quarta-feira, 1 de maio de 2013

Como você reage depois de um elogio?

Em vinte anos de profissão, tive em minhas equipes, pessoas de diversos perfis. Num dia desses, eu até brinquei com aquela famosa música do Martinho da Vila e cantei que, como diretor comercial, já tive gerentes de todas as cores, de várias idades, origens, condições financeiras, culturais e sociais, mas que todos eles tiveram suas carreiras transformadas depois de trabalharem intensamente na área comercial. Alguns, porém, deram mais certo do que outros e... a pergunta que sempre fica é: por quê?

Esse pensamento me pegou agora a noite, neste final de feriado do dia do Trabalho, enquanto eu assistia pela TV as reportagens sobre as manifestações de operários e partidos trabalhistas pelo redor do mundo. Em Bangladesh, por exemplo, os trabalhadores aproveitaram a data para protestarem de forma mais que justa por mais segurança e na Turquia as manifestações eram em favor de direitos reclamados. No Brasil, as Centrais Sindicais realizam eventos com apoio das prefeituras e promovem shows para reunir trabalhadores e suas famílias em locais públicos. O ponto curioso é que enquanto alguns reclamam e vão as ruas enfrentar a polícia, outros comemoram em paz...

Anthony Robbins, em seu livro “Desperte o seu Gigante interior”, curiosamente diz que tudo o que fazemos na vida é estimulado por dois sentimentos: o desejo de evitar a dor e o desejo de procurar prazer. Julio Ribeiro usava quase as mesmas palavras no seu clássico livro “Fazer Acontecer” já no início doa anos 90. Talvez seja por isso que alguns profissionais de vendas tanto comemoram enquanto outros somente se lamentam... porque uns trabalham em busca do sucesso e outros trabalham porque tem que trabalhar.

Entre meus tantos liderados de todas as cores, houve aqueles que alcançavam a meta e continuavam buscando marcas maiores. Pessoas que queriam sempre mais, mais e mais. Que não se conformavam simplesmente em fazer o necessário, mas buscavam deixar seus nomes gravados numa espécie de “Calçada da Fama” que, mesmo que de forma imaginária, toda empresa tem. Outros, porém, buscavam apenas o suficiente para não levarem broncas. Minimizavam suas metas no limite mais baixo que pudesse ser aceitável e se enganavam quando não as cumpriam, tentando argumentar que, pelo menos se esforçaram ou chegaram perto.

Há algumas maneiras de conhecer quem é do primeiro tipo ou do segundo. Uma delas é perguntar seus sonhos e objetivos... há aqueles que vão as nuvens planejando um mundo de glórias e sucesso, enquanto outros responderão com uma lista de coisas que evitam. Fica muito fácil entender quem trabalha para conquistar prazer e quem o faz para evitar a dor. Mas mesmo o perfil que evita a dor, eventualmente irá fazer coisas bem legais e nesse momento ele também será elogiado, dando a oportunidade ao líder de perceber agora VERDADEIRAMENTE, quem é quem. Qualquer um dos dois perfis, quando elogiados, ficam felizes... isso é muito natural. Mas o profissional que somente evita a dor se acomoda perante o elogio, solta um "ufa!" e terá uma queda muito evidente já nos próximos dias. Por outro lado, aquele que busca o prazer ficará tão entusiasmado e viciado no elogio e quererá recebê-lo novamente o mais rápido possível. Neste caso, se notará um aumento significativo de resultados vindos de sua parte, de forma quase que imediata.

E quem é o melhor profissional para a sua empresa? Depende da linha administrativa que ela contempla... se for a linha Taylorista, da Escola Clássica de Administração, dará mais certo aquele que só vai na ameaça, que foge da dor. Mas se for das empresas mais modernas, que trabalham com incentivo ao crescimento, precisa contratar quem quer crescer, não importando sua cor, raça, tamanho, origem, opção sexual ou time que torce.

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