segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ponto de Vista


Uma vez ouvi alguém dizer que uma folha de papel, por mais fina que seja, ela sempre tem dois lados. Isso foi dito para mostrar que sempre há mais de mais versão para os fatos ou mesmo mais de um ponto de vista para o que é certo e o que é errado.
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Lembro-me de uma vez quando ouvi um profissional experiente de minha empresa aconselhando outro mais jovem a se afastar de determinada pessoa, dizendo:

- Aquela pessoa não é honesta, não se misture com ela...

A resposta do novato veio imediatamente e sem titubear:

- Ela pode não ser honesta para você, mas nunca tratou mal... sempre me respeitou.

O mais velho pensou, olhou e perguntou:

- Para você, o que é respeito?

Encabulado, o jovem respondeu sem muita certeza:

- Ah, sei lá, é quando a pessoa te trata bem, é educada... não sei dizer ao certo.

Já prevendo que a resposta seria essa, o experiente expôs o seu ponto de vista:

- A minha concepção de respeito não é o tratamento com simpatia, mas sim com justiça. Uma pessoa que te respeita não mente para você, não te engana, não te passa pra trás. Ao meu ver, me respeita muito mais alguém que se esquece de pedir por favor mas faz o que prometeu fazer, do que aquele outro muito amável, mas que eu não posso contar com sua palavra.
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As pessoas têm concepções diferentes do que é RESPEITO, EDUCAÇÃO, ALEGRIA, FELICIDADE, SORTE, AMOR, SUCESSO, etc. O que pretendo expor com esse breve artigo é que a definição do “bom ou ruim” se dá a partir do ponto de vista de cada um.

OLHAR NO OLHO: Meu pai sempre pedia que eu olhasse em seus olhos enquanto ele falava, mas na escola eu tinha um colega japonês que quando tomava bronca do pai tinha que olhar para o chão. Isso acontece porque na cultura japonesa, olhar para os olhos de uma pessoa mais velha significa que se está desmerecendo sua autoridade.

DIRIGIR BEM: Para alguns, bom motorista é o que nunca bateu, nunca foi multado, anda dentro do limite de volocidade permitido na via. Para outros, dirigir bem é saber fazer o transito fluir, utilizar a sua própria faixa de rodagem e ter visão defensiva. Tive uma vizinha que se orgulhava dizendo que possuia habilitação há 30 anos e nunca havia se envolvido em acidente. Ao ouvir isso, seu marido cochichava que nesses 30 anos de habilitação ela deveria ter saído com o carro, no máximo umas 30 vezes, por isso nunca havia tido chance de bater.

Enfim, tudo é uma questão de ponto de vista e para que não haja conflitos é preciso que cada um, embora tenha o seu, respeite o do outro.

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