quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Facebook é o maior dedo-duro que existe

Foto: veja/SP
As redes sociais são uma invenção do novo milênio. Me lembro que no final dos anos 90 apareceu a febre do bichinho virtual, que era uma forma de brincar de cuidar de um animal de estimação. Não durou muito e sumiu, mas logo em seguida começamos a ouvir alguma coisa sobre o “second life”, um ambiente virtual que simula uma vida normal de um cidadão comum. No ano de 2006, surgiu entre os adolescentes o tal Orkut, que parecia uma ideia maravilhosa, onde as pessoas poderiam interagir de maneira prática. Com o tempo, a febre pegou e outras redes viriam para disputar espaço, logo surgiria o Twiter e o Facebook.
 
O “Face” passou a ser a grande mania das pessoas, tendo contagiado primeiro os mais jovens, mas atualmente sendo usado até pelos sexagenários, que aprenderam a interagir na rede. Reencontrar aquele velho amigo de escola parece ser a melhor das vantagens de estarmos integrados numa rede social. Basta lembrar o nome e o sobrenome de um amigo de infância, põe na busca e... pirlim-pim-pim... aparece a foto dele, onde vive, por onde andou, o que faz e o que está pensando. Afinal, a grande ideia é essa mesmo: toma uma baita bronca do chefe e desabafa com o facebook, escrevendo lá um “odeio gente grossa” ou coisa parecida.
 
A coisa mais maravilhosa do mundo, que é a interação, passa a ser um grande problema quando as pessoas deixam de ter a sua privacidade. Digo isso porque eu fui criança na década de 80 e sumia no mundo, ia jogar bola no campinho da vila de cima e minha mãe só me encontrava quando escurecia e eu voltava pra casa. Hoje, além de celular com localizador no Google maps, a garotada ainda tem um “amigo da onça virtual”, que é o tal Facebook. Poderíamos dizer que ele é o maior dedo-duro que existe, pois deixa a vista, em fotos coloridíssimas, todos os seus momentos de lazer.
 
Com quem estava na balada? Onde passou o final de semana? Você conhece fulano? Antigamente era possível esconder isso tudo do chefe, hoje já não dá mais, pois mesmo que você não seja daqueles que posta tudo que passa pela cabeça, sempre tem um amigo desavisado que te marca ignorantemente numa foto indiscreta. Você diz para o chefe que demorou no almoço porque precisou levar a sua avó ao dentista, mas se esqueceu deste detalhe e fez check-in no shopping. Na semana passada seu amigo te marcou numa foto abraçado a outros quatro bêbados, sem contar que no dia do jogo do seu time, o “chuuuupa” que você  escreveu para o seu primo também apareceu na tela do diretor.
 
E não adianta querer se reservar... a partir do momento que você entrou numa rede social, está sujeito a isso sim. Não convidar o chefe para ser seu amigo virtual seria uma solução se você não tivesse que se explicar quando o chefe te convida pra ser amigo dele. E mesmo que o patrão esteja fora da sua lista, sempre alguém no escritório pensa diferente de você e compartilha suas informações. No final do ano passado tivemos uma colega de trabalho que, supostamente teria apanhado uma gripe fortíssima na sexta-feira e por conta disso precisou sair mais cedo do emprego e faltar no sábado, porém, antes que pensasse em arrumar um atestado médico, sua melhor amiga publicou uma linda foto com toda a turma no SWU de Paulínia, curtindo o show do Megadeath. O resultado foi a dura tarefa de explicar o inexplicável... e o filme queimado.
 
Então, para quem decide ter uma página no Orkut ou Facebook, o conselho é: monitore-a! Veja quem escreveu o que na sua página, evite se expor ou expor seus amigos sem que eles de fato autorizem e, principalmente, tome cuidado com suas atitudes fora do mundo real, pois seu chefe, sua empresa e, principalmente os seus clientes, não entendem que você tem vida profissional e pessoal... para eles é tudo uma coisa só.
 
Meu facebook é ESTE. Fiquem a vontade!

Um comentário:

  1. Concerteza, hoje com a integração das redes e a vida real tudo esta em exposição. O que me assusta nesse sentido mas não nesse assunto é o modo como as pessoas se esquecem de comunicar-se pessoalmente e preferem virtualmente.

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