sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A diferença entre ter um chefe ou um mentor

A maioria das pessoas enxerga o chefe como um adversário. Entende que chefe é um soldado do exército inimigo, comprometido com os interesses da empresa e que esses são, por princípios, diferentes dos seus  como funcionário. Acreditam que ele (o chefe) existe só para mandar, controlar, vigiar e castigar. Em contrapartida, a maioria dos chefes tem uma visão taylorista da coisa, acha que os seus funcionários sempre vão enrolar e fugir do trabalho. Aí o chefe se comporta como um “capitão do mato” e o funcionário, melindrado, passa a agir na defensiva. É por este motivo que surgem os conflitos.

Vivemos ainda numa espécie de paradigma marxista de que patrão e empregado sempre tenham objetivos divergentes e que cada um vai que lutar apenas pelo seu ideal. Acontece que em alguns casos, os objetivos são os iguais e mesmo assim os dois continuam brigando. Agem como se estivessem numa guerra e, nessas condições, o soldado sempre está mais preocupado em atacar e defender do que em saber quais os reais motivos para guerrear.

Curioso é que o chefe sempre quer bons funcionários, mas não se preocupa em dar a eles a “formação” e o entendimento para que se tornem bons, enquanto que os funcionários querem empregos em grandes empresas, mas não agem para que as suas empresas se tornem grandes. Se ambos entenderem que tem um objetivo em comum, estes deixarão de divergir nos valores e ideais, passando a discordar, no máximo e talvez, em relação aos métodos. Daí pra frente surge a diferença entre ter (ou ser) um chefe ou um mentor.

Mentor é aquele líder que indica os caminhos para que o profissional atinja seus objetivos. Normalmente este mentor é o pai, o tio, um coach profissional, ou outro alguém mais experiente e comprometido com a carreira e sucesso do indivíduo. Mas há casos em que o líder dele (chefe) age como mentor, direcionando o liderado para caminhos que realmente vão levá-lo ao crescimento. Alguns podem dizer que há uma diferença básica entre o mentor independente e o chefe direto (parte interessada), que o primeiro indica o caminho e o segundo o dita... até concordo, mas o fato é que esse detalhe pode ser superado pela confiança estabelecida entre ambos.

A gente sempre acha o pai do amigo mais legal do que o nosso próprio pai e o interessante é que o nosso amigo sempre acha o contrário. Da mesma forma, nosso comportamento é corporativista, preferindo acreditar em um colega de trabalho (ainda que ele não seja modelo de sucesso) do que no chefe. Isso porque tendemos a seguir os iguais. Somos mais vulneráveis a nos influenciarmos por um colega da mesma idade (e descolado) a fazer algo (ainda que idiota) do que a ouvirmos pessoas de mais vivência e sucesso, que tentam evitar que façamos besteira. Nos identificamos mais com os que encorajam nossas vontades imediatas, mas geralmente esses não estão por perto para nos socorrer quando algo dá errado.

Como já dizia o grande filósofo Homer Simpson, “se a culpa é minha, eu a ponho em quem eu quiser”, e é isso que se faz por aí. Quando a empresa te demite, elege-se logo um desalmado para culpar. Quando um funcionário pede demissão, culpa-se a falta de comprometimento dele para justificar que não deu certo. Mas se pensarem que os objetivos podem ser iguais, a discordância se limitará apenas quanto aos métodos... e aí, é uma questão de provar o que dá mais certo.

2 comentários:

  1. Perfeito Guina, já me identifiquei muito com tudo isso, mais graças a equipe que a UPTIME tem, aprendi e aprendo muito, aproveito cada passo,cada dica, cada puxão de orelha que levo...tenho ainda muito para aprender, mais agradeço muito a Deus por ter me dado a oportunidade de fazer parte dessa equipe.Tenho muito o que agradecer a você, o Ricardo, a Marcia e a Camila....

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  2. Concordo. E lendo o comentario acima, imagino que trabalhar com vc deve ser um provilégio, realmente!

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