domingo, 3 de fevereiro de 2013

O apoio da família é fundamental, mesmo que distante


Numa oportunidade, estávamos entre executivos discutindo se o profissional que sai de sua cidade para trabalhar aumenta ou diminui as suas chances de sucesso profissional. Embora que, do ponto de vista acadêmico, reflexões como esta sejam consideradas inconclusivas, informalmente podemos tirar algumas idéias e debater os argumentos de cada um. Com esse intuito, registro que enquanto uns argumentam que imigrantes trabalham melhor porque se mantém focados o tempo todo, outros afirmam que a proximidade com a família faz o cidadão trabalhar mais feliz e apresentar um astral mais convincente perante a sua tropa, na empresa.

Nesse caso, não há nem o certo e nem o errado, mas me chamou atenção uma única concordância entre todos: que a família, perto ou longe, interfere diretamente no rendimento profissional da grande maioria das pessoas. Sempre que temos casais que se apóiam em determinada tarefa, esta rende com intensidade diferente. A cumplicidade entre os pares leva o trabalhador a ter mais convicção nas tomadas de decisão, sabendo que em casa encontrará seu cônjuge em sintonia. A comemoração pelos resultados saem em conjunto e os filhos passam a torcer pelos pais em suas missões. Um colega de trabalho faz questão de comemorar as metas cumpridas em companhia da esposa e dos filhos, da mesma forma que comemora as medalhas que o garoto mais velho ganha no futebol ou as notas da caçula na escola.

Considerando que o sucesso profissional oferece a família uma melhor condição de vida, com mais acesso a viagens, bens de consumo e educação, cabe ao casal decidir suas prioridades. Se é hora de intensificar as carreiras em detrimento dos momentos de lazer ou se a qualidade de vida, com tempo livre para passear e praticar esportes faz mais sentido. Qualquer que seja esta decisão, ela precisa ser de comum acordo e sem recaídas de uma hora para a outra. É claro que qualquer decisão pode ser mudada, mas respeitando uma regrinha básica: tem que seguir os mesmos passos de quando ela foi tomada, ou seja, conversando.

O trabalhador que chega em casa e relaxa, tem mais condições de render no dia seguinte. Por outro lado, aquele que fica trabalhando até mais tarde pensando se seu marido ou esposa irá aceitar o atraso, se haverá novamente aquela velha cena de ciúme; certamente não renderá e as horas a mais, pouco serão aproveitadas. Infelizmente, é bem comum a situação da cobrança insana... quem deveria dar apoio é quem mais cobra o feriado não emendado e o presente das crianças no aniversário e no Natal. Continuas ligações para o escritório do par em nada ajudam, mas criam sim uma instabilidade e uma imagem de incompetência, de que aquele colega não consegue a cooperação nem mesmo de seus familiares, quanto mais irá conseguir de sua equipe. Em contrapartida, chegar em casa e descontar nos filhos toda a sua frustração com as tarefas do dia, como se eles fossem os culpados pelas metas não atingidas, somente servirá para piorar o relacionamento.

Falando em filhos, a obrigação dos pais que querem vê-los desenvolvidos é de apoiar a escolha e o trabalho deles também. Mesmo no terceiro milênio, ainda é muito comum encontrarmos pais que querem escolher a carreira dos filhos, como se estes fossem se realizar na pele de outra pessoa. Frases como “não te paguei anos de estudo para isso” ou “não esperava te ver atrás de um balcão” são absolutamente equivocadas (com exceção àquilo que fira os valores da honestidade e boa educação). Inúmeros homens de sucesso surgiram de trabalhos não muito valorizados pela maioria da sociedade e, o amor profissional aliado a intensa disposição e uma boa idéia, podem transformar uma pessoa comum em exemplos de vida.

Finalmente, a minha conclusão é que, independente de onde seja a missão da formiga, ela será mais bem cumprida com o apoio de todo o formigueiro. Família longe que faz chantagem emocional e fica vendendo caro a saudade não serve de estímulo. Por outro lado, o apoio em casa é o que dará a paz necessária que qualquer vencedor precisa ter.

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