terça-feira, 29 de maio de 2012

Apoio profissional dentro de casa?


Desde que li a frase “Casais inteligentes enriquecem juntos”, título do livro de Gustavo Cerbasi, passei a pensar a respeito do nível de interferência da família no mercado de trabalho. Durante anos eu pude observar vários tipos de relação, desde o casal que se apoia e busca um resultado positivo em conjunto, até os mais controlados e controladores, que acabam por perder oportunidades de estarem melhor em suas vidas social e financeira devido ao ciúme e ao sentimento centralizador de um dos dois. Em décadas passadas, a presença domiciliar da esposa equilibrava a família, sendo ela própria a responsável por serviços do lar e cuidados com as crianças.

A migração da mulher para o mercado de trabalho, inicialmente trouxe problemas, como a terceirização da educação da prole, a concorrência numérica para os empregos formais (que inicialmente gerava desemprego) e a disputa pelo poder conjugal, quando a fonte de renda passava a transformar a esposa num membro independente do casal. Com o tempo, a mulher passou a encontrar verdadeiramente seu espaço profissional, com isso gerou poder aquisitivo e aumentou sua capacidade de compra e da família, abrindo possibilidade de mais consumo. A consequência disso foi a geração de mais empregos, equilibrando novamente como vemos hoje, picos de insignificantes 4,7% de desemprego no Brasil.

A ascensão profissional e financeira da mulher também trouxe a ela a condição de pensar, evoluir e se desafiar. Sua simples saída para além dos limites domésticos permitiu que abrisse a mente e pudesse refletir, ambicionar e criar, além de buscar a sua independência. Uma parte dos problemas conjugais se deve a isso acima narrado, uma vez que nossa sociedade mantém a herança machista da primeira metade do século passado, com a tradição de ter a figura masculina como mantenedora do casal e “chefe de família”, agora passa ainda a trair o pensamento de alguns homens, fazendo-s ao invés de aliviarem-se da responsabilidade de arcarem com todos os compromissos financeiros, os mesmos se incomodam ao ver suas esposas não mais tão frágeis e dependentes de seus cuidados, como imaginariam ou gostariam.

Por isso alguns casais brigam quando elas querem evoluir, fazer uma faculdade ou quando encontram empregos de carreira, que exigem horários mais extensos, viagens e telefonemas além do expediente. O medo que seu par encontre, no ambiente de trabalho, pessoas mais interessantes, mais atrevidas ou simplesmente diferentes do que tem em casa, isso por si só já torna a convivência menos amistosa. Segundo ouvi uma vez de minha tia, “antes os homens tinham ciúmes pelo simples fato de sua mulher ir à padaria (tanto que o vilão dos supostos adultérios imaginários era o leiteiro), agora ele precisa lidar com o fato dela passar o dia todo fora de casa”. Mas não são somente eles que se descabelam pelo ciúme, afinal a presença da mulher no ambiente profissional também as faz pensar que suas rivais podem estar diariamente na mesa ao lado do seu marido. Aquela máxima de supor que ele tem um caso com a secretária, hoje abrange também a chefe, a cliente ou a patroa, uma vez que elas chegaram aos maiores postos de trabalho.

O que fazer, então? Apoiar seu parceiro ou parceira nos desafios profissionais é, no mínimo, inteligente. Crescerem juntos como casal é mais inteligente ainda. Aceitar a ascensão do outro é preparar seu próprio futuro e proporcionar ao restante de sua família uma visão mais aberta e abrangente do mundo. Mesmo aquele casal que mantém boa condição financeira deve permitir aos dois que busquem seus desafios, pois nunca sabemos quando um deles vai faltar. Limitar o outro como eterno dependente é algo muito arriscado, visto que pessoas que permanecem anos em trabalhos domésticos, ainda que com diploma universitário, tem grandes desafios para voltarem ao mercado. Uma vez que não há diferença entre supostamente perder a esposa para o leiteiro ou para seu colega de trabalho, a única que pode dar tranquilidade aos envolvidos é a “Senhora Maria da Confiança”, que permitirá que os dois tenham concentração nas tarefas para criarem fontes de renda distintas, que somadas podem levar a família a um aumento imediato (ou em curto prazo) do seu padrão de vida... E isso é um belo trabalho em equipe.

2 comentários:

  1. Interessante a frase do último parágrafo: “Apoiar seu parceiro ou parceira nos desafios profissionais é, no mínimo, inteligente.” Isto retrata um sentimento que nasce do coração, assim, a energia emanada ao cônjuge realmente fará efeito para o alcance da prosperidade nos negócios e na família. Mas, percebo que na prática, nem todos conseguem atingir este modelo de inteligência recíproca, que na verdade é um estado interior. Isto está intrinsecamente relacionado com nível de consciência. Mas como chegar nesse estado inteligente capaz de promover equilíbrio financeiro e emocional para compor toda a família em verdadeira prosperidade? Algumas pessoas ainda tem de fazer isso sozinha dentro de casa, pois o cônjuge ainda não está nesse nível de compreensão, não se entrega, não entende bem o que é união, o que é ter paciência, o que é sentir alegria. Conheço muito dessas pessoas que ao invés de investir inteligência em si mesmas, preferem ficar se lamentando por não ter apoio. Eu sempre digo: não andem para trás, andem sempre para frente, foquem nos objetivos positivos e sigam em frente. Promover a autoestima e realizar seus intentos com alegria é contagiante para toda a família. Se ao seu redor existe ciúme, inveja, contendas e você já fez de tudo para modificar isso com sua inteligência, comece a direcionar essa energia através dessa ferramenta poderosa para si, não para tentar modificar o outro. Ser inteligente é perceber o passo do outro, é compreender que de repente o cônjuge não está ainda preparado para ser de tal forma, ele pode até falar que entende, mas seus atos não retratam toda a teoria. Ainda não é o tempo dele(a), e o que você vai fazer? Muita gente enrosca aqui, começa a se lamentar, a mente se envolve nos pensamentos negativos e acaba construindo para si um composto de energia negativa, o que eu chamo de : Emaranhado. Existe um momento na vida das pessoas que elas precisam fazer uma escolha, ou ficar no seu próprio emaranhado (que ela mesma construiu) ou se desfazer dele imediatamente ( perigo à vista!), perceber que está em perigo e que pode submeter seu trabalho e família ao mesmo risco. Assim, o melhor é investir no seu próprio interior, não como uma forma egoísta, todavia, pensando na própria família mesmo. Já perceberam que o pilar da família é a mulher? Se ela não está bem, tudo desaba. Se ela está radiante, a casa, o trabalho, tudo ao seu redor se transforma. Mas esta é uma teoria oriental, no ocidente isto é valido para os homens também! Enfim, ser uma pessoa inteligente é ser um Sol para si mesmo de forma a irradiar seu calor (isto se chama poder pessoal) capaz de contagiar a todos que convive com você. Os que são negativos, se afastam ou se tranformam, isto serve para pessoas e para caminhos. Não há negatividade que possa atingir pessoas mantenedoras de alegria. Tudo é uma escolha, vivemos o tempo todo interiormente escolhendo o que pensar, como agir... somos aquilo que escolhemos ser em todos os momentos. O que vão escolher para si, para a família e para o negócios no dia de hoje? Canalizar sua energia para a realização de tudo o que precisa pode ser confortante para o ambiente de trabalho e à família. Ter alguém que mantém a constância do empreendedorismo é de fato inteligente. Para finalizar deixo aqui um trecho do autor W.Clement Stone, de seu livro “O sistema de fazer sucesso que nunca falha” : “ Elevados padrões morais e éticos desempenham um importante papel nas realizações bem sucedidas.” Portanto, sucesso na família e nos negócios está intrinsecamente ligado a integridade do nosso ser. Através desta porta não há o que se preocupar com ciúmes, complexo de inferioridade entre outros meios de desunião. O que prevalece é a confiança, a grande propulsora da prosperidade. “O sucesso é alcançado por aqueles que tentam”. Eu e meu marido Duque parabenizamos este blog por estar sempre motivando os caminhos do Verdadeiro Sucesso!

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  2. Qdo conheci DEcio, meu marido já tinha anos de trabalho,mas sempre pude contar com seu apoio nas mudanças e nos avanços dos empregos. Nos desempregos tambem rs
    Isso sempre fez diferença nas decisões a serem tomadas:saber que havia uma parceira,qualquer fosse o resultado

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