segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O que você faria se...?


O que você faria se voltasse no tempo? O que você faria se novamente pudesse escolher que curso vai fazer na faculdade? O que você faria se hoje fosse o seu primeiro dia de trabalho? O que você, que está casado, faria de estivesse no início do namoro? Você faria algo diferente ou manteria as mesmas escolhas?

A personagem Carolina, do filme “A Dona da História”, de Daniel Filho, vive essa oportunidade. Carolina (Marieta Severo), aos 55 anos de idade, começa a questionar seu casamento e todos os sonhos que tinha na juventude. Como num passe de mágica, ela (agora vivido por Débora Falabella) volta aos 18 anos e tem a possibilidade de tomar decisões que foram cruciais em sua vida, como ter se casado com aquele marido, ter aproveitado certas oportunidades e aberto mão de tantas outras.

O fato é que o arrependimento faz parte de nossa vida. Até mesmo quem nunca escolhe nenhum caminho, um dia poderá se arrepender de não ter escolhido. Arrepender-se significa ter aprendido alguma coisa, mas não necessariamente quer dizer que a melhor opção seria outra. Há casos, como no filme, que tendo vivido diversas possibilidades, Carolina conclui que escolheu o que deveria ter escolhido e que era sim uma pessoa feliz.

Muitos falam diariamente que não deveria ter escolhido a carreira de “X”, mas sim a “Y”; não deveria ter optado por se casar com o jovem charmoso e pobre, mas sim com o nerd de família rica; não deveria ter permanecido morando com a família, mas sim ter ido embora para Londres quando os amigos foram tentar a vida no exterior. Porém, se estas pessoas tivessem feito tudo isso, hoje poderiam estar a reclamar também: “eu deveria ter escolhido algo mais rentável para trabalhar, eu deveria ter casado com a pessoa que eu amava, eu deveria ter ficado em meu país”.

Enfim, meu artigo não sugere nenhum conformismo, mas sim a reflexão de que a vida é feita de decisões e que todas as escolhas que fazemos tem preços e recompensas. Nós é que temos o hábito de somente darmos conta dos preços que pagamos, como se as recompensas já fossem mesmo fazer parte de nossos destinos. Procure viver o melhor da vida com as decisões que você tomou. Se acreditar que pode fazer algo diferente, faça... afinal nunca é tarde para começar uma carreira, um casamento, um sonho.

Melhor que começar algo novo, é RE-começar. Isso significa que também é possível renovar-se na mesma profissão, no mesmo casamento ou nos antigos sonhos. Isso porque o erro pode não ter sido na escolha e sim na condução das coisas escolhidas. Se a conclusão for esta, comece outra vez, fazendo agora da maneira certa.

5 comentários:

  1. Nós sempre temos vontade de voltar aos 18 com a experiencia que temos hoje para podermos fazer tudo de novo. Mas isso é impossivel, então precisamos fazer tudo de novo tendo 49 anos mesmo, o importante é fazer.

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  2. Bom dia Gui,

    Realmente em nossa vida temos escolhas somos responsáveis por ela, abençoados e responsabilizados também, mas o que seria sem poder dizer que temos aquilo que buscamos, mesmo não sendo exatamente da forma que pensavamos que seria, sempre vale a experiência de tentar e acreditar.

    bjs e boa semana.

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  3. Toda escolha tem um preço e, qual de nós, em algum momento remoto que seja, não se perguntou:
    Será que estou fazendo a escolha certa?
    Muitas respostas só o tempo dá e por isso, creio que pior que fazer uma escolha errada seja não fazer escolha alguma.
    É isso. Ou não?

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  4. Esse texto, tão ben escrito,chegou num momento de muita reflexão e qustionamentos.
    Eu teria feito algumas coisas diferentes:talvez instido mais em outra carreira,sempre quis ser jornalista, mas um bom salario falou mais alto...
    Teria vivido meus poucos e grandes amores e casado mil vezes com o mesmo marido,não teria voltado a morar em Ibitinga...
    Fim de ano, ano de reflexão e sempre tempo de mudanças!

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  5. Muitas vezes o arrependimento é inevitável... mas já que o tempo não volta, o que resta é aprender a tomar melhores decisões e procurar enxergar as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem... Recomeçar, sempre!!! Conformismo dá urticária...

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