sábado, 29 de março de 2014

As empresas exageram na pedida!

Estamos vivendo uma fase onde pouco se fala em desemprego. Mas algumas pessoas ainda sentem dificuldade para entrar no mercado de trabalho. Buscando ajudar o trabalhador a se colocar no mercado, o CRÔNICAS foi conversar com a Palestrante e Coach MARYNÊS PEREIRA. Nesta entrevista, ela critica a forma como algumas empresas recrutam seus profissionais, pede mais atenção aos acadêmicos e aconselha os profissionais mais experientes a mudarem alguns conceitos e “pré-conceitos” que limitam suas possibilidades. Confira e valha-se do conteúdo!

CRÔNICAS: O mercado de trabalho está acessível a todos?

MARYNÊS: Não para todos! O mercado está acessível a quem está preparado: 1. tecnicamente. 2. desenvolvendo seus talentos e competências com paixão. 3. sabendo compartilhar. 4. entendendo que dinheiro é consequência de dedicação, integridade e perseverança. 5. autoconhecimento e administração de suas inteligências (emocional e social).

CRÔNICAS: É por isso que os noticiários dão conta de empregos disponíveis e mesmo assim, algumas pessoas não conseguem trabalhar?

MARYNÊS: Pode ser um dos motivos. Além disso, vejo alguns equívocos em anúncios de vagas. Por exemplo: solicitam competências, habilidades e conhecimentos como pré-requisito para a vaga em empresas onde as pessoas não terão a menor possibilidade de usá-las. Proatividade consta em quase todos anúncios que vejo , mas a realidade é bem outra , pois algumas empresas querem (verdadeiramente) as pessoas que não fazem nada além do que está previsto na operação. Não querem que o novo contratado “vá além “. Isso entre outros absurdos solicitados que nunca serão utilizados na vaga em questão... é como se usássemos um canhão para matar uma pulga. Acredito que muitas empresas exageram na descrição de um cargo e seus respectivos RHs estão desconectados da realidade e mais presos às formalidades aprendidas na faculdade.

CRÔNICAS: E quem perde com isso é somente o trabalhador, que não consegue o trabalho, ou a empresa também perde, por contratar errado?

MARYNÊS: Ambos perdem, pois, além de não conseguir o candidato ideal, também não os retém. A realidade encontrada em algumas empresas não cumpre a expectativa do candidato, conforme colocada no anúncio. Como citei anteriormente, existem erros ao anunciar a vaga, erros na descrição do cargo, nos valores e princípios da empresa, prometendo muitas coisas que não cumprem depois.

CRÔNICAS: Com isso as empresas perdem bons talentos?

MARYNÊS: Perdem por fatores citados acima e também por descontrole de alguns líderes que não conseguem lidar com pessoas proativas, assertivas e criativas mas que, curiosamente, pedem aos RHs para contrata-las. Muitos líderes não conseguem lidar com gente que pensa e critica.

CRÔNICAS: Essa realidade é geral? Podemos dizer que todo o mercado está assim?

MARYNÊS: Nem todos, não podemos generalizar. Isso é uma crítica a quem age desta forma, mas não há dúvidas que existe gente muito boa e honesta recrutando. Eu diria que existem os que estão no pântano da liderança, isto é, que agem de maneira agressiva na contratação, sequer dão-se conta disso e mal sabem porque exportam tantos talentos.

CRÔNICAS: Como deve agir o profissional em busca de trabalho, para que possa vencer este problema? Deve se preparar para o que está sendo pedido ou deve procurar compensar, de alguma outra maneira, expondo aos recrutadores que pode dar conta do recado sem as tais qualificações exigidas?

MARYNÊS: Em primeiro lugar, as empresas e RHs precisam estar sintonizados com a realidade e não fantasiar na elaboração dos perfis a ser contratados. Eu não acredito que faltam pessoas qualificadas no mercado, mas falta bom senso das empresas também. Elas precisam ser mais focadas na solução e se não conseguem o colaborador que precisam devem buscar formá-los oferecendo universidades corporativas (como muitas já vem fazendo) ou buscar ajuda junto a entidades como o SENAI, SESC e SEBRAE, afinal, se o sistema de ensino é ruim, não adianta lamentar.

CRÔNICAS: Mas pelo seu discurso, o trabalhador vira vítima de tudo isso. Como ele pode tomar a iniciativa e resolver a sua dificuldade?

MARYNÊS: O trabalhador precisa estudar, estudar e estudar. Mesmo que as empresas mudem sua forma de contratação, a qualificação através do estudo é sempre importante. Hoje o ensino é acessível e gratuito até mesmo pela internet, basta boa vontade e tempo disponível. Por outro lado, com comida faltando em casa, contas para pagar como essas pessoas vão pensar em se aprimorar? Tem muito talento em qualquer classe social, o problema é empresas quererem colher manga de uma macieira...

CRÔNICAS: Os profissionais de treinamento não estão preparados para lidarem com isso?

MARYNÊS: Alguns acadêmicos são "críticos de carteirinha" e isso é um enorme atraso para as empresas. Eles só falam da realidade criticando, mas nunca saem do laboratório e nunca pisam num ambiente corporativo real. Os críticos apontam os pontos problemáticos, mas nunca apresentam as soluções, porque não estão preocupados em procurá-las. Precisam pensar de outra maneira, mais prática, mais próxima da realidade.

CRÔNICAS: O trabalhador mais veterano, de 35 anos pra cima, as vezes não consegue concorrer com a molecada. Quais são as vantagens que o veterano deveria explorar para vencer a disputa com os mais jovens e encontrar o seu espaço?

MARYNÊS: Ele tem a experiência ao seu lado. Não creio que deva tentar se equiparar em termos de tecnologia e pensamento multifocal, típico dos mais jovens, pois perderá. Mas tem coisas que pode aprender em qualquer idade, como dividir ideias e pedir opiniões, aplicar a reciprocidade... isto é ajudar e ser ajudado, o que é muito bem visto por todos. Essa geração com mais de 40 anos costuma ser isolada e ambiciosa e isso repele os jovens. Percebo que muitos dos veteranos podem estar usando estratégias obsoletas. Não estou generalizando, há muitas exceções e meu objetivo é que haja cada vez mais veteranos solidários ao trabalho em equipe e sendo mentores das novas gerações...

terça-feira, 25 de março de 2014

Exercitando o Talento!

Pulei o carnaval… Pulei de quinta diretamente para a quarta-feira de cinzas, já que esta não é uma das minhas festas preferidas. E foi justamente numa leitura de carnaval que eu observei a história de um publicitário de sucesso que, ao dar uma entrevista para um site na internet, contou que no início de carreira fazia seus estágios sem receber salário ou que participava das equipes de grandes agências com salários baixos e sem nenhum tipo de atrativo profissional, a não ser a expectativa de aprender e conviver com o meio.

E mais interessante que a entrevista, que foi ótima, pude perceber a repercussão, a turbulência e o volume de comentários dos internautas, principalmente daqueles que atuam na área ou que estudam Publicidade e Propaganda. Havia uma absurda quantidade de pessoas parabenizando a história de sucesso e, por incrível que possa parecer, a mesma quantidade ou mais, de pessoas criticando. Entre as críticas, poderíamos ler que “é um absurdo fazer estágio de graça”, ou que “é justamente por pessoas como ele que o salário do publicitário é baixo no Brasil”. Mas a mais absurda de todas vinha de um jovem que, indignado, perguntava “como ele poderia ser estagiário e ter certeza que não estariam apenas explorando o seu talento?”.

Isso me motivou a escrever sobre o tema: TALENTO.

Supostamente, um estagiário, por mais talento que “pense” ter ou “possa” ter, precisa exercitá-lo para poder desenvolvê-lo... como se fosse um atleta. Antes, porém, precisa aprender os fundamentos de sua profissão, como se fosse no esporte. E essa história de ser explorado no seu talento... quanto mais o seu talento for explorado, mais talento ele desenvolveria. E quando uso o futuro do pretérito é pra dizer que, “sei lá” se o cara tem talento mesmo, pois essa molecada de hoje está muito arrogante e se achando gênio... mas ainda que tenha talento, quanto mais for explorado, mais vai exercitar.

Imaginem o Neymar, no início de carreira, se negando a jogar bem no time juvenil do Santos, pois este poderia estar “explorando” seu talento... Imaginem a Maitê Proença, em sua juventude lá em Campinas, abrindo mão de interpretar uma peça amadora por achar que estariam também explorando seu talento... Claro que nenhum destes tem este sentimento. Ao contrário, Neymar e Maitê certamente agradecem aos seus mestres lançadores, independentemente de quais eram seus salários no início... E pra quem disser que o Neymar não vale como exemplo porque já ganhava bem desde criança, há inúmeros exemplos de jogadores famosos e muito bem pagos que, no início de carreira, dormiam no alojamento dos seus times, no interior do interior.

Um estudante ou um jovem profissional, por mais talento que possa ter, é apenas uma promessa. E para a promessa poder se cumprir, precisa que alguém aposte nela. Não estou defendendo o estágio sem remuneração... muito pelo contrário, pois acredito que a remuneração é importante até para causar um sentimento de sustento no jovem. Mas, da mesma forma que um empresário oferece serviços promocionais quando está com sua empresa nascente, um garoto tem mesmo é que aproveitar as oportunidades de aparecer no mercado e testar (mostrar) seu talento na vitrine que lhe for oferecida, assim como fez o publicitário que motivou este artigo, no início de sua carreira... e pra ele deu certo! 

sábado, 22 de março de 2014

Carlos Cunha Comunica

Radialista, Locutor, Mestre de Cerimônias e Professor de Comunicação, o Paulista Carlos Cunha é um sujeito culto e crítico, dono de um rico vocabulário e conhecido pelo hábito de pronunciar cuidadosamente suas palavras mesmo em momentos de informalidade. Ele ensina que tão importante quanto a escolha das palavras é o tom que se usa para aplicá-las. Formado em Marketing, com MBA em Gestão pela FGV de São Paulo, aprendeu a ter uma visão holística a respeito do assunto e, após alguns ajustes, aplicou este conhecimento no tema "Comunicação". Há 15 anos no ramo, começou fazendo rádio em Campinas, passando posteriormente por Itatiba e Jundiaí... Aprimorando-se, ampliou seu escopo e hoje atua aplicando cursos e apresentando eventos... e nós do blog CRÔNICAS CORPORATIVAS tivemos a oportunidade de aprender um pouquinho,  gratuitamente.

CRÔNICAS: Como você começou a trabalhar com Comunicação?

CARLOS CUNHA: Sempre tive facilidade para expor ideias e num determinado momento fui convidado a dar aulas no Núcleo de Comunicação e Artes do Senac. Ali, consegui, através da observação, visualizar as nuances da comunicação para aplicar técnicas que realmente funcionam e, principalmente, dão resultados.

CRÔNICAS: A locução é um dom ou é produto de treino?

CARLOS CUNHA: Posso dizer que é uma mescla das duas coisas: dom e treino. Dom porque você já tem de ter desenvolvido, mesmo que subjetivamente, isto dentro de você. Treino, porque tudo dá para aprimorar.

CRÔNICAS:  E você descobriu o seu talento por iniciativa própria ou oportunidade?

CARLOS CUNHA: Creio que tenha sido por oportunidade. Desde o ensino fundamental, eu era sempre chamado para apresentar os eventos da classe e depois, os eventos cívicos da escola. Certa vez um professor meu, Cláudio Dangieri, que era muito exigente em sala de aula, me chamou após uma destas apresentações espontâneas e me disse que eu tinha facilidade em me comunicar e deveria desenvolver esse talento. Foi interessante, na hora não entendi muito o que aquilo significava mas, de certa forma, ficou no meu inconsciente. Foi quando percebi que tudo que fazia estava ligado ao uso da voz, da articulação...

CRÔNICAS: O que a habilidade comunicativa pode fazer por uma pessoa?

CARLOS CUNHA: A boa comunicação pode interferir no sucesso de um profissional de áreas não ligadas a comunicação. Muitos confundem o 'falar bem' com o 'falar muito', mas são coisas paralelas. O 'falar bem' está ligado ao conteúdo e o 'falar muito' simplesmente ligado ao ato de falar. As empresas têm tido cada vez mais dificuldade em treinar seus colaboradores para este fim. Muitas vezes, vemos profissionais qualificadíssimos, executores de projetos essenciais para o negócio mas que, na hora de apresentar o projeto, simplesmente travam, colocando toda a expertise a perder. Existe uma diferença muito grande entre expor uma determinada ideia para uma pessoa só e expor esta mesma ideia a um grupo de pessoas. É isto que precisa ser despertado... muitos, expondo para uma pessoa só, conseguem dar um show, mas a situação muda quando esta informação precisa ser passada para um grupo. Daí a necessidade de um treinamento que precisa ser calcado na observação e na empatia.

CRÔNICAS: Falar em publico é difícil? É um bicho de sete cabeças?

CARLOS CUNHA: Não é. Costumo dizer que este bicho pode ter uma cabeça só: a da própria pessoa.

CRÔNICAS: Existem técnicas? Até um tímido pode aprender?

CARLOS CUNHA: Sim. O título do meu curso é bem objetivo neste ponto: 'Oratória sem Segredos: Desenvolvendo Potencialidades". Ele visa tirar todos os mitos sobre a Oratória e sobre o medo que a ronda.

CRÔNICAS: A boa oratória interfere na auto estima de um profissional?

CARLOS CUNHA: Não é preciso falar para milhões. Muitas vezes é necessário passar uma comunicação objetiva para quem está ao redor. E este é um exercício cuidadoso, pois infere muita responsabilidade na pessoa. E as pessoas querem se livrar desta responsabilidade. Os meus cursos são calcados na conscientização. Logo, a auto estima é bastante estimulada.

CRÔNICAS: Em que áreas ou profissões um bom comunicador pode trabalhar?

CARLOS CUNHA: Falar bem e ser reconhecido como tal, sempre faz com que a pessoa se sinta valorizada, afinal, não existe nada pior do que ter uma boa ideia mas não saber como expressá-la. O bom comunicador não é aquele que faz da comunicação o seu meio de vida, o seu trabalho, mas aquele que comunica bem, independente do ambiente em que está inserido. Então, pode-se desenvolver carreiras em locução, apresentação de auditório, animação, recreação e muitas outras áreas... Estas atividades demandam um grande conhecimento da Oratória, mas, de certa forma, todos nós precisamos falar com clareza, conhecimento e objetividade. Meus cursos já foram frequentados pelos mais diferentes profissionais: médicos, engenheiros, professores, vendedores.

CRÔNICAS: Certamente nossos leitores poderão se valer de suas dicas. O objetivo deste espaço é encorajar o profissional no caminho da evolução e você contribuiu bastante. Nós somos agradecidos!

CARLOS CUNHA: É sempre um prazer compartilhar conhecimento, ainda mais num canal que eu acompanho e recomendo, que é o 'Crônicas Corporativas'. Parabéns por mais esta iniciativa. É isso.

terça-feira, 18 de março de 2014

Sou Preconceituoso!


Não consigo ter expectativa igual por todo mundo, por mais que eu tente. Admito que vivo pré conceituando pessoas todos os dias. Isso é verdade, não é marketing. Sei que as aparências enganam e estou cansado de me ver enganado por elas, mas continuo sentindo a mesma coisa quando conheço alguém diferente e acredito que todos nós temos um pouco disso. Vou dar alguns exemplos:

Tenho uma simpatia enorme por velhos... posso dizer que os meu grandes amigos são idosos. Na maioria dos casos, quando conheço os pais dos meus amigos, me identifico logo com eles. Desde criança eu curtia demais o meu avô e, de lá pra cá, venho confirmando essa admiração, pois são pessoas sábias. Gosto quando contam histórias de “antigamente” e percebo que os conflitos são os mesmos de hoje, mas com outros nomes. Gosto de incentivá-los a modernidade, pois às vezes acho que eles desperdiçam sabedoria por pouco usarem a tecnologia disponível. Quando vou a uma empresa e sou atendido por um idoso, imediatamente me torno mais tolerante, posso dizer que só por isso a empresa já ganha um ponto a mais comigo.

Imagino que todos os japoneses são disciplinados... é impressionante, mas é a primeira coisa que me vem a cabeça. Fico imaginando que eles cumprem 100% daquilo que se prontificaram a fazer, que não se desviam no meio do caminho por imaginarem que há algo mais legal ou divertido. Fico maravilhado com o respeito que eles têm pelos seus pais (podem reparar que os japoneses sempre valorizam os pais e a família). Certamente tenho muito que aprender com eles.

Os negros ganham espaço a cada dia... e não é por nenhuma política de cota que isso acontece não, vocês já repararam como a raça negra está a cada dia mais bonita? Isso acontece porque estão se tornando mais vaidosos, com maior auto-estima. Eles têm inventado estilos próprios, penteados diferentes, têm se vestido muito bem. Os negros vêm se orgulhando progressivamente de suas conquistas como atletas, políticos, empresários, religiosos, atores, etc. Nilton Gonçalves dá show de interpretação no cinema nacional, Marcos Assumpção promove ações sociais com maestria... tenho dois amigos negros, que são empresários e administradores invejáveis, isso tudo sem falar da miss universo de um ou dois anos atrás. Gosto dos negros, eles vão arrebentar nos próximos anos.

Fico impressionado com a capacidade da mulher no mercado de trabalho... Elas superam tudo, podem tudo. Unem a sensibilidade com a determinação, são mais pacientes e gostam mais de estudar. Elas falam com mais jeitinho, são melhores como líderes e melhores como lideradas. Mas acho os homens corajosos... eles ainda se sustentam com essa característica. Parece que a força bruta que herdaram das gerações passadas ainda mantém alguma reação positiva. Um homem inteligente já percebeu a ascensão da mulher e colabora com ela.

Falando das diferenças entre homem e mulher, me solidarizo com a luta dos Gays... Eles estão buscando seus espaços e superando aquela falsa imagem de maníacos sexuais a qual a sociedade os condenava no passado. Os gays tem mostrado ao mundo que paqueram assim como os heterossexuais paqueram também, mas que se corrompem muito menos do que os primeiros. É raro vermos um gay cometendo assédio nas empresas... eles são muito mais discretos. Admiro pais adotivos... Eles abrem suas almas a pessoas com outras descendências. São anjos que vieram a terra mostrar que o ser humano tem jeito. Gosto dos Crentes, de qualquer religião, porque eles são ponderados em suas ações... mas também gosto dos céticos, pois tem coragem de dizer o contrário do que o mundo diz... Valorizo muito os analfabetos e as pessoas com deficiência, pois vivem em um universo de iguais sendo diferentes...

Como veem, sou pré-conceituoso... Apenas lamento que algumas pessoas decepcionam o meu conceito pré estabelecido e fazem tanta besteira, que me levam a não gostar delas individualmente... Não pela tribo, religião, raça, orientação sexual ou classe social, mas sim pelas suas atitudes que, se não combatidas, podem transformar o mundo num lugar bem ruim de se viver.

Nota: o objetivo deste texto é mostrar que as pessoas são iguais, mas tem atitudes diferentes e que devem ser julgadas pelas suas atitudes.

sábado, 15 de março de 2014

O Líder "Resolvedor"

"Ficar parado não existe, porque o mundo continua girando!"
Fernando Frederic Gomes, é Gerente de Desenvolvimento Pessoal do Grupo UPTIME, de Belo Horizonte. Com mais de 20 anos na profissão, atualmente está envolvido em um dos maiores projetos relacionados a Universidade Corporativa da empresa e é considerado por todos um homem talentoso, carismático e divertido. Sabe se posicionar diante de situações adversas e se mostra extremamente lúdico em seus exemplos ricos em metáforas. Ao conhecê-lo, temos a nítida impressão de ele ter nascido assim com todos estes talentos. Então o CRÔNICAS se interessou em vasculhar seus conceitos e, com isso, entender como ele chegou a atual posição.

CRÔNICAS: Como você começou a trabalhar com pessoas? Foi planejado?

FERNANDO: No início dos anos 90 eu havia me formado em Administração de Empresas na PUC do Rio de Janeiro, mas escolhi aquele curso por total falta de vocação em alguma carreira específica. Escutava que a ADM era um curso abrangente, em que eu teria contato com vários segmentos e por isso optei por aquele curso. Lembro-me que na época de faculdade fui líder do Grêmio Estudantil e comecei a tratar dos eventos, desenvolvendo a habilidade na gestão de pessoas. Desde aquele momento eu percebi que a solução (e a criação) dos problemas invariavelmente passava pelas pessoas. Terminada a faculdade, fui em busca de uma colocação e surgiu uma oportunidade de trabalhar em área comercial, principalmente com desenvolvimento, numa empresa que me deu oportunidade para aprender, ensinar e multiplicar. Eu acreditei e comecei o processo que me levou ao cargo gerente de uma equipe comercial.

CRÔNICAS: Você quer dizer que desde a faculdade, tens o espírito e a iniciativa de liderança?

FERNANDO: Eu acredito que o líder não nasce líder, mas sim se transforma em líder. Mesmo com uma certa habilidade natural, busquei me aperfeiçoar e investi em potencializar minhas capacidades, o que garantiu mais recursos para a gestão dos conflitos, porque liderança para mim não é a motivação, mas sim a capacidade de gerir os conflitos do grupo. Estes conflitos, muitas vezes é das pessoas com elas mesmas.

CRÔNICAS: Você acredita que os conflitos pessoais são matéria prima para o crescimento profissional ou eles deveriam ser trabalhados fora da empresa, como se diz por aí, deixando seus problemas em casa?

FERNANDO: Mais que "conflitos", a melhor palavra é confronto e é aí que entra o lado pessoal. Eu veementemente não acredito em rendimento de alta performance sem um envolvimento completo da rotina da equipe. E aí é onde, no meu entendimento, os líderes mais erram. as vezes são omissos, as vezes são abusivos.

CRÔNICAS: Explique melhor: os líderes não querem ter trabalho?

FERNANDO: De um modo geral, não querem! Mas estou falando de líderes e não de chefes. O ponto que me refiro é o abuso do limite entre a liberdade que o liderado cede de ser influenciado e o abuso do líder despreparado em querer decidir tudo na vida dos integrantes de sua equipe.

CRÔNICAS: Você falou em faculdade. Você acredita que a formação profissional se da pela formação acadêmica ou pela rotina do dia a dia?

FERNANDO: Eu não entendo a faculdade como uma ferramenta técnica. O que eu aprendi de mais valioso foi com a prática, mas entendo que a faculdade me ajudou a aprender a pensar e principalmente me deu uma visão corporativa que eu demoraria muito mais a ter sem esta bagagem.

CRÔNICAS: Ter um mentor profissional ajuda a encaixar a visão acadêmica com a prática?

FERNANDO: Não gosto do conceito de "mentor"... acredito em buscar referências, em se ter exemplos a se seguir... mas considero que o menthoring limita tanto quanto ajuda. Explicando melhor, quero dizer que ajuda o chefe (que se permite ser só um executor) e limita o líder (que se dispõe a ser um "resolvedor").

CRÔNICAS: Para haver crescimento é necessário haver quebra de paradigmas?

FERNANDO: Tem uma frase de Albert Einstein, em que ele diz que é mais fácil quebrar um átomo que um preconceito. No meu entendimento muitas pessoas não prosperam com mais intensidade porque não se libertam de conceitos "limitantes". É o tal do "não fale com estranhos" e o excesso de avisos de cuidado, como a maioria dos ditados populares do tipo: "quem tudo quer nada tem", "o apressado como cru" e "quanto mais alto maior o tombo". Nossa educação nos acovarda e romper com a ilusão da segurança do “ficar estável” é o maior desafio de todos os profissionais. Quando entendemos que "ficar parado" não existe, simplesmente porque o mundo continua girando e se expandindo, os caminhos da prosperidade se tornam mais simples!

terça-feira, 11 de março de 2014

Quais são as suas prioridades?


No mundo corporativo, há uma frase de efeito muito usada há séculos. Ela diz que “nós trabalhamos para não trabalhar”. Com um pouquinho mais de explicação, posso dizer que “trabalhamos bastante para um dia não termos mais que trabalhar”. E esse é o princípio do ato de poupar, ou seja: pensar sempre na próxima jogada e não apenas num prazer imediato. Entre os nossos 20 e 28 anos, segundo uma reflexão do Behaviorismo, unimos duas características muito destacadas: temos energia de sobra e somos movidos a prazeres imediatos. É por isso que a gente geralmente faz caca nessa fase da vida, pois temos pouca paciência de seguir a estratégia e muita energia para querer ir direto ao ponto que nos dá o prazer. Ou seja, pulamos etapas. 

O problema de pularmos etapas é que, na maioria das vezes, qualquer erro nos faz voltar à linha de partida, tendo que começar tudo de novo e atrasando ainda mais a realização dos sonhos. É mais ou menos assim que também que eu penso, pois eu já vivi a experiência de comprar um “carro dos sonhos” antes da hora e depois não conseguir pagá-lo e também a situação de vender um carro confortável e quase zero para comprar uma tranqueira velha em função de um objetivo maior, que foi abrir minha própria empresa. Ou seja, já errei e já acertei. O que tento fazer hoje é evitar que as pessoas que me seguem cometam os mesmos erros. 

Fico vendo algumas pessoas que têm carro de luxo, com duas parcelas atrasadas e andando só “no cheiro” da gasolina... sem seguro, sem licenciamento. Têm um celular de última geração, mas não tem crédito para ligar... ou seja, valeria mais a pena ter um carro mais velho, mas que cumprisse o verdadeiro objetivo de um carro, que é poder andar com ele. Nesse momento pode estar passando pela cabeça de alguns de vocês, leitores, que somos pessoas diferentes e que aquilo que é importante para mim não é tão importante para você e vice versa... pode até ser. Mas o resultado disso é matemático para qualquer um de nós, independentemente de qual seja a nossa forma de pensar, nossa religião, time que torcemos ou idade: Dois mais dois é sempre igual a quatro e... quando a grana acaba, a gente sempre fica sem fazer ou comprar alguma coisa. É por isso que estabelecemos prioridades. O QUE É PRIORIDADE PARA VOCÊ?

Como você define a palavra PRIORIDADE? Na minha concepção, significa abrir mão de algumas coisas em prol de outras. Eu sei que a gente tem vontade de um monte de coisas ao mesmo tempo, mas precisamos escolher o que é prioridade. Geralmente a gente se confunde ao elegê-las. Vou explicar melhor: Quero um celular novo, um computador, uma TV de última geração e também quero ir para as baladas. Só que ganho salário insuficiente para tudo de uma vez. Elejo que a prioridade é o computador, pois com ele poderei trabalhar melhor e gerar uma mudança de empresa e um aumento de salário... porém este computador custa mais que meu salário. Como o que ganho é insuficiente para eu comprar meu computador, minha TV e meu celular... eu acabo os gastando nas baladas, porque pelo menos pra isso dá. Mas, embora eu tenha me divertido (e causado um prazer imediato), deixei de guardar o que poderia ser o início de uma poupança para o computador.

Aqui então fica a minha estratégia: Se nós “trabalhamos hoje para podermos trabalhar menos no futuro”, precisamos fazer isso com fé. Caso contrário, chegaremos no futuro tendo que trabalhar em dobro para limpar as besteiras que deixamos no passado e aí é que não terá valido a pena. Estabeleça suas prioridades e acredite nelas.

sábado, 8 de março de 2014

Abrindo o nosso Baú

No dia Internacional da Mulher, o Blog “Crônicas Corporativas” traz uma entrevista com a Palestrante Regina Baú. Ela é Master em PNL, Master Mind e especialista em desenvolvimento pessoal e profissional. Regina conta que começou a usar seu Baú quando era Guia de Turismo e, como havia mais de uma Regina, adotou o seu sobrenome... Só aí se deu conta que abriu um baú de recursos que sempre teve, mas que antes era motivo de bulling. “Na adolescência, as pessoas brincavam com meu nome e eu tinha vergonha por causa do Baú do Silvio Santos. Hoje brinco, digo que ele ficou com o Baú do dinheiro, mas eu fiquei com o Baú da felicidade”.

Para entender como a mudança de postura pode levar uma pessoa ao sucesso, batemos um papo com ela e as respostas foram significativas. Acompanhe a entrevista:

CRÔNICAS: Como você se interessou por uma profissão em que o seu produto é falar com as pessoas?

REGINA: Eu sempre gostei de ajudar as pessoas, seja ouvindo, aconselhando ou emitindo mensagens provocativas que geram mudanças nas pessoas. No inicio, minha primeira escolha foi ser professora, que também gera mudanças. Depois de 18 anos lecionando, decidi mudar de profissão, pois senti que tinha cumprido minha missão. Veio uma grande superação e um novo desafio, ser Guia de Turismo. Nessa profissão também ajudei sem saber.

CRÔNICAS: A profissão de professora te trouxe algum incomodo? Detectou que algo precisasse ser mudado?

REGINA: Trouxe tanto incomodo (os métodos utilizados na época, não estimulavam o aprendizado), que mudei de profissão. Mas eu não reclamei da vida, nem das doenças... apenas abri meu "Baú de Talentos" e fui descobrindo o quanto poderia fazer pelos outros e também por mim.

CRÔNICAS: Antigamente, a profissão da mulher era restrita a algumas poucas opções que o homem não gostava de fazer, como o magistério. Hoje vemos mulheres assumindo presidências de grandes empresas e até de potências mundiais. O que mudou?

REGINA: A mulher descobriu que é inteligente, que pode superar as amarras familiares, culturais, e chegar onde desejar. Por isso pilota aviões, dirige países e grandes corporações. Assim conquistou seu espaço, sem deixar de ser mulher. Na verdade, ela se libertou, usa a liberdade para aprender, temos muitos exemplos de mulheres que se destacaram e muitas que ainda serão reconhecidas pelos seus trabalhos, como foram Joana D'Arc, Madre Teresa de Calcutá, Maria da Penha, Zilda Arns e tantas outras.

CRÔNICAS: E você, em seu trabalho, em suas palestras, sente que colabora com isso?

REGINA: Com certeza! Como sou exemplo vivo de superação e conquistas, sinto que as participantes de minhas palestras e cursos, saem motivadas para as mudanças e o reconhecimento vem através de feedbacks emocionantes. Isso me faz uma mulher feliz, realizada e extremamente motivada a continuar a minha Missão de Vida!

CRÔNICAS: As mulheres ainda precisam superar algum "calcanhar de Aquiles" para se equipararem no mercado de trabalho ou é apenas mais uma questão de tempo?

REGINA: O "calcanhar de Aquiles" creio que seja o reconhecimento financeiro pelo nosso trabalho e, quem sabe, alguns machistas perdidos no tempo... (risos). Como o passar dos anos está gerando grandes mudanças, acredito que é questão de tempo.

CRÔNICAS: Como as mulheres podem superar esses últimos desafios? Com confrontos ou com habilidade?

REGINA: As mulheres podem superar tudo, desde que aprendem a se respeitar e a se dar ao respeito, a usarem empatia, educação, bom senso, transparência em ser o que são. Lembre-se, “CADA UM TEM UM BOM MOTIVO PARA SER O QUE É". O poder das mulheres está em ser MULHER. Força é para os homens... Nós, mulheres, nascemos com o amor incondicional de proteger, sendo ou não mães. Eu, por exemplo, não sou mãe e tenho o dom de amar, acolher, cuidar porque sou mulher. Os homens dão outro tipo de proteção.

CRÔNICAS: O que mais tem de tão valioso no Baú de cada um?

REGINA: Em nosso Baú guardamos tesouros, que são talentos, e subsídios para superarmos os desafios quando eles surgem. Não escondo nada, meu baú é forte e transparente.

terça-feira, 4 de março de 2014

Se não pode com eles, junte-se a eles...


O Carnaval me faz pensar... de novo! Já fazia algum tempo que este blog estava parado. Alguma crise se instalou pelo meu instinto criativo e o deixou de férias. Mas desde então eu venho ensaiando o retorno aos teclados e creio que este Carnaval pode ser a inspiração, pois além de uma festa pagã que antecede a quaresma cristã, além de ser um suposto "Adeus à Carne" (daí a origem Carne Vale), enxergamos um grande jogo de interesses comerciais, promovendo celebridades, que por sua vez promovem a festa.

Uma frase de minha infância e que ficou marcada, dizia que "quando não pode com eles, junte-se a eles". E por muito tempo esta e algumas outras frases ficaram em minha "caixa da indignação", fazendo-me questionar o que levaria adversários a se juntarem. Parecia-me algo muito lamentoso e sujo juntar-se aos seus ex-combatentes para atingir o sucesso. Eu via como se fosse o que os políticos fazem continuamente ao criticarem seus adversários numa determinada eleição e, dois anos depois, fazerem coligações com estes mesmos.

Mas com a chegada dos quarenta anos e um pouco de sabedoria, comecei a observar as estratégias também usadas por pessoas de bem para conseguirem seus objetivos. Percebi que "juntar-se a eles" poderia significar apenas "usar ferramentas parecidas", como fez uma professora de dança na comunidade de Paraisópolis que usou o RAP para atrair crianças a uma atividade lúdica e, dessa forma, tirá-las das mãos dos traficantes... ou uma igreja evangélica cujo o púlpito é uma prancha de surf... ou um padre católico que aprendeu a cantar e trouxe uma multidão de fiéis às suas missas... isso tudo poderia ser visto como uma bela e magnifica estratégia de guerra, a mesma do "junte-se a eles"... porém, pelo lado bom da coisa.

Voltando ao Carnaval, o que mais reparei ao ver as transmissões pela TV é a emissora promovendo suas celebridades que, por sua vez promovem a festa que rende milhões de expectadores para a mesma emissora. Fiquei confuso ao me perguntar se a emissora é quem promove a celebridade ou se a celebridade promove a emissora. Logo em seguida lembrei-me do presidente de minha empresa perguntando em uma peça de treinamento, quem conhecia o Roberto Shinyashiki e ele mesmo respondendo que alguns certamente não o conheciam, mas saberiam dizer decoradamente todo o elenco da novela das nove.

E na minha opinião, esta é a grande sacada... Se não pode com eles, junte-se a eles e use as mesmas armas: pessoas interessantes. Foi aí que resolvi reativar este blog que estava parado desde maio do ano passado (apenas poucos textos neste período) e estabelecer uma rotina intercalando um texto de minha autoria e uma entrevista com uma "celebridade" empresarial. O texto sai na terça-feira e a entrevista no sábado... deste modo o jovem profissional pode misturar uma reflexão deste autor com a opinião de um treinador, empresário ou profissional de RH.

Prometo escrever com responsabilidade e escolher os melhores entrevistados. E os dois primeiros já estão combinados: REGINA BAÚ, palestrante e especialista em PNL e FERNANDO FREDERIC GOMES, Gerente de Desenvolvimento Pessoal do UPTIME GROUP, com seus 21 anos de janela na área comercial, já aceitaram o desafio. Põe na agenda: Até Sábado, 8 de Março, dia Internacional da Mulher, com a Regina Baú!!!