quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Quem eu escolho para me influenciar?


Na década de 1930, o estadunidense Dale Carnegie escreveu o livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”. De lá pra cá, sua obra tornou-se um dos principais Best-sellers do mundo no que se diz respeito ao tema, hoje conhecido como network. O que Carnegie escreveu é tão atual que, mesmo depois de mais de 50 anos de sua morte, algumas empresas tornam esta leitura uma obrigação para os seus executivos. Expressões como “fazer network”, “exercer influência” e “reconhecimento popular” são mais atuais a cada dia, criando espaço para o surgimento de cursos específicos para o assunto e redes de relacionamento, tanto físicas como virtuais.

Ainda que os mais jovens não gostem de admitir, todo ser humano sente necessidade de se influenciar por outros. Sejam estes outros um amigo mais popular, um professor que transmite mais segurança ou um colega de trabalho mais antigo e mais ousado. Ser influenciável não é bom nem ruim e sim natural. Todos precisamos sofrer influências tanto quanto precisamos nos relacionar, conversar e aprender com outras pessoas. O problema surge quando essas outras pessoas nos influenciam para lados que não nos serão sadios, como exemplo, a influência que o funcionário revoltado exerce sobre o restante da equipe. Já vi muita gente pedir demissão da empresa após sofrer influências das insatisfações do colega. Uma maneira eficiente de influenciar pessoas é através de suas conquistas pessoais. Ao longo da vida, algumas pessoas constroem determinada imagem que pode influenciar admiradores e, por conseqüência, transmitir os conceitos. Alguns fazem sucesso e escrevem livros, tornam-se palestrantes, viram celebridades, etc.

Curiosamente para mim, esta última semana foi bem intensa e cheia de exemplos de sucesso. Na última sexta-feira eu estive em Belo Horizonte e assisti à palestra do Tiago Aguiar, que foi o vencedor do Programa de TV “Aprendiz 4 – O Sócio”, em 2007. Ele falou sobre desenvolver talento e mudar seu perfil para poder se adaptar as oportunidades surgidas. No dia seguinte, ainda em BH, ouvi o Coordenador de Empreendedorismo da UNA, Professor Helber Vidigal, dizer como influencia pessoas pelo Brasil inteiro a lançarem-se ao mundo empreendedor. Ao mesmo tempo eu notava a influência que meu colega de profissão Marcello Marinho exerce sobre o restante do grupo (inclusive a mim) simplesmente por mostrar seus bons resultados empresariais.

De volta a Campinas, na terça-feira pela manhã estive na reunião final de planejamento do Grupo BNI PRIME, uma organização de network focada na geração de negócios para os empresários participantes. Neste dia, por aclamação, o Grupo confiou a mim a Presidência durante o próximo semestre, honra que me fez refletir que, para isso acontecer eu devo ter passado a todos uma boa imagem, o que não deixa de ser influência. No mesmo dia notei que a Fan-Page do meu Professor de network, Eduardo Santana, estava bombando no facebook, provando também o seu poder de influência. Pra fechar com chave de ouro, ontem nós recebemos aqui na empresa a visita do técnico da seleção Brasileira de Voleibol Bernardo Resende (o Bernardinho), um sujeito que influencia milhares de pessoas com sua humildade e seus conceitos de treino e disciplina.

Mas com todos estes exemplos de sucesso, tem muita gente que ainda prefere se influenciar pelo fracassado. Seja por instinto ou recalque, uma pessoa comum é mais sensível a influência derrotista do que a do bem sucedido. E entender isso não deixa de ser simples: Ter sucesso dá mais trabalho do que desistir, que depende apenas de não fazer nada... e isso, Dale Carnegie já dizia no século passado.

Um comentário:

  1. Procuro me cercar de boas influencias.
    E por isso eu, estou aqui...

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