sábado, 19 de março de 2011

Quando o sujeito muda o discurso e vira predicado


Equipes comerciais, em qualquer empresa, funcionam a base da motivação. E em alguns outros artigos neste blog a gente já discutiu isso, inclusive citando a neurolinguística como uma poderosa ferramenta para atingir resultados começando pela força do pensamento positivo. E geralmente o profissional de área comercial gosta disso e deposita muita fé em sua capacidade de obter resultados, abastecido por uma mentalidade vencedora.

Mas a grande questão é que alguns profissionais têm muita variação de humor. Chegam motivados pela manhã, mas quando começam a ter alguma dificuldade, ficam negativos e perdem a força, tornando-se vítimas do cotidiano. Este mesmo profissional volta a ficar motivado se uma boa venda cai do céu no meio da tarde e chega ao final do dia cantando de galo. Um ponto interessante é que o discurso dele pela manhã é diferente do que ele diz a tarde e se contradiz várias vezes em curto espaço de tempo.

Numa ocasião, quando está fechando um contrato atrás do outro, o discurso é positivo, cheio de força, dizendo-se maduro para este trabalho e capaz de atingir cada vez marcas maiores. A sua frase favorita é “eu, definitivamente, não tenho mais problemas com esse trabalho”. Mas na semana seguinte, depois de uma pequena escassez de resultados, o mesmo cara já muda o discurso e diz: “as coisas não saíram como eu planejei”. Mas, por quanto tempo este profissional sustenta seu discurso. Ele é o sujeito de sua vida ou o predicado?

Sim, porque quando fizemos o ensino fundamental, aprendemos que uma frase sempre tem o SUJEITO e o PREDICADO. O sujeito era o que movia a ação e o predicado era a ação. “EU FIZ UMA ÓTIMA SEMANA”. A professora nos ensinava a perguntar para o verbo... quem fez??? EU!!! (O sujeito sou EU, forte, motivado e destemido). Mas na semana seguinte o cara diz “A SEMANA NÃO FOI BOA PARA MIM”, então perguntamos para o verbo (QUEM não foi boa???) e o verbo responde: a semana (uai, mudou o sujeito). Nesse segundo caso o profissional se isenta de culpa e vira predicado (bão de bico ele, né?).

Resumindo: Se ele vende bem, então ele fez. Se vende mal, foram as circunstâncias... Esse cara não vai pra frente, pois somente tem discursos positivos quando tudo está dando certo. Não sustenta a expressão de felicidade. E a grande virtude do profissional comercial é o poder de fazer bem quando o vento está contra e ele sabe que para poder recuperar uma boa seqüência é fundamental ter felicidade no coração, nunca sofrimento.

O profissional de sucesso sempre assume a responsabilidade, é sempre ele “o pai da criança”, tanto quando tudo dá certo assim como tudo dá errado. E a grande vantagem de se assumir um erro é a certeza de que se pode fazer certo.

Então ficam duas perguntas:
1º) Você é sujeito ou predicado?
2º) Por quanto tempo você sustenta seu discurso?

7 comentários:

  1. INACIO DE OLIVEIRA19 de março de 2011 09:39

    NOSSA, ACHO QUE PELO HORÁRIO EU FUI O PRIMEIRO A LER ISSO. NÃO CONHEÇO MUITO DO ASSUNTO, MAS TAMBÉM ACREDITO QUE DEVEMOS ASSUMIR NOSSAS RESPONSABILIDADES.

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  2. Aguinaldo.

    Em uma rápia leitura, verifiquei que são temas interessantes.
    No momento, só posso lhe dizer, com orgulho de tê-lo muito mais que um AMIGO.

    PARABENS. VÁ EM FRENTE

    Quim Hernandez

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  3. Karina Aparecida Pereira19 de março de 2011 10:27

    "Muito legal este blog hein..."

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  4. Perfeita comparação, adorei seu texto. Isso é exatamente o que acontece. Voltamos à mesma questão da pessoa que foi vítima do “acaso”. Vejo essa situação acontecer constantemente, não somente na área comercial, mas com as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano. Isso é muito comum: "Se deu resultado positivo ele é quem fez. Se o resultado não foi o esperado, foram as circunstâncias...". É comum encontrar pessoas que assumiram na vida, uma postura de vítima. Isso é desgastante e triste demais.
    Devemos assumir sempre as conseqüências de nossas atitudes, sejam elas corretas ou não, e parar de transferir a culpa para os outros ou para o destino!
    abraços,

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  5. Aguinaldo, interessante este tema que aborda o lado comercial. Certa vez, num seminário de que participei na faculdade, um palestrante dizia que a área comercial não é fácil e, consequentemente, não é pra qualquer um. Logo, muitos que perdem a segurança e conforto de suas cadeiras e salas rodeadas por ar condicionado, pensam: 'vou vender'. Fazendo isso, não se ateem que temos um produto que não nos abandona nunca e esse produto se chama EU (que você chama de sujeito). Este palestrante terminava dizendo que, se não conseguimos nos convencer de nossa própria capacidade, será impossível vender qualquer produto, por melhor que ele seja.
    Sendo assim, antes de vender algo, temos de vender nós mesmos.
    Quando conseguirmos fazer isso, qualquer produto será vendido e qualquer meta será batida.
    Mas isso é bem difícil. É um exercício constante e, todos nós, estamos sujeitos a estes altos e baixos. A única coisa que não podemos baixar, sob qualquer circunstância, é a cabeça deste tal de sujeito chamado "EU".
    É isso.

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  6. Excelente mensagem, principalmente para os que vivem cheios de auto piedade e os que gostam de culpar os outros pelos seus fracassos.

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  7. Adorei, muito bom o texto

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