sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Entre a Ética imoral e Moral antiética


Tenho um grande amigo sociólogo, que de tempos em tempos solta suas filosofias esquerdistas depois do terceiro copo. Ele é uma pessoa fantástica, extremamente inteligente e com bastante preparo intelectual, mas independente disto, às vezes nossas ideias não batem. Quando isso acontece o papo se estende e após algumas alfinetadas políticas, muda-se de assunto e tudo acaba bem. Numa destas conversas ele me perguntou: Se um índio nativo e morador de uma reserva isolada lá no Xingu fosse convidado a visitar um Shopping Center em São Paulo, ele deveria vir semi-nú como vive em sua aldeia ou deveria se vestir com roupas típicas da civilização. Eu respondi que deveria usar roupas da civilização. Meu amigo então me perguntou: E se você fosse visitar a aldeia dele, como você iria vestido?

A resposta desta pergunta não é exatamente o objeto desta reflexão, mas sim indagar o motivo pelo qual as pessoas sempre querem que os outros se adaptem às suas culturas e não o contrário. Será que vale mais fazer o que é certo ou o que precisa ser feito? Devo seguir os costumes do lugar onde estou, independente de concordar ou não com eles ou devo manter minhas convicções mesmo que esteja andando na contra-mão? Devo tentar mudar o mundo e os costumes com os quais não concordo? Isso tudo, segundo Kant, depende de duas coisas: Moral e Ética.

Se uma mulher brasileira, acostumada aos trajes do verão brasileiro vai ao Oriente Médio, muito provavelmente terá que se adaptar aos costumes locais em nome da moral. Mas uma Muçulmana que mora na França não aceita a nova lei existente naquele país que proíbe o uso da Burca em seu território, pois entende que pela ética as pessoas devem mostrar o rosto. Não usar a Burca para os Mulçumanos é imoral, mas para os ocidentais franceses o ato de obrigar a mulher a usá-la torna-se um absurdo. E quando há uma lei no país que diz que todos os cidadãos devem ter seus rostos visíveis para que haja identificação, não cumprir a lei é antiético, não é? Zumbi dos Palmares agiu contra a moral existente na época quando levou os escravos aos Quilombos, mas aquilo precisava ser feito por alguém, pois a moral existente era uma moral antiética. Luis Inácio da Silva pode ter sido considerado imoral ao incentivar a primeira greve no ABC Paulista, mas aquilo também precisava ser feito. Ao mesmo tempo podemos ver alguns conselhos de ética onde seguir seus passos se torna algo totalmente imoral.

Nas empresas, muitas vezes ficamos entre cumprir uma regra a qual não concordamos ou deixar de cumpri-la em nome de nossos princípios. Da mesma forma costumes familiares característicos de nossa moral a ser guardada, quando ingressamos em uma empresa nós assumimos alguns compromissos que precisaremos seguir. Imagine um adventista, que por sua moral religiosa, não deve trabalhar por dinheiro entre o por do sol da sexta-feira até o por do sol do sábado, mas que num momento de desemprego e dificuldades, se viu na necessidade de aceitar um trabalho por escala. Acontece que a situação já melhorou e agora ele gostaria de ter todos os sábados livres. Trabalhar de sábado é ético, pois foi o que combinou com a empresa, mas imoral diante de suas crenças pessoais e religiosas. Por outro lado, pedir folgas permanentes seria um desaforo com o patrão que o ajudou quando este teve dificuldades e não seria ético agora abandonar o barco que o resgatou.

O que fazer? Algo dentro do que é possível. Tentemos nos adaptar a ética sem perder a moral e a moral sendo éticos. Assim como o índio se veste um pouco mais para vir a cidade, não seria adequado usar uma bolsa Prada na Aldeia. Assim como a mulher se cobre para não chocar o mundo Islâmico, a muçulmana francesa poderia mostrar ao menos a face a ponto de permitir que seja identificada quando está no Ocidente. Em todos os casos, o diálogo e o meio termo são remédios bem eficientes para desenvolver o equilíbrio.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Você é resistente às mudanças?

Publicado inicialmente em 14 de setembro de 2007 em http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/2007/09/14/resistente-as-mudancas/



Há alguns dias eu fui ao Mc Donald’s. Fiz meu pedido e como de costume retirei meu cartão eletrônico do bolso para fazer o pagamento. Eis que tive uma surpresa: o atendente me pediu que eu mesmo passasse o cartão na leitora. Imediatamente eu achei ruim e insisti que ele o fizesse assim como sempre foi. O rapaz educadamente pegou o cartão das minhas mãos e fez a minha vontade. A transação foi autorizada e em seguida ele me explicou esse novo procedimento. Segundo ele, o motivo que levara algumas lojas da rede a não manusearem mais os cartões dos clientes era a grande quantidade de confusões que o comércio faz, trocando ou mesmo permitindo que clientes esqueçam esses documentos nos caixas. "Muita gente perde em outro lugar qualquer e depois vem procurar aqui", disse o garoto informalmente. Mas o caso é que eu demorei para aceitar os argumentos da loja. Minha vontade era que nada tivesse mudado. Eu estava acostumado assim e assim deveria ser.

Depois de alguns minutos, já comendo meu sanduíche, comecei a refletir a respeito do ocorrido e cheguei a conclusão que a lanchonete estava certa. Errado estava eu, que sou resistente às mudanças. Qualquer dos meus argumentos seria facilmente superado pelo fato do cartão não sair das minhas mãos. É muito mais seguro e mais correto, impede fraudes que acontecem muito em locais onde a “maquininha” fica longe dos olhos do cliente. Nos últimos anos a as empresas vem passando por diversas mudanças para melhorar e modernizar o seu trabalho. Porém, algumas delas trazem estranheza às pessoas mais conservadoras, principalmente aquelas que tiveram resultados positivos trabalhando da forma tradicional. O que às vezes não percebem é que o mundo muda diariamente e que aquilo que dava resultados bons há dois anos, hoje pode estar ultrapassado e não funcionar mais.

Conforme as inovações vem surgindo, surgem também novas necessidades que precisam ser supridas e a empresa tem que se adaptar. Nessa hora, um grupo aprende e se motiva rapidamente, enquanto outro grupo torna-se resistente, sente-se injustiçado e passa a reclamar. O tempo passa e o primeiro grupo prova que a inovação é boa enquanto o segundo percebe tardiamente que está “de birra” e passa a correr atrás dos outros tentando recuperar o tempo perdido. Enfim, concluímos que o homem é um ser resistente a tudo que é diferente daquilo que está acostumado a fazer, desde passar o seu cartão na leitora do Mc Donald’s até os mais complexos trabalhos que fazemos. É por isso que muitas pessoas idosas fogem de computadores ou não gostam de telefone celular, simplesmente porque eles não sabem mexer e têm preguiça de aprender. Nós precisamos ser cada dia mais modernos para agüentar a taquicardia que é o mercado de hoje e pra isso é preciso ter poder de adaptação.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Como você é visto pelos outros?



Quando eu tinha 26 anos, alguns amigos me diziam que eu estava perdendo cabelo, mas eu nunca acreditei nisso. Somente fui perceber que era verdade quando aos 32 anos, me vi no monitor de segurança de uma loja de conveniência, através de uma câmera que me filmava por cima. Ainda pensei: quem é aquele careca ali? Era eu! Na verdade eu nunca perdi o sono por causa disso, acredito que uma derrota do meu time no futebol me causaria mais insônia do que a simples queda de cabelo. Mas estou contando essa história para ilustrar que a auto-imagem é invariavelmente diferente da imagem vista pelos outros.

Um médico amigo meu sempre diz que não adianta a gente se achar o melhor cara do mundo se os outros não acham isso da gente. No livro o Monge e o Executivo, James C. Hunter também diz que “se você precisa sempre falar que você é alguma coisa, então você não é”. E achar que é o que não é faz parte da vida de quase todas as pessoas. Alguns pensam que são os caras mais bem resolvidos do mundo, mas vivem em eterno dilema. Outros são pessoas comuns e normais, mas se acham infelizes e mal sucedidas, acreditando carregarem todos os karmas do mundo.

Como dizia Leon Tolstoy, “bom senso é algo que, embora seja escasso entre os seres humanos, todo mundo acha que já tem o suficiente”. As pessoas não gostam de serem contrariadas e acreditam que suas opiniões são sempre certas simplesmente porque aqueles são os seus pontos de vista. Vimos isso no trabalho, em casa, na faculdade, no clube e até na igreja, que é um local onde deveria somente haver paz, mas as pessoas entram em conflito por diferenças de interpretação.

Uma boa ferramenta para sabermos nossa real imagem é a janela de Johari. É relativamente simples, quase como se fosse um quadro dividido em quatro partes iguais, onde podemos considerar os dois da esquerda “territórios conhecidos por nós mesmos” e os dois da direita como “territórios desconhecidos por nós mesmos”. Em contrapartida podemos dizer que os dois quadrados de cima são “conhecidos pelos outros”, enquanto os dois de baixo são desconhecidos pelos outros. Em cada quadrado desses podemos encontrar um cara diferente, mas que somos nós mesmos, mudando apenas o ponto de vista de quem nos enxerga.

Enquanto o quadrado “C” estão as características que conhecemos, no quadrado “B” ficam aquelas que somente os outros vêem. O “C” é importante para a nossa auto-estima, mas o “B” é fundamental para desenvolvermos relações sadias. Acontece que parte das pessoas não se preocupa com o quadrado “B” e por isso age apenas orientada pela sua auto-imagem, causando conflitos com todo mundo. Outra parte da população vai pela cabeça dos outros, olhando somente para o quadrado “B” e acaba sem personalidade.

Conforme qual quadrado então, nós devemos agir? A resposta é: colocando os pés em todos os territórios e criando um poder de se situar de modo que consiga encontrar o equilíbrio e o bom senso. Ver o ponto de vista alheio é importante, assim como se colocar no lugar do outro, mas também é importante termos personalidade e determinação. A partir disso, podemos avaliar como as pessoas reagem em relação a nós. Se você se acha um cara agradável, mas a maioria das pessoas te evita, então você não é tão agradável assim. Mas as pessoas também te enxergam sempre em comparação com outras pessoas, então é possível que um amigo muito baixo te veja como alto e outro amigo muito alto te veja como baixo. Em outras palavras significa que você pode ser “um idiota” na opinião do Fulano e “um cara fenomenal” na opinião do beltrano. O cara que você verdadeiramente é depende muito do meio em que você convive.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Onde estará o Doutor Edgar?

Publicado originalmente em 19.06.2007, às 19:58:48 em http://aguinaldocps.blog.terra.com.br

Eu tinha 20 anos e comecei a sentir uma dor abdominal. Fui ao médico do convênio, mas ele nem olhou para minha cara e já disse que eu deveria fazer uma endoscopia. Confesso que isso me assustou um pouco e por isso voltei pra casa meio chateado, com o exame marcado para a manhã seguinte.

Chegando em casa uma amiga de minha mãe comentou que em Campo Limpo Paulista havia um médico, já velhinho (estávamos em 1992), que costumava acertar esse tipo de diagnóstico. Pois bem, telefonei no número que ela me deu e atendeu a secretária, chamada Luisa, marcando uma consulta para o dia seguinte. Imaginei um baita consultório, com ar condicionado, porta automática e coisas mais.

Pois fui ao consultório orientado a parar em frente ao Paço Municipal. Estacionei o carro em frente à prefeitura daquela cidade e atravessei a rua. Encontrei o endereço. Um portão aberto ao lado de uma loja, um corredor que levava aos fundos, numa sala baixa, com uma japonesa a resolver palavras cruzadas. Ela me atendeu muito bem, me pediu para esperar e eu fiquei pensando se esse tal médico saberia mesmo me diagnosticar, afinal o seu consultório era mais simplório que a unidade básica de saúde do meu bairro.

Rapidamente a japonesa (Luisa) fez uma fichinha manuscrita com meus dados (o que era razoavelmente normal para a época) e entregou ao doutor, que veio me receber na porta da sala, com seus cabelos brancos e aspecto de uns sessenta e poucos anos.

O Doutor Edgar pediu que eu me sentasse numa velha cadeira de madeira com estofado, um pouco manca para a direita. Conversou comigo, pediu detalhes sobre a tal dor e ainda me fez umas 50 perguntas de rotina, se tenho isso, se tenho aquilo, coisas que seguramente nada tinha a ver com a dor abdominal.

Em seguida ele me pediu para entrar numa sala ao lado, onde havia uma velha maca, alguns velhos equipamentos médicos, além de uma pequena balança, dessas que temos em casa. Eu me deitei e ele conferiu as juntas dos dedos dos meus pés, das mãos, a coluna, o nariz, a garganta, os olhos, o joelho, até que chegou no abdome e apertava perguntando se doía. Levantei-me, me pesei e saí para a primeira salinha. Ele anotou tudo o que fez, com números, sintomas, etc.

O Doutor sentou-se numa cadeira velha diante de sua mesa, à frente de uma grande estante cheia de livros velhos e novos. Disse-me que eu estava muito bem, mas tinha a vesícula preguiçosa. Ele escreveu num receituário velho, ainda produzido em clichê (modelo gráfico bem antigo), o pedido de alguns exames e me disse: "nem precisa fazer a tal da endoscopia amanhã, porque não vai dar nada, seu problema não é no estômago". Disse-me ainda que só estava pedindo os exames porque um médico tem que se certificar, mas que o resultado ele já previa.

Segui seus conselhos e desmarquei a endoscopia, fiz os exames e voltei já dois dias depois em seu consultório. E foi "batata" (diagnóstico certo). Ele me receitou um remédio moderno no mesmo modelo de receituário velho, com um manuscrito todo desenhado, parecendo convite de casamento. Eu sarei e nunca mais tive nenhum problema com isso.

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No ano de 2002 eu comecei a sentir umas dores no peito e já com "trintão" fiquei meio assustado. Como eu estava passando por uma fase financeiramente magra da minha vida, não tinha convênio e também não queria cair no SUS, lembrei-me do Dr Edgar. Alguém me disse que ele havia morrido, mas mesmo assim eu telefonei para aquele mesmo número. E atendeu uma pessoa chamada Luisa (...).

Enfim, ele estava lá, firme e forte. Como da outra vez cheguei no mesmo consultório e a mesma japonesa pegou a mesma ficha de papel (impressionante) com todos os meus dados. Como sempre o Doutor veio me receber na porta de sua sala e tudo aconteceu exatamente igual a dez anos antes. O diagnóstico foi novamente certeiro (Ácido Úrico elevado) e novamente fiz os exames somente para confirmar.

Porém agora eu firmava uma gostosa amizade com o médico setentão (78, eu acho) e ele me perguntava da escola de inglês, do meu casamento, se estava tudo bem. Me contava com muito orgulho que sua filha estudava em Campinas, que ele odiava ir para lá, que não gostava de carros modernos, odiava o Golf. Contava que adorava vinhos, que segundo ele, vinho não é bebida, é alimento. Me contava de sua chácara na Figueira Branca, que não gostava de praia, que morou em NY, que medicou na Amazônia por muitos anos, que contraiu malária, que atendia em seu consultório gente de diversas cidades, incluindo cidades de Minas Gerais. Ele não gostava do Lula e estava inconformado com sua eleição, dizia que conhecia o Aloísio Mercadante e tinha simpatia por ele, mas pelo Lula não.

Entre essas e outras histórias, eu marcava a cada ano uma consulta, nem que fosse para bater um papo. Entre consulta, retorno depois dos exames e mais um retorno depois de um mês, nós conversávamos horas. Ele cobrava R$ 50 por consulta e me confidenciou que somente cobrava para não se formarem filas em seu consultório, pois na verdade a medicina para ele era um ato de prazer. Um dia eu cheguei lá com uma pasta para guardar documentos e dei de presente a ele. A cada retorno o médico me agradecia novamente pelo presente.

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No ano passado eu tive o último contato com o meu amigo velho. Depois disso fiquei sabendo que ele havia morrido. Não sei exatamente o que aconteceu, mas me parece que uma enchente invadiu seu consultório e estragou seus livros. Ele ficou bem desgostoso e depois de uns dias enfartou.

Depois disso fiquei sabendo de algumas aventuras "Edgarianas" que eu nem imaginava. Me parece que ele já foi político, Secretário da Saúde e até governador nomeado do então território de Roraima. Segundo consta, chegou em Campo Limpo Paulista na década de 70 e lá inclusive concorreu à prefeitura, teve mais de um terço dos votos, mas não foi eleito.

Como minha mãe sempre diz, algumas pessoas não deveriam morrer. O Doutor Edgar não deveria!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cuidado para não se queimar


Um dia uma psicóloga me perguntou: - Você já ouviu falar em “síndrome de Burnout?”. Eu disse: Não, nunca ouvi. Mas curioso que sou, a partir daquele momento comecei a “perguntar ao Google”. E a primeira página a que fui remetido, a wikipedia, definia esse termo como sendo “um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso”.

Pesquisando um pouquinho mais, encontrei um artigo assinado por Flavia Pietá, que define Burnout como a sucessão de diversos estados que ocorrem em um determinado tempo e representam uma forma de estresse. Mas segundo ela, o termo somente começou a ser utilizado na década de 1970, já que em inglês significa “estar esgotado” ou “queimado”. Na rede ainda encontrei informações que tratam como grandes vítimas desse mal, os médicos, enfermeiros, bombeiros, socorristas e outros profissionais que lidam com os seres humanos, mais especificamente no que se diz respeito à sua saúde.

O Burnout faz o profissional sentir-se ultrapassado, incapaz de repetir seus resultados de antes. Ele sente-se sem energia, não acredita que suas ações possam valer a pena ou mesmo dar algum resultado. De tanto se frustrar com situações negativas, a vítima desse mal apenas faz o seu trabalho, mas sem vislumbrar o sucesso. Típico dos profissionais de saúde que precisam lidar com a emoção de perder pacientes mesmo quando fazem tudo que precisam fazer, a síndrome também pode atingir gente de outras áreas.

Nas áreas administrativa, comercial ou operacional de uma empresa, a sequência de resultados negativos também podem queimar alguém. Mas a palavra Burnout, em inglês, remete a “queimar a si mesmo”. E faz sentido, porque quem queima verdadeiramente, não é o destino e nem as circunstâncias, mas sim o próprio profissional que vai se queimando por dentro.

Nos últimos 18 meses eu vinha passando por uma fase difícil, onde por mais que eu labutasse, os resultados teimavam a não vir. Meus resultados resumiam-se a resultados banais e eu já imaginava alguns colegas de profissão "cochichando" a meu respeito. Graças a Deus a fase passou, a atitude mudou e por conseqüência os resultados também. Reestabeleci minha auto-estima e voltei a fazer o que eu mais gosto, que é ser verdadeiramente competitivo.

E o que mudou??? Digamos que a ficha caiu! O primeiro passo para que a gente mude uma postura é ter consciência de que há essa necessidade. E o segundo passo é acreditar de verdade que vai dar certo. Eu acreditei e deu.