quarta-feira, 22 de maio de 2013

Programa "Ação Positiva"

Olá leitores: No último dia 20/05/2013, tive a honra e oportunidade de participar do Programa "Ação Positiva", apresentado pelos meus amigos Carlos Cunha e Maurício Seriacopi, na Rádio Cidade em Jundiaí. O programa durou cerca de 1 hora e lá eu aprendi muito. Espero que vocês possam ouvir e aprender um pouco também:

- Bloco 1                                     - Bloco 2

Um "baita" Abraço a todos vocês!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Se não puder superar, pelo menos não alimente o trauma


A frase de Caio Fernando de Abreu é: “Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito”. Ouvi essa citação pela primeira vez num dia desses, depois que eu havia passado a manhã inteira numa reunião com a empresa, reclamando de uma dificuldade vivida numa das tarefas que precisei fazer. Depois disso, a reflexão que fiz de meu próprio comportamento foi inevitável.

Até para manter a autoestima, temos a necessidade de justificar rapidamente as nossas metas não atingidas e uma boa justificativa é eleger um culpado. Este pode ser o governo, o patrão, o funcionário, o sindicato, o colega de trabalho, a crise, o calor, o frio ou qualquer outra coisa, pessoa ou circunstância que nos pareça a vítima ideal. Alguém sempre bate em nosso carro, mas se não tiver como por a culpa no outro motorista, então ela cairá sobre a sinalização, sobre a pressa ou mesmo sobre o pedestre que tentou atravessar fora da faixa e nos desconcentrou. E quando nos sentimos prejudicados por isso, falamos disso.

Depois de reclamarmos por algum tempo sobre uma mesma situação, derrubá-la passa a ser uma questão de honra. Essa situação que supostamente nos atrapalha passa a fazer parte de nossa vida com imensa evidência, a ponto de criarmos um tipo de “marcação” contra o tal vilão, que passa a ser o nosso inimigo numero um e todos os dias passamos a reforçar nossa indignação. Reforçamos os motivos de nossas reclamações e isso nos faz sermos cada dia mais vítima delas. Depois de um tempo, tal problema passa a ser nosso pior e mais pesado fardo a carregar.

Já notei líderes em situação de marcação com seus funcionários. Quando isso acontece, é difícil alertá-lo, porque a “cegueira” contagia o cérebro e tudo o que o outro fizer parecerá absurdo. O desenrolar da história normalmente é o desmanche da parceria, mesmo que ambos admitam que juntos pudessem ter resultados bons. As orelhas e os olhos dos "marcadores" ficam tão atentos que qualquer gesto ou palavrinha que puder trazer duplo sentido será, certamente, interpretada pelo pior dos sentidos.

Existem pessoas que reclamam de um problema sem buscar verdadeiramente uma solução. Elas reclamam, mas não tomam nenhuma atitude a respeito, não sugerem solução alguma (a não ser soluções impossíveis) e não aceitam as sugestões de outros. Se você percebe que é um desses, o melhor a fazer é trabalhar com a auto-disciplina... Faz alguns meses eu notei uma grande diferença em uma colega, que de um dia para o outro diminuiu consideravelmente o numero de reclamações diárias que fazia a respeito de um assunto. Curioso, perguntei o que havia acontecido e ela me respondeu: "Estou tentando não falar mais de ninguém". O resultado foi uma pessoa muito mais tranquila e feliz, com um fardo a menos e mais horas diárias de sorriso no rosto. 

Antes de finalizar, é interessante dizer que há também as pessoas que tiveram um trauma no passado e este sempre volta a tona. Ter sido vitima de violência, de um acidente, ter perdido algo ou alguém importante... tudo isso precisa ser superado o quanto antes para que a vida continue. De acordo com as frase escrita por Caio F., em alguns casos em que a superação não seja possível, é importante ao menos que supere-se o vício de colocar constantemente a lembrança a tona, servindo esta, em algumas vezes inclusive, como desculpa.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fazer o que não quer para conseguir o que quer?

cena do filme "Desafiando Gigantes" (Sony Pictures)

No última oportunidade em que estive com o técnico Bernardinho, ele falou uma frase que era mais ou menos assim: “LIDERAR É CONVENCER PESSOAS A FAZEREM AQUILO QUE ELAS NÃO QUEREM FAZER PARA QUE POSSAM ATINGIR RESULTADOS QUE ELAS QUEREM ATINGIR”.

Não sei se isso é realmente uma constatação tão fantástica assim como eu estou enxergando ou se toma a forma de genialidade por vir da boca dele. Mas o fato é que um cara “mortal” como eu tem mesmo é que aprender com imortais, como ele. Essa frase me faz pensar sobre o paradoxo, afinal as pessoas querem atingir seus sonhos, mas não querem ter o trabalho que precisam ter para tanto. Como já dizia a banda Blitz, “todo mundo que ir para o céu, mas ninguém quer morrer”.

Vejam alguns exemplos: emagrecer sem precisar fazer regime e/ou exercícios; aprender sem ter que estudar; enriquecer sem trabalhar e economizar... Estes são apenas alguns exemplos em que o líder passa por chato, como se estivesse ele somente interessado no seu sucesso como líder e como se o liderado nada recebesse como retorno ou, na maioria dos casos, não fosse simplesmente o maior interessado.

Aí me lembrei de um coaching financeiro que acompanhei recentemente, onde o rapaz que contratou o consultor financeiro insistia em dizer que não abria mão de investir ao menos 10% de seu salário numa espécie de poupança pessoal, mesmo que naquele momento ele estivesse enforcado financeiramente. Numa outra oportunidade vi uma jovem com a conta negativa em R$ 900,00 mesmo tendo na poupança algo em torno de R$ 2.500,00... e ela dizia: “Na minha poupança eu não mexo!”. Não faz sentido deixar dinheiro guardado para render 0,5% ao mês enquanto paga 8% de juros no cheque especial.

Há casos em que um consultor de investimentos nos afirma categoricamente que é preciso guardar dinheiro todos os meses, não importando a situação... Isso faz todo o sentido, pois se não for assim, a gente nunca consegue ter reservas. Afinal, sempre vamos encontrar produtos e serviços que nos interessam para a gente gastar. Porém, precisamos nos atentar que essa dica não é válida quando estamos no negativo, pois em 100% dos casos, o juro que pagamos por uma conta atrasada é maior do que qualquer retorno em qualquer produto bancário.

Para consertar suas finanças, a única solução é a junção de duas regrinhas bobas e básicas: ganhar mais e gastar menos. Aumentar os rendimentos pode tornar-se possível com o incremento de trabalho, seja com mais intensidade para aqueles que tem rendimento variável (comissões, horas extras, etc..) ou adicionando trabalhos extras, como vendas de cosméticos por catálogos ou mesmo os “bicos” de final de semana.

Já para diminuir os gastos, apesar de haver muito mais opções, a tarefa é intensamente mais difícil, pois as pessoas não se convencem tão rapidamente a diminuir a conta do supermercado... mas se atentar-se aos detalhes e cortar os pequenos gastos supérfluos (perfumes, doces, sanduíches, cervejinha do final de semana) e diminuir um pouquinho o padrão de exigência, a economia logo aparece. Nem que seja algo temporário, como se saíssemos de cena por dois ou três meses para que voltarmos muito mais formosos e “ricos”...

Convencer o devedor a fazer isso é uma árdua tarefa... afinal, ninguém quer ficar sem a diversão sagrada. Mas como diz o Bernardinho, é preciso convencer o cara a fazer o que ele não quer (economizar por um tempo) para que ele possa ter o resultado que ele realmente quer (dinheiro).

E agora? Você vai economizar?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Temos todo o tempo do mundo...



Tenho alguns momentos de nostalgia. Há momentos em que eu fico pensando quão boa foi minha juventude, minha adolescência, minha infância. Mas também há momentos que eu me sinto burro demais por não ter tomado decisões diferentes, aproveitado oportunidades, me lançado em determinadas ações... e a sensação de perda, principalmente de tempo perdido sempre vem à tona.

O filme “Somos tão Jovens”, de Antonio Carlos Fontoura conta a história das bandas de rock de Brasília criadas no início dos anos 80 e, como título, tira uma frase da música da Legião Urbana, “Tempo Perdido”. E da letra dessa música, a conclusão que se tira é que o tempo passado nunca é perdido, mas o futuro pode se perder se não começarmos a agir no presente momento. Parafraseando Renato Russo, quero dizer que todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas eu ainda tenho muito tempo pela frente. Ao contrário do que a maioria pode pensar, o tempo passado não foi perdido. Ainda que hoje achemos que deveríamos ter feito diferente, esse tempo pode ter sido necessário para percebermos isso, para aprendermos. Por outro lado, no futuro (daqui há um minuto), já não temos mais tempo a perder.

Meus caros “tão jovens”: independentemente da idade que possam ter, parem de se lamentar pelo que não fizeram, pelas oportunidades que podem ter perdido, pelas portas fechadas... isso é passado e pouco pode-se fazer para recuperar. Por outro lado, não repitam os erros, pois se repeti-los, então significará que não aprenderam nada... e aí sim este tempo passado terá sido muito inútil e perdido. Olhando para cada uma de nossas cicatrizes, podemos nos lamentar pela dor eterna ou entender que ela “já passou” e que o que ficou foi a experiência. A mesma experiência que nos trouxe maturidade e inteligência para tomar as boas decisões agora, afinal novamente como cantava a Legião, “nosso suor sagrado precisa valer a pena para ser bem mais belo que esse sangue amargo, mas necessário de ser derrubado”.

Aos que discordam de minha afirmação acima, eu pergunto: Acha que perdeu tempo indo a escola todos os dias, desde o jardim da infância até a faculdade ou pós-graduação? Acredita hoje que deveria ter ficado todo esse tempo em casa brincando ou ido para a rua trabalhar com menos idade? Será que se tivesse feito isso estaria hoje melhor do que está? Tenho certeza que não! Assim como as horas que passou na sala de aula foram importantes para construir este cidadão que és hoje, as cabeçadas do passado também foram importantes.

Se Todos os dias antes de dormir eu lembro e esqueço como foi o dia... se ando sempre em frente... preciso também lembrar do aprendizado que tive e esquecer das frustrações. O que tenho visto é que a maioria da molecada que hoje está frustrada e inverteu esses valores. Dão muita atenção aos traumas e pouquíssima ao aprendizado contido neles. 

Trabalhe bastante, afinal, "não temos mais nenhum tempo a perder"... porque somos... tão... jovens. Não se frustre, "porque estamos distantes de tudo" e jamais ache que está tarde para recomeçar alguma coisa, pois "temos nosso próprio tempo". 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Como você reage depois de um elogio?

Em vinte anos de profissão, tive em minhas equipes, pessoas de diversos perfis. Num dia desses, eu até brinquei com aquela famosa música do Martinho da Vila e cantei que, como diretor comercial, já tive gerentes de todas as cores, de várias idades, origens, condições financeiras, culturais e sociais, mas que todos eles tiveram suas carreiras transformadas depois de trabalharem intensamente na área comercial. Alguns, porém, deram mais certo do que outros e... a pergunta que sempre fica é: por quê?

Esse pensamento me pegou agora a noite, neste final de feriado do dia do Trabalho, enquanto eu assistia pela TV as reportagens sobre as manifestações de operários e partidos trabalhistas pelo redor do mundo. Em Bangladesh, por exemplo, os trabalhadores aproveitaram a data para protestarem de forma mais que justa por mais segurança e na Turquia as manifestações eram em favor de direitos reclamados. No Brasil, as Centrais Sindicais realizam eventos com apoio das prefeituras e promovem shows para reunir trabalhadores e suas famílias em locais públicos. O ponto curioso é que enquanto alguns reclamam e vão as ruas enfrentar a polícia, outros comemoram em paz...

Anthony Robbins, em seu livro “Desperte o seu Gigante interior”, curiosamente diz que tudo o que fazemos na vida é estimulado por dois sentimentos: o desejo de evitar a dor e o desejo de procurar prazer. Julio Ribeiro usava quase as mesmas palavras no seu clássico livro “Fazer Acontecer” já no início doa anos 90. Talvez seja por isso que alguns profissionais de vendas tanto comemoram enquanto outros somente se lamentam... porque uns trabalham em busca do sucesso e outros trabalham porque tem que trabalhar.

Entre meus tantos liderados de todas as cores, houve aqueles que alcançavam a meta e continuavam buscando marcas maiores. Pessoas que queriam sempre mais, mais e mais. Que não se conformavam simplesmente em fazer o necessário, mas buscavam deixar seus nomes gravados numa espécie de “Calçada da Fama” que, mesmo que de forma imaginária, toda empresa tem. Outros, porém, buscavam apenas o suficiente para não levarem broncas. Minimizavam suas metas no limite mais baixo que pudesse ser aceitável e se enganavam quando não as cumpriam, tentando argumentar que, pelo menos se esforçaram ou chegaram perto.

Há algumas maneiras de conhecer quem é do primeiro tipo ou do segundo. Uma delas é perguntar seus sonhos e objetivos... há aqueles que vão as nuvens planejando um mundo de glórias e sucesso, enquanto outros responderão com uma lista de coisas que evitam. Fica muito fácil entender quem trabalha para conquistar prazer e quem o faz para evitar a dor. Mas mesmo o perfil que evita a dor, eventualmente irá fazer coisas bem legais e nesse momento ele também será elogiado, dando a oportunidade ao líder de perceber agora VERDADEIRAMENTE, quem é quem. Qualquer um dos dois perfis, quando elogiados, ficam felizes... isso é muito natural. Mas o profissional que somente evita a dor se acomoda perante o elogio, solta um "ufa!" e terá uma queda muito evidente já nos próximos dias. Por outro lado, aquele que busca o prazer ficará tão entusiasmado e viciado no elogio e quererá recebê-lo novamente o mais rápido possível. Neste caso, se notará um aumento significativo de resultados vindos de sua parte, de forma quase que imediata.

E quem é o melhor profissional para a sua empresa? Depende da linha administrativa que ela contempla... se for a linha Taylorista, da Escola Clássica de Administração, dará mais certo aquele que só vai na ameaça, que foge da dor. Mas se for das empresas mais modernas, que trabalham com incentivo ao crescimento, precisa contratar quem quer crescer, não importando sua cor, raça, tamanho, origem, opção sexual ou time que torce.