domingo, 16 de janeiro de 2011

Eles não sabem administrar


Um personagem muito comum nas empresas é o “Sabe Tudo”. Geralmente uma pessoa experiente, mas que alimenta certa frustração por não ter conquistado posições equivalentes a outros que ele considera menos merecedores. Aliás, merecimento é uma palavra muito relativa para pessoas com esta característica, já que nunca acreditam que outros deveriam ter coisas que ele próprio não tem.

Mas voltando ao nosso personagem, é o cara que sempre sabe mais que os outros, que sempre diz o que deveria ser feito pelos superiores, mas nunca assume a responsabilidade pelas conseqüências de suas idéias. Quando sua empresa se destaca em algum cenário, não perde a oportunidade de falar na primeira pessoa do plural, incluindo-se como responsável pela tacada certa. Mas quando alguma coisa dá errado, frases como “eu sabia” ou “eles não sabem administrar” são proferidas em todos os cantos.

A inveja é um sentimento típico daquele que não acredita que pode conquistar coisas maiores, que não reconhece o esforço que outros possam ter tido para chegar a determinados degraus. Um carro novo, a compra de um apartamento ou uma promoção do colega ao lado pode desencadear um volume de energia negativa sucedida por comentários ou ações vindas do invejoso intencionando apenas a queda do suposto adversário. Também é interessante dizer que o invejoso não quer crescer, mas sim que o outro não cresça. Ter um olho na terra de cegos é o grande sonho daquele que não quer se esforçar. Ser destaque entre os que se nivela por baixo é muito mais confortável, porém nunca é sustentável.

Pessoas que contam vantagens dizendo “meu santo é forte” e ao mesmo tempo se lamentam pelas dificuldades, ou outros que, para criticarem seus chefes, gabam-se por já terem trabalhado em grandes empresas, porém se esquecem que se não trabalham mais nelas, talvez não tenham motivos para se gabar. Falam mal do carro novo do vizinho e da casa que o outro amigo comprou, desdenham do curso que o estagiário está fazendo, pois “na minha época tinha um curso muito melhor do que os de hoje... lá sim se aprendia”. Também dizem que a namorada do rapaz do andar de cima não é moça para ele: “Ela ainda vai aprontar com ele, você vai ver”.

Diz um amigo meu muito bem sucedido que quando percebe que alguém o inveja ele fica muito satisfeito, pois significa que está fazendo algo de bom a ponto de provocar inveja nos outros. E o que fazer com o invejoso? Não lhe dê atenção. Caso seja impossível esquecê-lo ou livrar-se do mesmo, dê a ele de presente o livro “Midas & Sadim”, escrito pelo empresário Ricardo Bellino. No livro, Sadim seria a antítese do Rei Midas, aquele que em tudo o que toca vira ouro. O Sadim, ao contrário deste, em tudo o que toca vira m... fofoca.

3 comentários:

  1. Caro Aguinaldo,
    você foi muito pontual ao dizer que certas pessoas falam na 1a. pessoa do singular quando algo dá certo e se utiliza de subterfúgios como o 'eu disse', 'eu sabia' quando algo dá errado. Existe um outro tipo que se apresenta uma ideia e espera a reação do chefe: se este diz que a ideia é ótima, logo o dito cujo assume a 'paternidade da criança'; caso o chefe a rechace, o talzinho diz que 'surgiu a ideia aí na hora do almoço'.
    Já quanto ao Midas & Sadim, costumo dizer que existem pessoas que tem o toque de Midas e outras que tem o toque de M%#@as. A estas últimas, o único consolo - se é que podemos assim chamar isto - é a inveja.
    (Como é inteligente esse Aguinaldo)

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  2. Carlos,
    Para de falar que eu sou inteligente, pq eu posso acreditar...

    Um grande T. e F. Abraço

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