sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não gosto de Superstição, dá azar!

Principalmente hoje, uma sexta-feira 13, o título acima até parece piadinha. E é, confesso que vi isso no Facebook num dia desses. Mas vou fundamentar. Antes, porém, quero desejar a todos um maravilhoso ano de 2012 e, como repito em todos os janeiros, “desejo que este seja o melhor ano de suas vidas, sendo superado apenas pelo próximo ano, que será melhor ainda”. Notem que nesta época do ano as pessoas ficam extremamente propensas a estabelecerem metas. Entrar na academia, estudar inglês, arrumar uma namorada e assim por diante. Alguns conseguem, mudam de vida e criam uma disciplina que nunca tiveram, melhorando o astral e obtendo resultados legais.

Não quero discutir aqui a influência dos astros e nem da numerologia na vida das pessoas. Já disse em outro artigo que respeito todas as crenças esotéricas ou religiosas que explicam o sucesso, mas a teoria que sempre me convenceu foi a comportamental, por isso digo que não tenho superstição. Uma vez até tive, estourei dois pneus do carro ao mesmo tempo, num mesmo buraco, quando voltava de Minas com mais dois colegas. Como estávamos ouvindo uma determinada música, aquela ficou marcada como “a música que lembra o acidente”. Alguns anos depois eu ainda evitava ouvir aquela música na estrada, avançava o CD quando ela aparecia. Até que um dia a minha esposa me fez tocar a música inteira no mesmo trajeto, debaixo de chuva forte e ironizou: “Viu... nada aconteceu...”

Mas, se não tenho superstição, como posso dizer que isso dá azar? Porque eu entendo que o azar está, em primeiro momento, na cabeça das pessoas. O cara bota um enorme grilo na cuca, mistura com tantas minhocas, que quando percebe, tem um zoológico lá dentro e um “sinal de menos” desenhado na testa. Se algo de negativo acontece naquele dia, basta para acreditar que a culpa é da gravata que ele está usando... “toda vez que eu uso essa vermelha, alguma coisa de ruim me acontece”. Não ia acontecer nada, mas como ele ficou pensando o dia inteiro na gravata do azar, acaba agindo veladamente para confirmar sua crença. É uma forma de produzir verdades.

Um amigo meu produz verdades como nenhum outro. Tudo que ele vai fazer, pergunta pro mundo (é assim que ele diz). Está andando na rua e fica em dúvida se vai a pé ou de ônibus, então pensa que se até ele chegar à esquina e o sinal estiver fechado, ele vai de ônibus... se estiver aberto ele vai a pé. Acontece que quando ele está chegando a tal esquina, propositalmente começa a andar devagarzinho pra esperar o sinal fechar... Não era mais fácil pegar o ônibus logo?  As pessoas que tem esse hábito são, na maioria das vezes, negativas. Mas mesmo que fossem positivas, elas somente acreditariam na suposta “sorte” se as coisas começassem dando certo, caso contrário já passariam a acreditar na ausência de sorte.

É melhor mesmo não ser supersticioso, concordam? Esse negócio dá azar!

2 comentários:

  1. Como disse o Zico, uma vez, para um reporter que perguntou sobre sorte.-quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho!

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  2. Hoje quando cheguei ao trabalho, nada funcionava, nem telefone, nem e-mail, nem internet.
    Pensei: "Xiiii, a sexta feira 13 começou bem!!"
    Mas no final das contas, tudo correu as mil maravilhas e lá vamos nós para um maravilhoso final de semana também.
    Abraço.

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