sexta-feira, 11 de novembro de 2011

De que ângulo você está olhando?

Conforme o ângulo que se olha, a imagem pode mudar

Numa versão menos conhecida de “A Bela Adormecida”, a bruxa do Mal, enfurecida por não ter sido convidada para a festa de batismo da princesa, vinga-se jogando um feitiço que a faria dormir por cem anos. E somente no final da história descobre-se que o convite havia sido enviado sim, mas que por um mero acidente, tinha ficado por um século perdido embaixo do tapete. Isso é o que, nas empresas, se chama de “mal-entendido”. Situações como esta tem conseqüências graves e que, nas poucas vezes que se entende o que de fato aconteceu, já é tarde demais, pois a vingança já foi arquitetada e o estrago já aconteceu. 

Cada um de nós tem uma boa quantidade de casos para contar de situações em que fomos vítimas de mal-entendidos deste tipo. E certamente, ainda que não se admita com tanta facilidade, também cada um de nós já foi o que julgou, acusando alguém de alguma coisa. A causa geralmente é uma divergência de opinião, um interesse político na organização ou mesmo uma simples corrente de fofocas, onde “cada um que conta um conto aumenta um ponto” e a história vai ganhando proporções maiores a cada dia. Aquilo que conhecemos por “telefone sem fio” é um dos vilões do mal-entendido. E num ambiente corporativo, parece que as pessoas adoram tirar o tal do fio, pois as novelas da “rádio-peão” ficam muito mais atrativas se parecerem ter um toque de maldade no ar. Tem gente que força tanto a barra para desmoralizar o colega que faria qualquer “Nazareth” ir para o céu. 

E quem ouve passa a repetir fielmente (e aumentando mais um pouco) toda a sinopse do filme. Tolstoy dizia que a gente produz a nossa verdade, que quando uma pessoa está disposta a brigar, até uma flor pode ser considerada como agressão. Talvez essa seja a hora em que “estar com a razão” pareça ser mais importante do que a paz e a felicidade. Uma vez ouvi alguém dar um exemplo ótimo de comportamento e tolerância, dizendo que “uma simples folha de papel, por mais fina que ela seja, sempre tem dois lados”. E os conflitos obviamente também. Dependendo do ângulo que a gente busca para olhar uma situação, a nossa conclusão pode mudar. Pena que o ser humano tenha o hábito de somente olhar o lado da folha que o interessa.

Um comentário:

  1. Nào posso negar que eu tenho costume de julgar as pessoas antes de ter certeza. Preciso corrigir isso em mmim.

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