia e não ela comandando o homem.

    Um abraço!

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  5. Procuro usar o celular apenas para falar ao fone.
    E qdo se faz necessario. POnto.

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