sábado, 16 de junho de 2012

Franquias continuam como boas alternativas


Profissionais da UPTIME em oração, no final da sexta-feira 
Acontece até hoje, no Expo Center Norte em São Paulo, a 21ª edição da ABF Franchising Expo. Trata-se da feira de franquias da Associação Brasileira de Franchising, órgão que reúne mais de 500 marcas que se prontificam a vender seu know how a empreendedores de diversos setores e de todos os tamanhos. As franquias vêm crescendo gradualmente no Brasil, como uma forma muito interessante de se expandir com uma determinada marca e também uma alternativa de negócios para pessoas que ainda não tem conhecimento ou estrutura suficiente para criar, planejar ou produzir um novo negócio.

Com alternativas para qualquer tipo de empreendedor, lá se pode encontrar, desde “micro franquias”, que são aquelas em que um empreendedor individual investe algo em torno de R$ 10.000, é treinado e, sozinho desenvolve todas as tarefas. Assim como também se pode adquirir os direitos de uma grande rede de restaurantes com investimentos na casa de R$ 500.000. Qualquer que seja a opção, o empreendedor precisará seguir normas e procedimentos, prestar serviços dentro do padrão e vender somente produtos autorizados pelo franqueador. Em contrapartida, receberá pronto um plano de negócios supostamente testado e aprovado e poderá se dizer parte de uma grande organização, o que tende a significar mais força comercial.

Estive presente na feira nos dias 13 e 15 de Junho, senti o clima e a euforia dos profissionais que dela participaram e pude perceber, como em todos os outros anos, que os envolvidos saem de lá com algum bom motivo para comemorar. Franqueadores fecham negócios e cumprem seus objetivos que é encontrar novos parceiros para expandirem com suas marcas. Candidatos a empreendedores terminam a visita com, no mínimo, novas ideias de investimento e empreendimento. De uma maneira geral, a troca de experiências é a melhor e maior recompensa para aqueles que se lançaram a participar da “muvuca” (ou formigueiro humano) que aquilo vira nos últimos dias, principalmente no final do horário.

Mas empreender é isso. Ontem, tive oportunidade de conversar com várias pessoas, das mais diversas origens. Desde o ex operário metalúrgico que pensava em investir o dinheiro de sua rescisão e de seu FGTS numa oficina de quadros e molduras, até um migrante estadunidense recém aposentado, que ainda nem fala português, mas que já estava seguro de querer empreender no Brasil. O fato negativo é que a maioria das pessoas interessadas em empreender ainda acham que ter uma franquia é simplesmente comprar uma marca.  Entendem que ter sucesso ou não, depende de estarem num endereço promissor, com uma boa fachada e com uma marca conhecida. Poucos são os que percebem que a franquia somente fornecerá ferramentas que o permitirão ser um bom empresário.

A diferença entre um bom empreendedor franqueado e outro não tão bom poderá ser percebida na capacidade que cada um deles tem de se adaptar ao padrão da franquia. Por incrível que pareça, muitos ainda compram os direitos do uso de uma marca e querem discutir como as coisas precisam ser feitas. O razoável seria imaginar que quem compra uma franquia quisesse aproveitar-se de tudo que ela fornece, principalmente, seu padrão de trabalho. Independente disso, o fato é que o nosso país é hoje um dos que mais oportunidades gera de negócios no mundo e, ainda assim, alguns persistem em dizer que a situação está difícil. Pior, é que parte desses que reclamam, talvez numa tentativa de minimizar sua  pouca competência, completam dizendo que “está difícil para todo mundo”.

Para estes, vai continuar difícil. Sempre.

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