segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Você é resistente às mudanças?

Publicado inicialmente em 14 de setembro de 2007 em http://aguinaldocps.blog.terra.com.br/2007/09/14/resistente-as-mudancas/



Há alguns dias eu fui ao Mc Donald’s. Fiz meu pedido e como de costume retirei meu cartão eletrônico do bolso para fazer o pagamento. Eis que tive uma surpresa: o atendente me pediu que eu mesmo passasse o cartão na leitora. Imediatamente eu achei ruim e insisti que ele o fizesse assim como sempre foi. O rapaz educadamente pegou o cartão das minhas mãos e fez a minha vontade. A transação foi autorizada e em seguida ele me explicou esse novo procedimento. Segundo ele, o motivo que levara algumas lojas da rede a não manusearem mais os cartões dos clientes era a grande quantidade de confusões que o comércio faz, trocando ou mesmo permitindo que clientes esqueçam esses documentos nos caixas. "Muita gente perde em outro lugar qualquer e depois vem procurar aqui", disse o garoto informalmente. Mas o caso é que eu demorei para aceitar os argumentos da loja. Minha vontade era que nada tivesse mudado. Eu estava acostumado assim e assim deveria ser.

Depois de alguns minutos, já comendo meu sanduíche, comecei a refletir a respeito do ocorrido e cheguei a conclusão que a lanchonete estava certa. Errado estava eu, que sou resistente às mudanças. Qualquer dos meus argumentos seria facilmente superado pelo fato do cartão não sair das minhas mãos. É muito mais seguro e mais correto, impede fraudes que acontecem muito em locais onde a “maquininha” fica longe dos olhos do cliente. Nos últimos anos a as empresas vem passando por diversas mudanças para melhorar e modernizar o seu trabalho. Porém, algumas delas trazem estranheza às pessoas mais conservadoras, principalmente aquelas que tiveram resultados positivos trabalhando da forma tradicional. O que às vezes não percebem é que o mundo muda diariamente e que aquilo que dava resultados bons há dois anos, hoje pode estar ultrapassado e não funcionar mais.

Conforme as inovações vem surgindo, surgem também novas necessidades que precisam ser supridas e a empresa tem que se adaptar. Nessa hora, um grupo aprende e se motiva rapidamente, enquanto outro grupo torna-se resistente, sente-se injustiçado e passa a reclamar. O tempo passa e o primeiro grupo prova que a inovação é boa enquanto o segundo percebe tardiamente que está “de birra” e passa a correr atrás dos outros tentando recuperar o tempo perdido. Enfim, concluímos que o homem é um ser resistente a tudo que é diferente daquilo que está acostumado a fazer, desde passar o seu cartão na leitora do Mc Donald’s até os mais complexos trabalhos que fazemos. É por isso que muitas pessoas idosas fogem de computadores ou não gostam de telefone celular, simplesmente porque eles não sabem mexer e têm preguiça de aprender. Nós precisamos ser cada dia mais modernos para agüentar a taquicardia que é o mercado de hoje e pra isso é preciso ter poder de adaptação.

Um comentário:

  1. Ola Aguinaldo.
    Porque não fui eu quem pensou nesta mudança? Era tão obvia que não sei porque não pensei nisso antes!
    Muita gente rejeita mudanças simplesmente pelo fato de não terem sido elas quem as proporcionou. Assim relutam em aceita-las para não dar o braço a torcer.
    Desta forma perdem a oportunidade de se valer do novo e ainda usa-lo para um novo aperfeiçoamento.
    E' isso ai.

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