terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cabo de guerra


Faz duas semanas, escrevi sobre a diferença entre Chefe e Mentor, num ambiente profissional. Naquele dia, algumas pessoas de minha empresa comentaram o assunto confirmando esse pensamento. Um dos colegas falou que, embora saiba que seu líder quer sempre o seu sucesso, em alguns momentos vê como se estivessem puxando um cabo de guerra, hora pro mesmo lado, hora de lados opostos. No dia seguinte, fizemos uma reunião abordando o tema e pudemos aprofundar nas reflexões.

Chegamos a conclusão de que tudo é uma questão de comprometimento. Quando um profissional inicia seu trabalho com um “Líder Mentor”, ambos se comprometem com uma determinada tarefa, que por sua vez, visa realizar um sonho. É como se mentor e liderado entrassem naquele mesmo cabo de guerra puxando para o lado do sucesso. Do outro lado tem um fantasminha, safadinho, que tenta nos pregar uma peça, tenta nos enganar e chega até a se passar por nossa felicidade, fingindo ser nosso amigo e nos seduz.

Em alguns muitos casos, o profissional se sente cansado, com o saco cheio e pensa em desistir. O mentor continua focado e cobrando-lhe o compromisso. É por isso que as vezes parece que estão puxando a corda para lados contrários. Mas o mentor não mudou de lado, ele permanece puxando para o lado do sucesso... o liderado, por conta de seu cansaço, é que mudou e está querendo fazer o que é mais fácil. É por isso que o liderado, em momentos de dificuldade e sem que possa perceber, começa a puxar pro lado do fantasma, tendo a sensação de que o mentor é seu adversário.

Qualquer trabalho de orientação profissional somente dá certo se houver um comprometimento entre as partes, construindo verdadeiramente uma relação de confiança. Se o liderado confia em seu mentor, num momento de conflito, ainda que contrariado ele segue a orientação do líder, confiando que está fazendo o que é certo, mesmo que somente possa descobrir isso mais tarde. Se não houver confiança entre as partes, não haverá linha de trabalho e o desenvolvimento ficará altamente comprometido, interrompendo-se no primeiro desentendimento.

Qualquer mentor que se presa é infinitamente fiel ao que se propõe a fazer. Se combinou te puxar para o sucesso, vai te puxar para o sucesso. Caso você mude de lado, ele continuará te puxando para o lado antes combinado. O mentor tem apenas duas opções aceitáveis: ou ele te puxa para o sucesso ou ele te larga, mas ele jamais te puxará para o fracasso, por mais que você possa insistir. O problema é que alguns liderados, seduzidos por facilidades momentâneas, permanecem céticos e displicentes, não creem que seriam largados e por isso ficam fazendo média, dificultando o trabalho do mentor. Então explica-se o fato de vermos pessoas cheias de potencial chegarem a meia idade totalmente perdidas. Será que não tiveram oportunidades na vida? Será que nunca ninguém as orientou? Ou será que jogaram fora suas chances, tendo suas cordas largadas como queria o fantasminha?

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