sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cuidado para não se queimar


Um dia uma psicóloga me perguntou: - Você já ouviu falar em “síndrome de Burnout?”. Eu disse: Não, nunca ouvi. Mas curioso que sou, a partir daquele momento comecei a “perguntar ao Google”. E a primeira página a que fui remetido, a wikipedia, definia esse termo como sendo “um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso”.

Pesquisando um pouquinho mais, encontrei um artigo assinado por Flavia Pietá, que define Burnout como a sucessão de diversos estados que ocorrem em um determinado tempo e representam uma forma de estresse. Mas segundo ela, o termo somente começou a ser utilizado na década de 1970, já que em inglês significa “estar esgotado” ou “queimado”. Na rede ainda encontrei informações que tratam como grandes vítimas desse mal, os médicos, enfermeiros, bombeiros, socorristas e outros profissionais que lidam com os seres humanos, mais especificamente no que se diz respeito à sua saúde.

O Burnout faz o profissional sentir-se ultrapassado, incapaz de repetir seus resultados de antes. Ele sente-se sem energia, não acredita que suas ações possam valer a pena ou mesmo dar algum resultado. De tanto se frustrar com situações negativas, a vítima desse mal apenas faz o seu trabalho, mas sem vislumbrar o sucesso. Típico dos profissionais de saúde que precisam lidar com a emoção de perder pacientes mesmo quando fazem tudo que precisam fazer, a síndrome também pode atingir gente de outras áreas.

Nas áreas administrativa, comercial ou operacional de uma empresa, a sequência de resultados negativos também podem queimar alguém. Mas a palavra Burnout, em inglês, remete a “queimar a si mesmo”. E faz sentido, porque quem queima verdadeiramente, não é o destino e nem as circunstâncias, mas sim o próprio profissional que vai se queimando por dentro.

Nos últimos 18 meses eu vinha passando por uma fase difícil, onde por mais que eu labutasse, os resultados teimavam a não vir. Meus resultados resumiam-se a resultados banais e eu já imaginava alguns colegas de profissão "cochichando" a meu respeito. Graças a Deus a fase passou, a atitude mudou e por conseqüência os resultados também. Reestabeleci minha auto-estima e voltei a fazer o que eu mais gosto, que é ser verdadeiramente competitivo.

E o que mudou??? Digamos que a ficha caiu! O primeiro passo para que a gente mude uma postura é ter consciência de que há essa necessidade. E o segundo passo é acreditar de verdade que vai dar certo. Eu acreditei e deu.

Um comentário:

  1. Não ha mal que para sempre dure...Nem corpo que o aguente...

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