sábado, 22 de março de 2014

Carlos Cunha Comunica

Radialista, Locutor, Mestre de Cerimônias e Professor de Comunicação, o Paulista Carlos Cunha é um sujeito culto e crítico, dono de um rico vocabulário e conhecido pelo hábito de pronunciar cuidadosamente suas palavras mesmo em momentos de informalidade. Ele ensina que tão importante quanto a escolha das palavras é o tom que se usa para aplicá-las. Formado em Marketing, com MBA em Gestão pela FGV de São Paulo, aprendeu a ter uma visão holística a respeito do assunto e, após alguns ajustes, aplicou este conhecimento no tema "Comunicação". Há 15 anos no ramo, começou fazendo rádio em Campinas, passando posteriormente por Itatiba e Jundiaí... Aprimorando-se, ampliou seu escopo e hoje atua aplicando cursos e apresentando eventos... e nós do blog CRÔNICAS CORPORATIVAS tivemos a oportunidade de aprender um pouquinho,  gratuitamente.

CRÔNICAS: Como você começou a trabalhar com Comunicação?

CARLOS CUNHA: Sempre tive facilidade para expor ideias e num determinado momento fui convidado a dar aulas no Núcleo de Comunicação e Artes do Senac. Ali, consegui, através da observação, visualizar as nuances da comunicação para aplicar técnicas que realmente funcionam e, principalmente, dão resultados.

CRÔNICAS: A locução é um dom ou é produto de treino?

CARLOS CUNHA: Posso dizer que é uma mescla das duas coisas: dom e treino. Dom porque você já tem de ter desenvolvido, mesmo que subjetivamente, isto dentro de você. Treino, porque tudo dá para aprimorar.

CRÔNICAS:  E você descobriu o seu talento por iniciativa própria ou oportunidade?

CARLOS CUNHA: Creio que tenha sido por oportunidade. Desde o ensino fundamental, eu era sempre chamado para apresentar os eventos da classe e depois, os eventos cívicos da escola. Certa vez um professor meu, Cláudio Dangieri, que era muito exigente em sala de aula, me chamou após uma destas apresentações espontâneas e me disse que eu tinha facilidade em me comunicar e deveria desenvolver esse talento. Foi interessante, na hora não entendi muito o que aquilo significava mas, de certa forma, ficou no meu inconsciente. Foi quando percebi que tudo que fazia estava ligado ao uso da voz, da articulação...

CRÔNICAS: O que a habilidade comunicativa pode fazer por uma pessoa?

CARLOS CUNHA: A boa comunicação pode interferir no sucesso de um profissional de áreas não ligadas a comunicação. Muitos confundem o 'falar bem' com o 'falar muito', mas são coisas paralelas. O 'falar bem' está ligado ao conteúdo e o 'falar muito' simplesmente ligado ao ato de falar. As empresas têm tido cada vez mais dificuldade em treinar seus colaboradores para este fim. Muitas vezes, vemos profissionais qualificadíssimos, executores de projetos essenciais para o negócio mas que, na hora de apresentar o projeto, simplesmente travam, colocando toda a expertise a perder. Existe uma diferença muito grande entre expor uma determinada ideia para uma pessoa só e expor esta mesma ideia a um grupo de pessoas. É isto que precisa ser despertado... muitos, expondo para uma pessoa só, conseguem dar um show, mas a situação muda quando esta informação precisa ser passada para um grupo. Daí a necessidade de um treinamento que precisa ser calcado na observação e na empatia.

CRÔNICAS: Falar em publico é difícil? É um bicho de sete cabeças?

CARLOS CUNHA: Não é. Costumo dizer que este bicho pode ter uma cabeça só: a da própria pessoa.

CRÔNICAS: Existem técnicas? Até um tímido pode aprender?

CARLOS CUNHA: Sim. O título do meu curso é bem objetivo neste ponto: 'Oratória sem Segredos: Desenvolvendo Potencialidades". Ele visa tirar todos os mitos sobre a Oratória e sobre o medo que a ronda.

CRÔNICAS: A boa oratória interfere na auto estima de um profissional?

CARLOS CUNHA: Não é preciso falar para milhões. Muitas vezes é necessário passar uma comunicação objetiva para quem está ao redor. E este é um exercício cuidadoso, pois infere muita responsabilidade na pessoa. E as pessoas querem se livrar desta responsabilidade. Os meus cursos são calcados na conscientização. Logo, a auto estima é bastante estimulada.

CRÔNICAS: Em que áreas ou profissões um bom comunicador pode trabalhar?

CARLOS CUNHA: Falar bem e ser reconhecido como tal, sempre faz com que a pessoa se sinta valorizada, afinal, não existe nada pior do que ter uma boa ideia mas não saber como expressá-la. O bom comunicador não é aquele que faz da comunicação o seu meio de vida, o seu trabalho, mas aquele que comunica bem, independente do ambiente em que está inserido. Então, pode-se desenvolver carreiras em locução, apresentação de auditório, animação, recreação e muitas outras áreas... Estas atividades demandam um grande conhecimento da Oratória, mas, de certa forma, todos nós precisamos falar com clareza, conhecimento e objetividade. Meus cursos já foram frequentados pelos mais diferentes profissionais: médicos, engenheiros, professores, vendedores.

CRÔNICAS: Certamente nossos leitores poderão se valer de suas dicas. O objetivo deste espaço é encorajar o profissional no caminho da evolução e você contribuiu bastante. Nós somos agradecidos!

CARLOS CUNHA: É sempre um prazer compartilhar conhecimento, ainda mais num canal que eu acompanho e recomendo, que é o 'Crônicas Corporativas'. Parabéns por mais esta iniciativa. É isso.

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