sábado, 29 de janeiro de 2011

Vai entender o ser humano!!!


O maior problema do Adilson é a dívida que contraiu ao longo de um período em que ficou desempregado. Segundo ele conta, passa noites sem dormir pensando nos juros, no fiador e na sua capacidade de continuar se sustentando. O irmão dele diz que isso é normal e que vai passar, pois dívida todo mundo tem por um período na vida. Este último diz que problema mesmo é o que ele enfrenta agora, com sua separação litigiosa, sua ex-esposa com raiva e a nova namorada irritada com essa situação.

A Anita tem como maior problema a data de vencimento do IPVA do seu carro, que é antes do seu dia de pagamento. Ela está irritadíssima com o governo que é insensível ao problema de cada um. O filho dela, Alex, é estudante, tem 17 anos e não que fazer faculdade no ano que vem porque disse que quer descansar. Segundo Alex, o seu maior problema é que seus pais não o entendem e acham que ele tem que ser uma máquina de saber.

A outra filha do casal, Alessandra, quer pintar o cabelo de verde e colocar um piercing no lábio, mas os pais dizem que não pode. Seu pai inclusive autorizou o adereço no nariz, mas no lábio não e esse é o problema que tira o sono dela. Seu namorado Jaques está aflito com a possibilidade de servir ao exército, pois se alistou agora em janeiro. Jaques diz que não consegue parar de pensar nem por um instante sobre a possibilidade de ser obrigado a entrar num quartel por um ano de sua vida.

O Guilherme tem 14 anos e está “ficando” com uma menina, mas a mãe dela não deixa que eles se vejam, pois acha a filha muito nova. Faz umas duas semanas que o garoto anda meio desconcentrado e com pensamento distante. O irmãozinho dele tem 8 anos e passa quase que o dia todo na quadra do condomínio jogando bola. Ele está bravo e chega a chorar porque os meninos mais velhos não o deixam jogar basquete, pois é baixinho demais. E o outro irmão de 4 anos está “doente” pela morte da cachorrinha Stella, que foi atropelada.

Mas interessante mesmo é o Nabor, de 15 anos, que estava empenhado em ganhar um tênis de marca no Natal e, segundo falava abertamente, se não o ganhasse não sairia mais na rua, pois não admitia que todos tivessem aquele tênis e ele não. Acontece que uns dias antes do Natal ele teve sua bike roubada e aceitou fazer um acordo com o pai: me dá outra bike e o tênis pode ser de uma marca mais barata.

Engraçado como as pessoas tem problemas diferentes, mas todos acham que os seus são maiores que os dos outros. E quando resolvemos o nosso maior problema, passamos a eleger os problemas menores como insolúveis. Parece que quando não temos problemas grandes, os menores crescem. Não crescem?

Vai entender o ser humano!!!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Você é dependente do quê?


O mundo moderno nos apresenta uma série de tecnologias. O carro tem cada dia mais conforto: som, ar condicionado, DVD, bluetooth com viva-voz para o celular, que por sinal, está a cada dia mais incrementado. O celular tem câmera fotográfica, MP4, vídeo, TV digital, GPS para usar no carro. Aliás, as duas coisas parecem estar totalmente ligadas (carro e celular), mesmo havendo uma quantidade enorme de campanhas dizendo o contrário: “- Não use o celular ao dirigir!!!” A TV também passou por uma enorme transformação, não somente na tecnologia de recepção de sinal, mas principalmente na questão estética. Antes era quadrada, pesada e com uma telinha minúscula. Agora é enorme, fina e bem mais adaptável a qualquer canto, inclusive possível de se pendurar na parede igual a um quadro.

Minha avó se produzia para ir a casa da vizinha assistir a novela, minha mãe se levantava a toda hora para girar o seletor de 13 canais, meu tio se deitava no tapete da sala e mudava as estações apertando os botõezinhos com o dedão do pé (só pra não ter que se levantar), eu assistia um filme em vídeo-cassete com o controle com fio e hoje assisto a um DVD  deitado na cama e usando controle remoto. Quando comecei a navegar pela internet, o meu computador ficava num canto da casa ligado a um monte de fios, mais tarde comprei um notebook e um fio de 10 metros que me permitia navegar pela internet deitado na cama e assistindo TV. Hoje tenho wireless... e se eu preferir, assisto TV pelo computador (inclusive dá pra baixar um filme na internet e ligar um aparelho no outro).

Isso tudo é muito bom, a menos que escravize a gente. E o que eu tenho visto é que muitas pessoas são escravas da tecnologia, como carro, celular, computador, TV, GPS, etc. Há alguns dias eu escrevi sobre o vicio de se falar ao celular e recebi alguns e-mails concordando e outros dizendo que eu sou quadrado. Hoje questiono outros vícios não tão recentes assim, pois meu tio na década de 80 já pegava o carro para ir à padaria na mesma rua. É evidente que a tecnologia vem para nos ajudar a superar as dificuldades, mas vira um problema quando a gente não consegue mais superar as tais dificuldades quando não tem a tecnologia disponível. Um amigo meu diz que odeia desligar seu celular, ainda que dentro do avião, outra amiga quase surta quando viaja a lazer e o hotel não tem internet sem fio, outro alguém que conheço liga a TV nem que seja para ouvir barulho e um ex-colega de trabalho já não sai mais de casa sem seu GPS (é sempre bom, posso precisar).

É engraçado, mas antes a gente não saía sem guarda-chuva... e olha que São Pedro tem estado muito mais furioso do que naquela época. Mas, por fim, me lembro que quando eu era criança, morava em um bairro que ocasionalmente faltava água e quando isso acontecia, a família toda precisava tomar banho de canequinha para cumprir seus compromissos do dia, como trabalho e escola. Recentemente fiquei sabendo de alguém que não foi ao trabalho devido a falta de água em seu bairro, já que isso o impediria de tomar banho. Se fosse na minha época de criança, esse alguém teria que faltar ao serviço várias vezes por mês, já que o abastecimento era algo não muito regular... A diferença é que naquela época não éramos tão dependentes do chuveiro quente e moderno como somos hoje, então vamos dar um desconto. Nesse ritmo, futuramente as pessoas vão faltar ao trabalho se seus celulares quebrarem, pois transitar pela rua sem o recurso do telefone móvel pode se tornar um risco inaceitável nas próximas décadas.

E você, é dependente do quê?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Braço Curto do Tio Roy


Tio Roy era um personagem do seriado norte americano “Família Dinossauro”, melhor amigo de Dino (o personagem principal) e caracterizado por ser um Tiranossauro Rex, uma espécie do período cretáceo de braços mal desenvolvidos e curtos. Em alusão a isto, ele passou a dar nomes a algumas pessoas no mundo corporativo. Toda empresa sempre tem um Tio Roy. É aquele que, na gíria, também podemos chamar de “braço curto”, preguiçoso ou folgado. Aquele que sempre transfere suas responsabilidades, sempre pede a outros que façam suas tarefas e quando são solicitados, sempre vão dizer que estão ocupados (ainda que seja com o free cell).

Telefonar para clientes, resolver problemas diretamente e encontrar soluções nunca é bem visto por quem se enquadra nesse perfil. Prefere sempre pedir que outro faça isso. No máximo, ele dá as coordenadas. Quando tem um pouco de poder, o Tio Roy moderno adora determinar coisas que agora são da responsabilidade de outros departamentos. Aquilo que tradicionalmente é feito pelo departamento dele, passa a ser feito por outros. Aquilo que antes vinha para ele fazer, agora tem que vir pronto, somente para ele despachar. E se tiver erros, a culpa é de quem fez e não dele.

Nenhuma empresa quer o Tio Roy. Nenhum profissional quer tê-lo como colega de trabalho. Mas infelizmente e na contra-mão da nossa vontade, ele existe. E o pior é que se manifesta depois de alguns anos, pois no início é sempre muito prestativo. Depois de alguns anos e uma suposta estabilidade, ele aparece com sua postura arcada. Não dura muito nas empresas, isso é verdade, mas sempre é substituído por outro da mesma espécie, como se fosse um herdeiro. Combatê-lo? A melhor maneira de combater o “braço curto” é não se tornando um “braço curto”. A partir daí, exija dos outros o proporcional às suas ações. E quem quiser mesmo assim se tornar um Tio Roy, que se prepare para a queda, pois ela chega.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eles não sabem administrar


Um personagem muito comum nas empresas é o “Sabe Tudo”. Geralmente uma pessoa experiente, mas que alimenta certa frustração por não ter conquistado posições equivalentes a outros que ele considera menos merecedores. Aliás, merecimento é uma palavra muito relativa para pessoas com esta característica, já que nunca acreditam que outros deveriam ter coisas que ele próprio não tem.

Mas voltando ao nosso personagem, é o cara que sempre sabe mais que os outros, que sempre diz o que deveria ser feito pelos superiores, mas nunca assume a responsabilidade pelas conseqüências de suas idéias. Quando sua empresa se destaca em algum cenário, não perde a oportunidade de falar na primeira pessoa do plural, incluindo-se como responsável pela tacada certa. Mas quando alguma coisa dá errado, frases como “eu sabia” ou “eles não sabem administrar” são proferidas em todos os cantos.

A inveja é um sentimento típico daquele que não acredita que pode conquistar coisas maiores, que não reconhece o esforço que outros possam ter tido para chegar a determinados degraus. Um carro novo, a compra de um apartamento ou uma promoção do colega ao lado pode desencadear um volume de energia negativa sucedida por comentários ou ações vindas do invejoso intencionando apenas a queda do suposto adversário. Também é interessante dizer que o invejoso não quer crescer, mas sim que o outro não cresça. Ter um olho na terra de cegos é o grande sonho daquele que não quer se esforçar. Ser destaque entre os que se nivela por baixo é muito mais confortável, porém nunca é sustentável.

Pessoas que contam vantagens dizendo “meu santo é forte” e ao mesmo tempo se lamentam pelas dificuldades, ou outros que, para criticarem seus chefes, gabam-se por já terem trabalhado em grandes empresas, porém se esquecem que se não trabalham mais nelas, talvez não tenham motivos para se gabar. Falam mal do carro novo do vizinho e da casa que o outro amigo comprou, desdenham do curso que o estagiário está fazendo, pois “na minha época tinha um curso muito melhor do que os de hoje... lá sim se aprendia”. Também dizem que a namorada do rapaz do andar de cima não é moça para ele: “Ela ainda vai aprontar com ele, você vai ver”.

Diz um amigo meu muito bem sucedido que quando percebe que alguém o inveja ele fica muito satisfeito, pois significa que está fazendo algo de bom a ponto de provocar inveja nos outros. E o que fazer com o invejoso? Não lhe dê atenção. Caso seja impossível esquecê-lo ou livrar-se do mesmo, dê a ele de presente o livro “Midas & Sadim”, escrito pelo empresário Ricardo Bellino. No livro, Sadim seria a antítese do Rei Midas, aquele que em tudo o que toca vira ouro. O Sadim, ao contrário deste, em tudo o que toca vira m... fofoca.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A diferença entre Sucesso e Felicidade

Um dia desses um leitor fez uma crítica a um dos meus artigos, refletindo sobre o sucesso ser mesmo necessário para a nossa felicidade, pois segundo ele (e eu concordo com ele) não é. Completando o que ponderou o leitor, a falta de sucesso também pode ser o caminho da evolução, através do que nós, os empresários, chamamos de “desafios”. Os religiosos chamam de “provação” e pregam que a insistência na fé leva a conquistar uma vida melhor. A evolução é algo que vem com o tempo, mas não necessariamente acontece com todos, afinal há uma enorme parcela da população que simplesmente sobrevive, que vive limitado aos paradigmas adquiridos em tempos de escassez e não anseiam por um futuro melhor.

Por outro lado eu concordo que muitas vezes o perfeccionismo exagerado e a ânsia pelo “poder” nos leva a um sofrimento desnecessário. Acredito que foi o Raul Seixas que escreveu “Quem dera eu fosse burro, assim não sofreria tanto”, mas me lembro de ter ouvido a frase no CD do Barão Vermelho também e acho essa uma frase muito interessante para começarmos a refletir a respeito da diferença entre ter sucesso e ser feliz. Em alguns casos é sim muito mais sábio ser “burro”, mas nem sempre.

A conquista de uma coisa boa pode trazer um risco maior ou um problema e tanto as pessoas inteligentes sabem disso que às vezes um time de futebol decide perder um jogo para enfrentar um adversário mais fraco na fase seguinte do campeonato. Mas o perigo é que isso é puramente “razão”, enquanto que a nossa vida é composta também de emoção (e até o sentimento que geramos quando sabemos que um adversário é mais forte ou mais fraco pode ser chamado de emoção). De fato, é importante ser feliz, mesmo dentro de aparentes 'não-sucessos', mas não podemos negar que a auto-confiança tão necessária na busca pelo sucesso nos gera mais condições de felicidade.

Tenho uma amiga que faz um curso de comissária de bordo e reclama diariamente da qualidade da escola. Quando a gente pergunta o motivo dela então não trocar de curso, responde que permanece lá porque já pagou. Eu acredito que pior do que perder o dinheiro investido é perder, além do dinheiro, também o tempo, a paciência e a oportunidade de procurar outro melhor. Um outro amigo meu foi num almoço por conta da empresa e simplesmente comeu o dobro do que está acostumado, afinal era de graça. De tanto que comeu, passou a tarde e noite com dor de estômago, mas feliz por ter aproveitado a churrascaria... Isso não é coisa de otário?

A explicação de tais insanidades é que a sensação de ganhar ou perder nos gera sim algumas insanidades. Saber controlá-las e definir com quais quer continuar significa inteligência. Ter sucesso não pode ser querer sempre conquistar mais, mais e mais. Tudo o que não tem limite vira vício ou fanatismo. Ter sucesso é alcançar aquilo que a gente tem vontade de alcançar, é conseguir fazer algo que a gente quer fazer. Isso não quer dizer que só podemos ser felizes ao conquistar nossos objetivos. A diferença entre “ser feliz” e “ter sucesso” é que para ser feliz você não precisa de mais nada a não ser do seu contentamento, enquanto que para ter sucesso você precisa de auto-estima, ambição, atitude, meta, trabalho e um bom poder de execução.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A simplicidade ganha terreno


O mundo moderno, a concorrência e a intensa procura por novos nichos de mercado vêm dando origem a uma série de produtos e serviços que trocam o glamour do século passado pela eficácia e simplicidade dos anos 2000. Aos poucos, avião voltou a ser para transportar, hotel para dormir e cursos para aprender.

Classe Econômica:

Cada dia que passa o brasileiro vem ganhando gosto por coisas boas e com preços baixos. Foi-se a época em que as companhias aéreas serviam refeições nos vôos regionais, pois cada vez mais as barras de cereais e saquinhos de biscoito têm substituído os risotos e carnes cozidas. As passagens aéreas têm ficado mais baratas a cada dia, o brasileiro tem viajado mais de avião e, segundo ouvi alguém da área comentar, o que gera a economia nem é tanto a troca dos produtos alimentícios, mas sim a facilidade de seu armazenamento, já que para servir snacs não há necessidade de haver um forno a bordo, gerando assim economia de espaço, peso e conseqüentemente, combustível. E afinal, a gente compra uma passagem aérea procurando transporte ou gastronomia?

Hotéis em sistema Self Service:

Na semana passada eu estive em Belo Horizonte e fiquei num “hotel econômico”. Esse é o nome que se dá a um conceito de hotéis com baixo custo, porém com alto conforto e qualidade. Eles têm dezenas de apartamentos por andar, quase nenhuma decoração, não há frigobar nos quartos e nem gente para carregar suas malas, por outro lado tem uma boa cama, um bom chuveiro e silêncio. O valor da diária é, em alguns casos, 50% menor do que os hotéis convencionais. Os críticos dizem “mas o café da manhã é menos sortido e ainda tem que pagar a parte". Mas em minha opinião ainda assim vale a pena, pois o nosso desjejum normalmente não consome tudo aquilo que está disponível no buffet. E afinal, a gente se hospeda num hotel para passar a noite ou para tomar o café da manhã?

Conhecimento ou competência:

A minha própria área de atuação, que é de idiomas, tem um exemplo pra dar: muitas vezes as pessoas fazer cursos de inglês por vários anos e chegam ao final tendo adquirido um enorme conhecimento teórico, mas sem nenhuma capacidade prática de se comunicar. Não me lembro exatamente, mas acho que era Tolstoy quem dizia que conhecimento é uma coisa e competência é outra e isso explica tanta gente com diploma, que seria capaz de tirar nota dez num teste escrito, mas sem a menor condição de manter um diálogo com alguém em inglês. Atualmente têm feito mais sucesso os cursos de curto prazo e que desenvolvem diretamente a competência da comunicação. Afinal, fazemos um curso para ter diplomas ou para aprendermos a nos comunicar?

Cursos tecnológicos e de educação à distância:

Em meados da década de 1990, as empresas multi nacionais começaram a invadir o Brasil e com isso, o mercado de trabalho passou a exigir uma formação superior de profissionais de meia idade que pensavam estarem tranquilos em suas posições. Mas com o formato educacional da época, quem quisesse fazer uma faculdade, teria que prestar um vestibular bastante desafiador e encarar no mínimo quatro anos de aulas, com cinco dias por semana em curso presencial. Fazer uma faculdade tinha muito mais o objetivo de fundamentar aquilo que o cidadão já fazia do que ensiná-lo a fazer. Foi aí que surgiram as EADs, faculdades ou cursos tecnológicos de ensino à distância e muitas vezes com duração reduzida, onde o profissional aprende o nome de quem inventou aquela teoria que ele usou na empresa durante toda a vida. Como a intenção da faculdade é formar profissionais práticos e não apenas teóricos, dependendo do seu objetivo os cursos nesse formato podem ser um grande negócio, pois o glamour de entrar em primeiro lugar na USP pode continuar sendo uma tara dos mais jovens, mas geralmente passa longe da vaidade dos mais experientes. E pelo que tenho visto, quem faz faculdade à distância não tem tido motivos para reclamar dos resultados.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É hora de colocar suas metas no papel


É claro que não precisa terminar um ano e nem começar outro para a gente estabelecer metas e decidir mudar ou melhorar nossa vida. Mas também precisamos confessar que este momento do ano nos trás um clima favorável para isso. E sempre quando temos algo favorável, devemos aproveitar.

Então comece pensando o que você para sua vida nesse ano. Confira quais são os seus sonhos que sejam possíveis de se realizarem nos próximos 12 meses. A partir daí, estipule metas de curto (até fevereiro), médio (primeiro semestre) e longo prazo (final do ano) que resultem na realização desses sonhos. Ao estipular tais metas, verifique se são metas válidas.

Metas válidas são aquelas que não são nem muito fáceis e nem beiram o impossível. Pois se elas forem muito fáceis, não significarão nenhuma conquista e se forem impossíveis, você desistirá ao perceber que está muito longe de conquistá-las. Uma meta deve ser maior do que aquilo que você está acostumado a fazer, a ponto de ficar feliz quando conseguir cumpri-la e deve ser dentro do possível, a ponto de se revoltar caso não a alcance. Depois de ter as metas definidas, elabore uma estratégia para chegar lá. Defina que caminho vai seguir, quem serão as pessoas a te ajudar e quais recursos estarão disponíveis.

Um recurso muito útil é ter todas as suas metas por escrito. Trace tudo isso num caderno, com datas para acontecer. Se tiver dificuldades de fazer assim, escreva uma redação dizendo o que quer conquistar. Se quiser ser um pouco mais caprichoso você pode fazer o seu “caderno dos sonhos”. Para isso tenha um caderno e estipule títulos para as páginas, como “carro”, “casa”, “viagem”, “roupas”, “saúde”, etc. Cole figuras correspondentes as suas metas e anote até quando quer conquistar aquilo.

Eu mesmo fiz um destes na virada do milênio. Eu tinha o sonho de ter um determinado carro, que naquela época ainda era importado. Fiz alguns recortes de revista, colei na página “carro” do meu caderno e estipulei que seria minha próxima conquista. Depois de um tempo, não consegui comprar um 0 Km, mas comprei um semi novo e depois fui evoluindo. Em outro momento, colei uma foto minha de uma época em que eu era mais magro e determinei que eu queria emagrecer. Esta meta eu consegui cumprir integralmente.

Ao longo do ano, não desista de suas metas (custe o que custar). Cada vez que você desiste de uma meta, você enfraquece esse recurso a ponto de no futuro ele não funcionar mais. Se precisar, refaça as estratégias, busque novos recursos e em último caso até estenda as datas, mas não desista dos seus sonhos, que serão conquistados com o cumprimento das metas.

Vamos lá, agora é contigo. Mesmo sem te conhecer, eu confio em você!