quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A diferença entre correr risco ou perigo


Arriscar faz parte da vida de um empreendedor. Aliás, empreender significa projetar, intentar, dar principio ou efeito a alguma coisa. E toda vez que criamos, inventamos ou planejamos algo, corremos algum risco. Arriscar, porém, é diferente de se expor ao perigo iminente. Basta dizer que o simples fato de dirigir uma motocicleta é um ato arriscado, mas fazê-lo sem usar equipamentos de segurança já torna esse ato perigoso demais. Como nem todo mundo entenderia esse exemplo, diríamos que risco é trocar de emprego e perigo e trocar sem avaliar as condições de contratação da empresa para onde vai.

Dando mais foco no assunto, vale dizer que o empreendedor (ou intra-empreendedor) que não aposta em alguma coisa, jamais poderá concretizá-la e todo empreendimento começa por um projeto, que pode sofrer com cenários diferentes daqueles imaginados. Porém, ter atitudes que exponham o projeto ao perigo é um ato insano e motivo causador da maioria das choradeiras. Uma ferramenta muito simples de ser utilizada e suficientemente eficiente para definirmos quando estamos correndo risco ou nos oferecendo ao perigo é a “Análise SWOT”, também conhecida no Brasil como “FOFA”. Ela consiste na análise do cenário encontrado e das probabilidades de mudanças.

O nome “SWOT” vem das iniciais de Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats. Em português, o apelido “FOFA”é oriundo de "Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças". Conforme a figura ao lado, analise os fatores internos e externos que ajudariam e atrapalhariam seu negócio. Ou seja, fatores internos são aqueles que estão sob o controle do empreendedor, que dependem dele, como por exemplo a disponibilidade de tempo para produzir e atender com eficiência a sua demanda de clientes. Fatores externos são aqueles que não dependem de sua decisão, como os efeitos climáticos, econômicos e de adequação do mercado. Agora, baseado nisso, deve-se avaliar quais são positivos e quais são negativos, além de fechar a análise definindo qual supera o outro.

Quando a SWOT diz que você tem maiores chances de ter sucesso do que de fracasso, significa que vale a pena correr o risco. Neste caso, o empreendedor precisa ficar atendo aos fatores ameaçadores, fortalecer suas defesas e valorizar seus pontos fortes. Ainda assim, há alguma chance das coisas darem errado, pois o cenário sempre pode mudar repentinamente. Como exemplo, temos o empresário que investiu conscientemente numa representação exclusiva de telefonia da maior operadora do país. Porém, apenas duas semanas após a abertura de seu negócio, a Agência Nacional de controle deste setor proibiu aquela operadora de vender novos serviços e o negócio do empresário citado não alavancou devido ao ambiente de desconfiança gerado diante da população consumidora.

Caso o resultado da avaliação conclua que as ameaças são mais evidentes do que os fatores colaborativos, o fato de continuar com o empreendimento significa que o empreendedor gosta de viver perigosamente. Mesmo assim, pode ser que ele consiga vencer as barreiras por um golpe de sorte (acontece que empreendedores que se prezam não aceitam contar apenas com ela). Empreender baseado na sorte é algo como apostar na corrida de cavalos: as chances de perder são muito maiores do que de vencer. Como nestes casos, porém, quanto maior for o risco e o valor da aposta, maior será também o prêmio pela improvável vitória. Ser arrojado ou conservador não depende exclusivamente de seus instintos ou do perfil assumido, mas sim da capacidade que o apostador terá de consertar os estragos e juntar os cacos diante de uma catástrofe.

Minha sugestão: Aceite correr riscos, empreenda, ande de motocicleta. Mas nunca deixe de usar o capacete.

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